
No ano 2000, a União Europeia lançou a iniciativa do “Dia Sem Carros”, no propósito de alertar os cidadãos para o ( mau) ambiente urbano. A adesão das autarquias foi grande. Era uma novidade e fez-se muita festa. Mas houve também muita gente a protestar, pelo que no ano seguinte já foram menos as autarquias a aderir. Enquanto Pedro Santana Lopes considerava a iniciativa uma medida folclórica, a União Europeia salientava o seu sucesso e, em 2003, substituiu o Dia sem Carros pela Semana da Mobilidade. Portugal aderiu.
Não sei se a iniciativa tem resultados positivos e contribui para que todos os anos algumas pessoas troquem o carro pelos transportes públicos. Duvido…
Basta ver as imagens das caravanas partidárias durante a presente campanha eleitoral, para perceber como os diversos partidos dão importância ao assunto.
Não será, porém, pelo facto de os partidos se estarem marimbando, que deixarei de lembrar as questões colocadas pelo excesso de trânsito nas cidades, durante a Semana da Mobilidade que se iniciou ontem e termina no dia 22.
Aqui fica o meu primeiro contributo.
Em média um homem precisa para sobreviver, em condições ditas normais, de cerca de um quilo de alimentos e mais de 1 litro de água por dia. Compreende-se, pois, que haja uma grande preocupação com a qualidade dos alimentos que ingerimos ou da água que bebemos. Mas precisamos também de 25 quilos de ar!
Todos sabemos que ninguém vive apenas de ar... no entanto, a importância do ar para a nossa sobrevivência é tão determinante, que se estivermos apenas alguns minutos sem respirar morremos, mas poderemos sobreviver alguns dias sem nos alimentarmos ou sem beber qualquer líquido.
Todos somos afectados pela deficiente qualidade do ar, especialmente idosos, recém nascidos e pessoas com problemas respiratórios. Mas que sabemos acerca da qualidade do ar que respiramos? Sabemos, por exemplo, que os parisienses respiram ar de má qualidade um em cada quatro dias do ano, que morrem anualmente milhares de pessoas nas grandes capitais europeias, vítimas de doenças respiratórias e cardiovasculares, provocadas pela má qualidade do ar que respiram, mas em Portugal, embora desde o Verão de 1998, Lisboa e Porto estejam dotadas de estações de controlo e medição da qualidade do ar, pouco sabemos.
Basta ver as imagens das caravanas partidárias durante a presente campanha eleitoral, para perceber como os diversos partidos dão importância ao assunto.
Não será, porém, pelo facto de os partidos se estarem marimbando, que deixarei de lembrar as questões colocadas pelo excesso de trânsito nas cidades, durante a Semana da Mobilidade que se iniciou ontem e termina no dia 22.
Aqui fica o meu primeiro contributo.
Em média um homem precisa para sobreviver, em condições ditas normais, de cerca de um quilo de alimentos e mais de 1 litro de água por dia. Compreende-se, pois, que haja uma grande preocupação com a qualidade dos alimentos que ingerimos ou da água que bebemos. Mas precisamos também de 25 quilos de ar!
Todos sabemos que ninguém vive apenas de ar... no entanto, a importância do ar para a nossa sobrevivência é tão determinante, que se estivermos apenas alguns minutos sem respirar morremos, mas poderemos sobreviver alguns dias sem nos alimentarmos ou sem beber qualquer líquido.
Todos somos afectados pela deficiente qualidade do ar, especialmente idosos, recém nascidos e pessoas com problemas respiratórios. Mas que sabemos acerca da qualidade do ar que respiramos? Sabemos, por exemplo, que os parisienses respiram ar de má qualidade um em cada quatro dias do ano, que morrem anualmente milhares de pessoas nas grandes capitais europeias, vítimas de doenças respiratórias e cardiovasculares, provocadas pela má qualidade do ar que respiram, mas em Portugal, embora desde o Verão de 1998, Lisboa e Porto estejam dotadas de estações de controlo e medição da qualidade do ar, pouco sabemos.
É certo que esses dados estão disponíveis e ainda este Verão nos informaram que estivemos vários dias a respirar ar impróprio para consumo, mas desafio os leitores a enunciarem uma única medida que tenha sido tomada para debelar o problema. Ao contrário, em circunstâncias idênticas ( e só para dar um exemplo...) o trânsito automóvel foi proibido, de uma assentada, em oito cidades francesas.
