O mundo viveu, durante oito anos, às ordens de um psicopata, acolitado por um vampiro de guerra. Bush e Dick Cheney incendiaram o mundo, foram responsáveis por milhares de mortes, inventaram guerras com pretextos falsos. Num mundo justo , Bush estaria a esta hora a ser julgado pelo Tribunal Penal Internacional, por crimes de guerra. Não estaria sozinho, certamente. A acompanhá-lo estariam Dick Cheney e os restantes membros do “Bando dos Quatro” que, nos Açores, deram o seu aval à invasão do Iraque: Blair, Aznar e o português Barroso, um maoísta convertido às delícias do neo-liberalismo, alcandorado pela direita reaccionária a líder da união europeia, pelos bons serviços prestados a Bush.
Mas - todos o sabemos- a justiça dos homens é vesga. Célere a condenar Ahmadinezhad, faz vista grossa a Karzai, cujas virtudes democráticas já aqui foram salientadas pela Brites.
Célere a condenar Chavez ou Morales, cega perante Uribe ou os militares hondurenhos que afastaram Zelaya do poder nas Honduras, apesar de ter sido eleito democraticamente.
Obama tem vindo a denunciar algumas das violações dos Direitos Humanos perpetradas por Bush. A imprensa portuguesa - deliciada a olhar para o umbigo - não dá qualquer destaque ao assunto. Por vezes tenho a impressão que os jornalistas portugueses da área internacional são recrutados ( com algumas excepções) de uma qualquer seita religiosa cujo único propósito é atacar o Partido Comunista e ver ditadores em quem defende os interesses do seu povo.
Não me espanta, por isso, que depois de atacar Chavez, acusando-o de se querer perpetuar no poder, se remeta ao silêncio quando Uribe prepara um referendo que lhe permita renovar o seu mandato. Felizmente, no país vizinho, temos jornais, jornalistas e imprensa em vez de pasquins idiotas. Foi ao ler a imprensa espanhola que fiquei a saber que a CIA contratou, durante o reinado de Bush, dois “psicólogos” que tinham por missão preparar os interrogatórios dos suspeitos de terrorismo e delinear as sevícias e torturas a aplicar aos presos. Recebiam, por essa nobre tarefa, 1500 euros diários! Não sei quem fica mais desfocado nesta fotografia de horrores... se os algozes, ou quem os contratou.
Obama resolveu mandá-los para o desemprego. Vão certamente ser julgados, mas nem precisamos de esperar pela sentença para saber que serão absolvidos. Depois do julgamento, Jim e Bruce talvez criem uma empresa de torturas para operar na Coreia do Norte ou em Myanmar., quicá se alistem na Ku-Klux- Klan. Ou então, usufruindo dos conhecimentos obtidos durante o período em que trabalharam na CIA, ao serviço de Bush, talvez prefiram ingressar nas fileiras do crime internacional organizado.
Nos jornais portugueses, alguns jornalistas indiferentes à realidade fazem notícias tecendo loas à democracia americana e escrevendo artigos contra Estaline e os novos ditadores sul-americanos. Naquelas redacções cheira a perfume Patchouly (lembram-se do Grupo de Baile?) e ouvem-se na aparelhagem sonora, os Trabalhadores do Comércio a cantar “Ta quetinho ou lebas no fucinho”
Clap,clap,clap.Muito bem CBO.
ResponderEliminarEm Portugal todos dãos as mesmas noticias e sempre do mesmo ângulo de visão.Está tudo formatado, salvo raras e honrosas excepções.
Ai, ai, ai...um dia ainda hei de escrever um pouquinho como você. Acho que sou não tão atenta assim aos problemas políticos por falta de bons textos.O seu texto é claro e vc sintetiza todas as minhas dúvidas e também parte da minha ignorância político/econômica em poucas palavras.A forma como você conjuga as informações nessa síntese é impressionante.
ResponderEliminarObrigada pela aula :o)
Menino Carlos
ResponderEliminarTem lá um prémio
:))
Credo! Que isto hoje por aqui ‘tá brabo’!
ResponderEliminarEu nem deito mais achas para a fogueira e vou mas é dançar com o grupo de Baile e com as meninas maradas das escolas secundárias, com pachouli, meias rotas, engates, soquetes e tudo.
Oh, oh, oh, oh, oh!
"Gimme a ticket fo an aeroplane..."
ResponderEliminarFaço uso de outras palavras, de um outro contexto, para comentar este seu post...
... a vontade de sair é tão grande, que não não dá para esperar o TGV. Tem mesmo de ser um avião, bem rápido...
Por vezes parece que não dá mais para aguentar tanta parvoíce (tente recordar de onde lhe escrevo)!!!
Eu gosto do meu país, quando estou fora...quando viajo. Temos qualidades, mas vejo-me, enquanto aqui habito, como uma marioneta que se refugia em livros, em ideais de educação que não existem por cá e que ultimamente ouve boa música e recorda outroa tempos. Tempos em que não pensava tanto...
Deveria ser mais interventiva? Sem dúvida.
Já agora e para terminar: Conhece o professor José Pacheco, um dos fundadores da Escola da Ponte?
Conheci-o pessoalmente há já alguns anos e soube recentemente que "agarrou" um avião para o Brasil, onde pretende começar de novo...
Até uma próxima.
Na mouche!
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminarNada mais há a acrescentar! O interesse e a subserviência do momento é que põe políticos, jornalistas, comentadores a vibrar. Amanhã se for necessário já "pensam" o contrário. As excepções, que felizmente ainda há, "oferecem-lhes" uma prateleira dourada. Não falo do fugitivo Barroso claro, mas de um Cravinho por exemplo.
Um beijinho