
“Avec ma gueule de métèque,
de juif errant, de pâtre grec
de juif errant, de pâtre grec
Et mes cheveux aux quatre vents.
Avec mes yeux tout délavés,
qui me donnent l'air de rêver
qui me donnent l'air de rêver
Moi qui ne rêve plus souvent.
Avec mes mains de maraudeur,
de musicien et de rôdeur
de musicien et de rôdeur
Qui ont pillé tant de jardins
Avec ma bouche qui a bu,
qui a embrassé et mordu
qui a embrassé et mordu
Sans jamais assouvir sa faim
Avec ma gueule de métèque,
de juif errant, de pâtre grec
de juif errant, de pâtre grec
De voleur et de vagabond
Avec ma peau qui s'est frottée
au soleil de tous les étés
au soleil de tous les étés
Et tout ce qui portait jupon
(…)
Avec mon coeur qui a su faire
souffrir autant qu'il a souffert
(…)
Avec mon coeur qui a su faire
souffrir autant qu'il a souffert
Sans pour cela faire d'histoire
Avec mon âme qui n'a plus
la moindre chance de salut
la moindre chance de salut
Pour éviter le purgatoire
(…)”
(Georges Moustaki. 1968)
Se quiserem, depois de lerem este post denunciem-me às autoridades de saúde e peçam para me internarem, mas primeiro leiam tudo até ao fim, se faz favor, tá?
Eu sei que a maioria dos amigos e amigas que visitam o Rochedo são de outra geração, mas a minha é a geração de 60 e continuo a vibrar ( sem nostalgia, mas com muita paixão) com as recordações daquela década que parecia ir transformar o mundo. É verdade que transformou mas, infelizmente, fê-lo seguindo o caminho inverso daquele que prometera.
Ontem, a despedida foi cheia de música dos anos 60, como aliás é hábito no Buddys. Dos presentes, só a Sara, o Pablo e a Yuk ( a chinesa cintilante de que falei aqui e cujo nome significa Lua) estão na casa dos 30- uma geração abaixo da minha .
(…)”
(Georges Moustaki. 1968)
Se quiserem, depois de lerem este post denunciem-me às autoridades de saúde e peçam para me internarem, mas primeiro leiam tudo até ao fim, se faz favor, tá?
Eu sei que a maioria dos amigos e amigas que visitam o Rochedo são de outra geração, mas a minha é a geração de 60 e continuo a vibrar ( sem nostalgia, mas com muita paixão) com as recordações daquela década que parecia ir transformar o mundo. É verdade que transformou mas, infelizmente, fê-lo seguindo o caminho inverso daquele que prometera.
Ontem, a despedida foi cheia de música dos anos 60, como aliás é hábito no Buddys. Dos presentes, só a Sara, o Pablo e a Yuk ( a chinesa cintilante de que falei aqui e cujo nome significa Lua) estão na casa dos 30- uma geração abaixo da minha .
Surpreendi toda a gente porque, cada vez que a Giselle ensaiava os acordes de uma música francesa, eu sabia grande parte da letra. Hoje, ao levantar-me, estava de ressaca ( apenas musical…) e vai daí, meti-me ao caminho com um disco de Françoise Hardy.
A música francesa dos anos 60 é como as cerejas. Atrás de uma vem outra e por isso fiz toda a viagem ( quase 700 quilómetros) de cabelo ao vento, ouvindo música francesa dos anos 60. No leitor de CD passaram Sylvie Vartan, Adamo, Johnny Hallyday, Richard Anthony, Les Chats Sauvages, Jacques Brel, Charles Aznavour, Sheila, Claude François, Michel Polnareff, Christophe,Mireille Mathieu, Joe Dassin, Alain Barrière, Hervé Villard, Gilbert Bécaud e … George Moustaki.
Vim tão entretido durante a viagem, que nem me custou nada entrar em Portugal, porque continuei a fazer “rewind” e a recordar os momentos da noite de ontem, mas também as férias dos anos 60, enquanto atravessava o Alentejo.
Quando ouvi “Le Metheque”, decidi que esta seria a canção escolhida para o título deste post, que construí durante a viagem. Tem bastante a ver comigo… Ao contrário do que alguns pensam, Metheque não significa vagabundo. Tem origem na palavra grega “Metoikos”, utilizada pelos atenienses para definir aqueles que viviam na cidade, mas não tinham lá nascido.
