Vai uma grande azáfama no Saldanha e zonas adjacentes. Abre amanhã o prolongamento da Linha Vermelha do Metropolitano entre S. Sebastião e a Alameda e dezenas de operários procuram ultimar os arranjos à superfície. Tudo indica que os automóveis vão voltar a circular pela Duque de Ávila e os comerciantes que vivem há anos entaipados pelos estaleiros, poderão finalmente respirar de alívio. No entanto, ninguém arrisca. Perguntei a comerciantes e a trabalhadores se os estaleiros seriam levantados amanhã, mas ninguém sabe a resposta. “Eles é que sabem”- respondeu-me um calceteiro entre duas fumaças. Compreendo. A linha do Metro abre com quatro anos de atraso, que importa se os comerciantes tiverem de esperar ainda alguns dias, semanas, ou meses ,para recuperarem os avultados prejuízos provocados por estes anos de espera?
A reposição da calçada portuguesa parece ser, por agora, a preocupação dominante nos trabalhos. A reconstrução está a ser feita tal qual como estava antes, com lombas e afundamentos, que no Inverno se transformam em lagoas por onde é impossível transitar. No estio a irregularidade do piso provoca algumas quedas. Não teria sido de elementar bom senso, aproveitar as obras para aplanar os passeios, diminuindo os riscos de quem aqui passa diariamente? Provavelmente a pergunta é estúpida. A ideia é restituir à zona a imagem que tinha antes das obras. Assim como alguém que põe um dente postiço e, para que os outros não percebam, pede ao dentista um dente com os mesmos riscos e deformações do original.* "É p'ra amanhã" é uma canção de António Variações. Uma justa homenagem aos empreiteiros que hoje se reúnem para um jantar na Alameda. Disse-me um comerciante que vão celebrar o fim das obras. Haverá alguma coisa a celebrar quando se termina uma obra com quatro anos de atraso?
Passando pra te desejar um bom final de semana
ResponderEliminarabraços
Hugo
Claro que há, Carlos. A pontaria do timing para premiar o atraso dos trabalhos.;)
ResponderEliminarBem interessante o teu post.
ResponderEliminarAcho que todo resgate é válido, principalmente quando vem de encontro a uma necessidade. Aprecio os trabalhos feito com pedras. Aqui chamam de mozaico, e é também uma forma de arte. A canção sugerida teve seu valor, mesmo que ela venha a homenagear um trabalho tão tardio.
Um grande abraço e bom fim de semana
Carlos, passei por aqui algumas vezes esta semana, mas só hoje tendo um tempinho de fazer minhas visitinhas. Gosto de ler seus posts sobre o cotidiano por aí. Algumas coisas são parecidas com as que vivemos por aqui. E algo que gosto muito é a forma musical como ilustra seus posts. Quanto ao coração frágil hehehe, tirando a insuportável tortura, das outras até gosto um pouco, sabia? Será que sou masoquista? Bem, bom fim de semana prá ti, obrigada pelas visitinhas, beijo meu.
ResponderEliminarAcho muito bem que mantenham a calcada portuguesa porque e lindissima.
ResponderEliminarQuanto ao metro ja nem sei quantas linha existem, no meu tempo havia duas ;)
para uma obra assim não há champanhe, ou direi vinho, que chegue.
ResponderEliminarA ver vamos...
Quanto à calçada, +e bom que se mantenha.
ResponderEliminarEm relação ao "timing", é o costume...
Beijos.
está na hora de acabar tudo!! de inaugorar tudo !! hehehe tão previsível ...que enjoa
ResponderEliminarHSLO: Bom fds para si também
ResponderEliminarGJ: Não creio que seja uma questão de pontaria... é mais lassidão.
ResponderEliminarLisa: bom fds também para si
ResponderEliminarVeroca: Pois a tortura também já era demais!
ResponderEliminarEstes posts com música vão começara a escassear, com a Rentrée.
Bom fds também para si
miepee: eu também acho bem que tenham reconstruído a calçada portuguesa... só queria é que a tivessem reconstruído direitinha e sem aqueles altos e baixos que tornam piso perigoso.
ResponderEliminarJá deve ter saído de Portugal há muito tempo! desde 1998 que temos 4 linhas
Violeta: E votos, haverá?
ResponderEliminarFiloxera: como já disse, também sou a favor da calçada portuguesa e achei bem que a reconstruíssem. O problema é mesmo o descuido com que o fizeram.
ResponderEliminarTeresa: a hora certa tinha sido em 2005, como estava inicialmente previsto.
ResponderEliminarA minha mãe desejavava tanto ver essa obra concluída. Essa era a estação que ela mais usava e eu também enquanto vivi em sua casa, muito perto do Galeto, entretanto ela faleceu, o ano passado, já não vai usufrui-la.De qualquer modo, quando for visitar os meus irmãos (ainda lá vivem) irei ver a estação e lembrar-me da minha mãe com muita saudade.
ResponderEliminarDesculpe Carlos o desabafo e
óptimo fim-de-semana!
Ai Carlos, que mau feitio, já parece o Salvo!
ResponderEliminarQue coisa, também a diferençazinha de orçamento, foi somente de oitenta milhões. O que é isso?
Davam-me cá um jeitaçoo para eu gastar no Passeig de Grácia…