E nós, cidadãos, porventura nos preocupamos com a qualidade do ar que respiramos? Todos os dias queremos saber as condições metereológicas, mas acerca da qualidade do ar, talvez falemos de fugida numa roda de amigos. Depois seguimos em frente, com um encolher de ombros, como se nada pudéssemos fazer, ou o assunto seja pouco importante.
Compreende-se... a chuva molha e podemos apanhar uma constipação no dia seguinte, enquanto o ar poluído mata, mas demora algum tempo!
E nós, cidadãos, porventura nos preocupamos com a qualidade do ar que respiramos? Todos os dias queremos saber as condições metereológicas, mas acerca da qualidade do ar, talvez falemos de fugida numa roda de amigos. Depois seguimos em frente, com um encolher de ombros, como se nada pudéssemos fazer, ou o assunto seja pouco importante.
Compreende-se... a chuva molha e podemos apanhar uma constipação no dia seguinte, enquanto o ar poluído mata, mas demora algum tempo!
* Este post nada tem a ver com a asfixia democrática
Tem a ver com asfixia democrática sim senhora ... democraticamente asfixiamos todos e o povo em geral e bastante latamente tem culpas que não podem ser alijadas.
ResponderEliminarAqui em Belo Horizonte não acontece isto , mas em São Paulo realizam por numero de placa. Cada dia são um determinado numero, acho que é por terminaçoes.
ResponderEliminarParece que não dá muito certo porque a poluição la é um horror!Em BH ainda não tem tanta poluição mas está caminhando para isto
Com carinho
Monica
Belo texto.
ResponderEliminarQue bem estar e surpresa foi para mim, em 2003, e mais uns anitos seguintes, quando trabalhei em Bruxelas e fui saudávelmemte confrontada com o dia europeu s. carros....
Circular por toda a cidade a pé, skate e bicicleta, setir o silencio na cidade, foi uma experiencia única.Foi dia de festa, acredite.
Por cá... que complicação..., dorme-se quase no carro...
E o ar... que se "lixe"...
A ideia até era boa se, como pude constatar em Barcelona, houvesse condições próprias para se andar de bicicleta: ciclovias nas grandes avenidas, parqueamento, sinais de trânsito e leis a serem cumpridas.
ResponderEliminarPalhaçada, é o que é!
Mais uma ideia excelente que quem devia deixou morrer,salvando-se honrosas excepções,uma delas em Leiria que esta semana implementou o empréstimo de biciletas paar quem queira e estão em vários locais da cidade e está a construir um ciclovia do centro da cidade ao politécnico.
ResponderEliminarEsta falta de visão politica é mesmo asfixiante.
Eu penso que estas iniciativas até colaborem para uns dias com menor taxa de monóxido de carbono no ar. Mas de nada adianta deixarmos os carros em casa se continuamos desmatando e criando concreto aonde antes havia terra.Uma forma simples de melhorarmos a vida nos grandes centros é plantarmos árvores.Simples assim :o)
ResponderEliminarA ideia não pegou porque as pessoas são teimosamente contra as alternativas económicas e ecológicas em detrimento com o seu conforto. Eu aprendi a usar os transportes públicos diáriamente, para o trabalho, para o centro da cidade, e usar a bicicleta tanto para actividade física como para deslocações em que a possa usar. Eu sei que é incómodo e cansa mas caso tenham essas alternativas e vontade de as aproveitar porque não alterar costumes e usufruir de um ar mais limpo.
ResponderEliminarOlá Carlos, passando pra te deixar um alô. Passo às vezes por aqui mas acabo não deixando recado. Você e Turmalina postam com muita frequência, ás vezes so consigo ler no fim de semana. Algumas coisas mais específicas da política de Portugal, das campanhas, me deixam com vontade de saber melhor sobre como correm as coisas por aí. Outras vezes percebo que aí como aqui compartilhamos alguns problemas e angústias comuns.
ResponderEliminarEsta fila de carros me é tão familiar... A propósito ontem vi uma frase que venceu um concurso num congresso de desenvolvimento sustentável, acho que em Portugal ( não sei ao certo, o blog onde li é português). Ela dizia:
"Todo mundo 'pensando' em deixar um planeta melhor para nossos filhos... Quando é que 'pensarão' em deixar filhos melhores para o nosso planeta?”
Faz sentido.... pessoas melhores cuidariam pra que a coisa não chegasse a este ponto. Beijo meu, bom fim de semana pra ti, de alegrias e prazeres.