Moustaki cantava-a com frequência aos emigrantes portugueses que viviam nos arredores de Paris e que eram, na altura, em número superior à população de Lisboa
Sou um “metheque” e sinto-me bem assim. Além deste espírito vagabundo, gostaria de continuar, até ao fim da minha vida, com este espírito inquieto “Et mes cheveux aux quatre vents/Avec mes yeux tout délavés/ qui me donnent l'air de rever…”
E agora, se pensam que preciso de ser internado, por ter vindo a ouvir música francesa durante toda a viagem, já podem apresentar queixa, mas antes leiam o rodapé e oiçam a música.
* Le Méthèque” é uma canção de Georges Moustaki (1968), mais um emigrante que escolho para abrilhantar o Verão do Rochedo. Nascido em Alexandria, de origem grega, GM foi viver para França, onde saboreou o sucesso que o tornou mundialmente conhecido.
A música francesa dos anos 60 é como as cerejas. Atrás de uma vem outra e por isso fiz toda a viagem ( quase 700 quilómetros) de cabelo ao vento, ouvindo música francesa dos anos 60. No leitor de CD passaram Sylvie Vartan, Adamo, Johnny Hallyday, Richard Anthony, Les Chats Sauvages, Jacques Brel, Charles Aznavour, Sheila, Claude François, Michel Polnareff, Christophe,Mireille Mathieu, Joe Dassin, Alain Barrière, Hervé Villard, Gilbert Bécaud e … George Moustaki.
Vim tão entretido durante a viagem, que nem me custou nada entrar em Portugal, porque continuei a fazer “rewind” e a recordar os momentos da noite de ontem, mas também as férias dos anos 60, enquanto atravessava o Alentejo.
Quando ouvi “Le Metheque”, decidi que esta seria a canção escolhida para o título deste post, que construí durante a viagem. Tem bastante a ver comigo… Ao contrário do que alguns pensam, Metheque não significa vagabundo. Tem origem na palavra grega “Metoikos”, utilizada pelos atenienses para definir aqueles que viviam na cidade, mas não tinham lá nascido.
Moustaki cantava-a com frequência aos emigrantes portugueses que viviam nos arredores de Paris e que eram, na altura, em número superior à população de Lisboa
Sou um “metheque” e sinto-me bem assim. Além deste espírito vagabundo, gostaria de continuar, até ao fim da minha vida, com este espírito inquieto “Et mes cheveux aux quatre vents/Avec mes yeux tout délavés/ qui me donnent l'air de rever…”
E agora, se pensam que preciso de ser internado, por ter vindo a ouvir música francesa durante toda a viagem, já podem apresentar queixa, mas antes leiam o rodapé e oiçam a música.
* Le Méthèque” é uma canção de Georges Moustaki (1968), mais um emigrante que escolho para abrilhantar o Verão do Rochedo. Nascido em Alexandria, de origem grega, GM foi viver para França, onde saboreou o sucesso que o tornou mundialmente conhecido.
também adoro música francesa, na sua lista não referiu dois nomes que sou capaz de ouvir até a exaustão: Gainsbourg e Barbara...
ResponderEliminarAntes de mais , seja bem regressado a estas terras Lusitanas...
ResponderEliminarsabes o titulo não me dizia nada mas fui ouvir a música e esta sim eu conheço dos meus tempos remotos de infância, se bem que a música tem a minha idade ainda me lembro dela assim como de outros nomes mencionados, tudo porque tinha irmãs mais velhas que gostavam de ouvir os discos pedidos na rádio.
Li tudo até ao fim, escutei a "Le Metheque", e esteja sossegado que por mim podes continuar a ouvir e falar das músicas dessa época, que é também a minha época pois afinal eu nasci em 66. Não tem nada a ver mas veio à minha memória o Demis Russos!
ResponderEliminarNasci em 1966... e quando te forem internar, diz-lhes que passem também por minha casa.
ResponderEliminarPois eu sou do 1961, Carlos, e se alguém o manda internar por isto, esse alguém é quem merece que o internem. "Le metheque" também está nas memórias da minha adolescência.
ResponderEliminarA nossa loucura não é para estar entre quatro paredes, mas de cabelos ao vento.
Delator, eu?
ResponderEliminarA que propósito se por aqui impera bom gosto e requinte?
