Foi hoje inaugurado o MUDE ( Museu de Moda e Design). Fica na Rua Augusta e as entradas são gratuitas até final de Junho.O CR associa-se às cerimónias e, a partir de amanhã, publicará uma série de posts sobre a evolução da Moda, na rubrica Rochedo das Memórias.
Para aguçar o apetite, aqui fica um pequeno excerto da pesquisa que fiz sobre esta matéria:
…Nos tempos em que a moda era hegemónica e traduzia o mimetismo do ambiente vivido na Corte ou na aristocracia e, mais tarde, na burguesia endinheirada, o vestuário dava-nos uma informação precisa sobre o sexo, profissão, nacionalidade e meio social de quem o usava.
A partir da década de 60, do século XX, assiste-se a uma progressiva transformação desta identificabilidade, pois os códigos do vestuário começam a sofrer profundas transformações. Para as compreender e perceber a sua influência, será necessário recuar ao século XIX.
É em meados desse século que Charles Worth funda na rue de La Paix, em Paris, a casa onde pela primeira vez modelos inéditos, preparados com antecedência e frequentemente mudados, são exibidos em salões luxuosos a clientes ávidos, que os mandam executar por medida. Estes protótipos são apresentados por mulheres jovens e esbeltas,assinalando o início de uma autêntica revolução, já que os modelos de referência e os códigos da moda se vão deslocar de epicentro.
Com efeito, o centro mimético transfere-se da Corte e da aristocracia para a “modelo” ou “manequim”, embora não definitivamente. Está-se ainda na fase em que a nova burguesia endinheirada se cobre de fausto, jóias e tecidos preciosos, tentando igualar-se à nobreza. A moda (criada pelos costureiros, que começam a assinar os seus modelos) é exibida nas festas desta classe emergente. Deixa de ter como pontos de referência as classes sociais mais elevadas para, com o aparecimento da burguesia, deixar de exercer a sua influência mimética de cima para baixo…Espero que gostem.
Mas que coisa! Acontece tudo hoje???? porque é que não aconteceu ontem, que eu estive em Lisboa e até tinha conseguido escapar-me até lá?
ResponderEliminarHumpf! Amuei!
Excelente, Carlos
ResponderEliminarfico aqui à espera da continuação dessa matéria, em próximo post.
Pois olhe, Carlos, que quando li o título do seu post, apanhei mais um susto e pensei: querem lá ver que o CBO também se vai mudar de armas e bagagens para longe este bairro????
ResponderEliminarEstou a fazer uma recolha de assinaturas, de adesão a uma greve de protesto, por ausências que provocam falta de quórum. Se estiver de acordo, passe lá no meu estaminé, fáxavor, para deixar o registo, sim??
Gostei! A evolução da moda: da aristocracia para...baixo!
ResponderEliminarFico a agurdar!
(agora anda - como se diz por aí -democratizada:)
Gostei muito! E estou cheia de curiosidade em relação ao museu. Acho uma ideia brilhante, abrir um museu na Rua Augusta!
ResponderEliminarCerejinha: deixe lá... vem tantas vezes cá, que não vão faltar-lhe oportunidades
ResponderEliminarSi: Não penso fazê-lo. Já tenho vista para o mar e creio que mais dia menos dia elas vão voltar.
Já fui ao seu cantinho, mas não vi o abaixo-assinado!
[SÃO CEREJEIRAS EM FLOR. AS FLORES SÃO BRANCAS, MAS SONHAM ... (aqui entre nós que ninguém nos ouve nem lê, foi para não pôr carnudos, que foi a primeira ideia... rsrsrs)]
ResponderEliminarGostei do texto. Já tinha lido que por causa do museu tiraram os vendedores da rua.
:))
Carlos
ResponderEliminarGostei do que li e deixou gostinho de quero mais.
Parabéns pelo MUDE
Tenho uma irmã que é professora pesquisadora da Universidade Federal e doutoura nesse tema apesar de não trabalhar com moda.Faz uma análise sociológica e psicológica da moda e os tempos. Você iria gostar de conversar com ela.
As mudanças são enormes e todas cheias de significados.
Hoje em dia observo que a mudança na moda é muito mais significativa na moda masculina. Os homens que só usavam ternos, blazer, calça e camisa agora tem opções bem mais arrojadas.
Carlos
ResponderEliminarGostei do que li e deixou gostinho de quero mais.
Parabéns pelo MUDE
Tenho uma irmã que é professora pesquisadora da Universidade Federal e doutoura nesse tema apesar de não trabalhar com moda.Faz uma análise sociológica e psicológica da moda e os tempos. Você iria gostar de conversar com ela.
As mudanças são enormes e todas cheias de significados.
Hoje em dia observo que a mudança na moda é muito mais significativa na moda masculina. Os homens que só usavam ternos, blazer, calça e camisa agora tem opções bem mais arrojadas.
O que pensa do nome? Leu a crónica do MEC aqui há uns tempos sobre a sigla?
ResponderEliminarEm relação ao Museu visitarei em breve e felicito-o já pela primeira crónica aí em cima.
Muito interessante esse texto e este tema muito me interessa. Fico no aguardo da continuação.. Um grande abraço e uma linda semana pra você
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