Já se sabia que, com o fim da crise, o preço do barril de petróleo subiria. Poucos admitiriam, porém, que vidas humanas pudessem ser trocadas pelo ouro negro. A Escócia ( ao que consta incitada por esse “grande socialista” Gordon Brown) libertou o autor do atentado de Lockerbie. Oficialmente, o governo escocês justificou a libertação do autor material da morte de 270 pessoas, alegando razões humanitárias. Al-Megrahi sofrerá de um cancro em fase terminal. A razão, porém, parece ser bem mais prosaica. Al- Megrahi terá sido libertado em troca de petróleo.
Ao chegar a Tripoli foi recebido como herói nacional por esse campeão dos direitos humanos que é Muhamar Kadhaffi. A Escócia e o Reino Unido acabam de dar um belíssimo incentivo ao terrorismo. Depois queixem-se…
* "Amélia dos olhos doces" é fruto de uma outra dupla da música portuguesa que funcionava na perfeição: Carlos Mendes/Joaquim Pessoa.
A canção não tem (quase) nada a ver com o post, mas apeteceu-me fazer de conta que sim...
E fez muito bem :)
ResponderEliminarNão tinha relacionado a troca com o petróleo , já tinha ficado bastante incomodada com a as "razões humanitárias" com as imagens da festa que fizeram ao terrorista.Agora ainda fiquei mais chocada .
A nossa civilização , com os valores morais quelhe eram inerentes ,está realmente chegando ao fim.
Eu gosto dessa música e ainda estive tanto tempo pra nascer quando ela foi apresentada. MAs gosto. Acho-a doce, como a Amélia.
ResponderEliminarBjs
Bom dia, Carlos
ResponderEliminarQue música mais linda!
Tão doce como devem ser os olhos de Amélia...
Voce traduz a noticia tão bem que eu não preciso ficar matutando.
ResponderEliminarCom carinho Monica
Foi libertado porque alguém lhes fez também uns olhos doces.
ResponderEliminarCarlos,
ResponderEliminarÉ na verdade um momento histórico (foi a 1ª vez que libertaram um terrorista)vergonhoso.
Acho que a música da "Amélia dos olhos tristes" vem a propósito... A Amélia "servia" a todos por necessidade mas com amargura. Estes servem e servem-se por interesse puro e duro. Que falsidade, que sacanice!
Um beijinho
Quanto à libertação da criatura e à recepção apoteótica de foi alvo, é o reflexo do cinismo em que o mundo mergulhou.
ResponderEliminarMas vamos à cantiga: E não é que numa tal noite no Algarve, há muitos muitos anos essa música marcou um momento estupidamente feliz? Por mero acaso...
:))
Colocando o comentário no lugar correto:
ResponderEliminar"Quem diria que amor nascia aonde Amélia mora"...aquela mesma do cabelo cor de viúva...
Quantas viúvas cabem em 270 assassinatos?
Humanidade tem limites e neste caso os fins não justificam os meios. E o que você graciosamente chama de prosaico eu chamaria de podre :o)
Ao contrário da Amélia de Carlos e Joaquim, aqui Amélia é uma mulher de verdade,segundo Ataulfo Alves e Mario Lago.
Annie: como lembrava há dias o Mário Crespo, o último episódio é a Comédia. Creio que estamos quase a chegar lá. Em portugal, pelo menos, este período pré-eleitoral, anuncia-se como uma comédia sem fim.
ResponderEliminarDulce:É das canções portuguesas mais bonitas que conheço!
ResponderEliminarPatti: eram olhos negros, da cor do crude!
ResponderEliminarMdsol: Gosto muito dessa expressão que também uso às vezes: "Estupidamente feliz"!
ResponderEliminarTurmalina: E quem é essa Amélia de que fala?
ResponderEliminarEis Amélia!
ResponderEliminarVideo: http://www.youtube.com/watch?v=z-dxr7w33jw&feature=related
Letra:
Nunca vi fazer tanta exigência
Nem fazer o que você me faz
Você não sabe o que é consciência
Nem vê que eu sou um pobre rapaz
Você só pensa em luxo e riqueza
Tudo que você vê você quer
Ai, meu Deus, que saudade da Amélia
Aquilo sim é que era mulher
Às vezes passava fome ao meu lado
E achava bonito não ter o que comer
E quando me via contrariado
Dizia: Meu filho, que se há de fazer
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade
Amélia não tinha a menor vaidade
Amélia é que era mulher de verdade