Mas que bom gosto! Sempre gostei do Moustaki. E, gosto gosto quando ele sussurra:
ResponderEliminarElle ne fait pas l'amour, elle aime. Elle ne marche pas, elle danse. Elle ne parle pas, elle chante. Elle ne fait pas l'amour, elle aime
Ai ai!
Bem voltado.
:))))
Moi, je rêve aussi et, demain, je partirai les cheveux aux quatre vents.
ResponderEliminarGros bisous.
Ora seja bem "arrivado"...
ResponderEliminarLouco, homem???
Só bom gosto e muita francofonia...
Tudo de bom!!!
(entre 2003 e 20o06, assisti em Bruxelas, á passagem de alguns desses dinossauros da música francesa, a comemorarem os seus 60 anos... que gozo....)aaaaaaah! e muito em forma...
Bemvindo! E, Georges Moustaki acompanha muitas das minhas horas. E esta também é uma das canções que sei de cor.
ResponderEliminarEstá de óptima saúde e recomenda-se!
ResponderEliminarDa sua lista há os que eu ouvia, os que ainda gosto de ouvir e faltam alguns que, para mim e provavelmente também para si - isto é que é ser atrevida - foram e são ainda muito importantes: Georges Brassens, Edith Piaf, Yves Montand, Leo Ferré (tive a sorte de o ouvir no Coliseu em Lisboa)Serge Gainsbourg, são os que agora me lembro...Alguns já tinham morrido quando comecei a apreciá-los.
Pela mostra, seríamos alguns "doentes" que, a serem denunciados, iriam dar algum trabalho às entidades sanitárias...Eheheh!!!
Pois vizinho , belas férias as suas:) e falando de musica francesa confesso que "sem nostalgia mas muita paixão" é a minha musica Depois conto-lhe que , uns anos já passados e num dourado fim de tarde ,sentada num cafezinho da ilha de S. Louis a tomar um delicioso Kir Royale , vi passar um homem alto e bonito que trocou comigo num milésimo de segundo um olhar e um sorriso. Depois para minha surpresa apareceu com uma guitarra e cantou
ResponderEliminar"Fleuri de joie et de douleur Un jour ici, un jour ailleurs,
Un jour on rit, un jour on meurt.
On est les musiciens,
On est les baladins.
On se balade en ce jardin
Fleuri de joie et de douleur.
Oiseau de nuit un peu moqueur,
Faiseur de pluie, parfois menteur.
Amour, ami, amant de cœur,
Bonsoir, merci, et sans rancœur.
Un jour ici, un jour ailleurs,
Un jour on rit, on jour on meurt.
On est les baladins
On se balade en ce jardin"
Foi magico!!!!:)))
Zoe:Gainsbourg foi um lapso imperdoável. Barbara já não é dos anos 60 ( creio eu...), mas também gosto muito.
ResponderEliminarDe dentro para fora: É um clássico!
ResponderEliminarPaulo: Vou continuar mesmo, porque entrei na onda e não me apetece sair dela até Setembro. Música, viagens e passatempos, vão ser os "pratos da casa". Espero que participes.
ResponderEliminarAlecrim: boa, boa, assim já tenho companhia para azucrinar os enfermeiros!
ResponderEliminarSun Iou Miou: Pois é mesmo assim, minha cara. De cabelos ao vento e em liberdade!
ResponderEliminarFerreira Pinto: Então não tinha anunciado ainda a sa nova loja? Gostei do que por lá li. Parabéns a todos.
ResponderEliminarMDSOL: Ai, ai!
ResponderEliminarMaloud: Pardonne-mois mon ivresse, mais j'en ai beaucoup. Bonnes vacances. Amuse-toi.
ResponderEliminarGros bisous
Anamar: Também a minha amiga a fazer-me inveja? Oh Não!
ResponderEliminarCristal: a música francesa ( daquele tempo, mas também actual) continua a ser uma das minhas melhores companhias.
ResponderEliminarMaria: Constato que há muitos mais fãs da música francesa do que eu pensava...
ResponderEliminarTodos os nomes que cita também fazem parte do meu "portfolio", mas durante a viagem restringi-me aos anos 60. De qq modo, Serge Gainsbourg foi uma falha imerdoável da minha parte.
Annie: que sortuda!Agora percebo melhor porque vai até à terra dos piratas!
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