O nome ( Alkimia) sublinhado pela palavra “creperie” chamou-me a atenção. Vinha mesmo a calhar um crepe àquela hora tardia para almoçar e ainda temperana para a janta. Entrei, resoluto. A lista contemplava apenas meia dúzia de ofertas. Variedade escassa para uma “creperie”, mas enfim... decidi-me por um crepe tropical ( fiambre queijo e ananás) . A proprietária, senhora idosa, franziu o sobrolho e perguntou:
- Não prefere um Florestal?Remirei a lista , mas os ingredientes não me despertaram qualquer salivar . As papilas gustativas mostravam-se indiferentes à proposta.
- Não, prefiro mesmo o Tropical.A sexagenária hesitou e depois, enfrentando-me “olhos nos olhos” disse de sus justiça:
- Esse não lho posso fazer. Sabe, tinha que abrir uma lata de ananás e depois, se não vierem mais clientes pedir um igual , fico com a lata aberta e tenho que a deitar fora. É muito prejuízo!
Apreciei a sinceridade da senhora ( poderia ter dito simplesmente que não tinha ananás e o assunto ficava por ali). Optou por ser sincera mas, ao mesmo tempo, pôs-me a reflectir sobre a realidade dos negócios familiares em Portugal. Falta profissionalismo, sobra ganância e subsidiodependência. Não é assim que vamos lá...
* Post publicado em 8/10/2007
Eu já tinha lido este post e me colocado à pensar da outra vez. A atitude da senhora foi correta. Mas se fosse eu na posição dela teria feito diferente, afinal a comida aqui não é vendida em euros e as frutas têm bom preço.
ResponderEliminarEste ananas restante daria uma excelente sobremesa como um pavê de abacaxi, ou similar, para ser oferecido aos clientes como uma novidade da casa. Sou criativa demais para simplesmente não abrir a lata :o)
Podia sempre aproveitar o restante da lata para fazer uma sobremesa fresquinha, assim em jeito de promoção para o dia seguinte, quem sabe não fazia negócio em vez do perjuízo.... imaginação precisa-se!
ResponderEliminarBom fim de semana
Esta faz lembrar aquela lista de anúncios de coisas que ainda estão para vir. Ou melhor, as inaugurações de coisas que ainda não se construiram...
ResponderEliminarCrepes só na Bretanha:)
ResponderEliminarEu tenho impressão que esta senhora não é como nós brasileiros. adoramos pechinchar e economizar.
ResponderEliminarCom carinho
Monica
Turmalina: Esta senhora não tem imaginação, mas da próxima vez, vou-lhe levar a sua sugestão.
ResponderEliminarDe dentro para fora: Como já disse à Turmalina, imaginação não é coisa que abunde naquela Alkimia.
ResponderEliminarGrande Jóia: Pelo andar da carruagem, a Alkimia não deve durar muito... talvez alguém inaugure alguma coisa mais imaginativa naquele lugar.
ResponderEliminarmaloud: o problema é que a Bretanha fica um bocado longe. Ano passado, quando por lá andei, tirei a barriguinha de misérias. Desde então, creio que não voltei a comer crepes por cá...
ResponderEliminarMonica: Pois não... esta senhora em vez de abrir uma creperie devia ter fundado uma loja de penhores.
ResponderEliminarOlá Carlos
ResponderEliminarEste fim de semana foste dar uma volta até Figueira da Foz e...vieste sem comer o tão apetecido "crepe".
Dou-te uma sugestão:
No próximo fim de semana irás até S. Mamede de Infesta à inauguração da minha exposição e terás um porto de honra com mais qualquer coisinha para dar ao dente, quicá!
Pensa na minha proposta...
CONVITE:
ResponderEliminarEstive 5 dias isolada do mundo, num encontro espiritual comigo mesma, num monte alentejano e, por isso tenho que muito rapidamente divulgar a minha próxima exposição de fotografia.
Desta vez será no “Norte” a pedido de várias pessoas, em Fevereiro passado, quando foi a minha 1ª exposição individual aqui próximo de Lisboa, na margem sul.
Como gosto de desafios, houve “alguém” que me desafiou e disse que colaborava, nem pensei 2 vezes e decidi tratar do assunto em Abril passado.
Chegou Setembro e será a minha rentrée cultural.
Fica o convite para quem vive perto e noutros casos, em que a distância impossibilita a presença de tantos bloggers, fica a participação do evento.
Venho reforçar que teria todo o gosto em que estivesses presente na minha rentrée.
Será muito próximo do Porto, em S. Mamede de Infesta.
Já fiz a divulgação no meu blog.
Abraços, TULIPA
palavra que não sei onde fica.
ResponderEliminarsei que na Figueira a restauração é muito pobre.
uma terra que vive em parte do turismo não etm para oferecer restaurantes de qualidade e em quantidade.
o que descreves aqui é o espelho de tudoo que é restaurante na Figueira, fora da é poca de Verão.
mesmo assim, passa por cá mais vezes.