O juiz presidente do colectivo que condenou Alexandra ao degredo na Rússia, manifestou-se chocado com as imagens que viu na televisão, mas diz não estar arrependido “ porque julguei de acordo com o que era a minha consciência e com os factos constantes do processo”.
Já todos sabíamos que um dos problemas da justiça portuguesa é a (falta de) consciência, mas também é bom saber que um juiz escreve coisas deste jaez nos seus veredictos:
“…a maternidade serôdia que através da confiança [a pessoa idónea] Florinda quis concretizar" era "apenas um desígnio pessoal".
"Cometemos alguns excessos de linguagem", concede o juiz. Gouveia Barros compreendeu que Florinda queria ser mãe de uma menina por ter dois rapazes.
Vale a pena, depois de tanta arrogância e irresponsabilidade vir agora penitenciar-se e reconhecer que os maus tratos a Alexandra não foram equacionados?
Não vale, porque o caso já não tem recurso. Valia a pena era haver uma lei que punisse severamente quem comete erros irreparáveis.
Nem mais, Carlos!
ResponderEliminarConcordo contigo.
ResponderEliminarNo debate de ontem na SIC confirmei esta suspeita:
No nosso país há muito pouca especialização da parte dos juízes. Ou seja, são meros funcionários públicos que vão rodando de tribunais...
PS: Se puderes, vai ao site da SIC e procura o último vídeo do debate "Aqui e agora". Aí terás uma noção de como a nossa Justiça está podre...
Maldonado:Obrigado pela dica. Ontem estive a ver a RTP. Vou ver concerteza.
ResponderEliminarInteiramente de acordo!
ResponderEliminarEsse juiz devia expluso da ordem!
ResponderEliminarGrande anormal!
Talvez seja cruel dizer isto, mas, quero acreditar que este e outros casos recentes "mal resolvidos", para não dizer pior, servirão para que qualquer coisa mude ( revejam-se as leis, sei lá...), no nosso sistema (abjecto) de "justiça" senão, continuaremos entreques aos bichos...
ResponderEliminarAntes de sair para jantar com amigos, ouvi o juiz a dizer, calmamente uma séria de coisas que, mesmo calmas não me descansam. Não duvido da bondade do juíz. Tenho sérias dúvidas do modo como operam e da sensibilidade/conhecimento para os diversos temas. E acho que a consciência funciona muito com base em preconceitos. De toda a ordem. Em suma concluo mais uma vez que a formação dos juízes não deve andar lá muito bem!
ResponderEliminar:))
Nada tranquila Carlos mas estou totalmente de acordo com o que aqui diz. É pena ver como se regrediu neste aspecto... Conheci um caso há muitos anos em que a mãe biológica, 10 anos depois de ter dado consentimento à adopção de uma criança, decidiu arrepender-se e procurou recuperar a tutela. O tribunal que julgou o caso, pôs a dita mãe em espera até que a criança em questão fizesse 15 anos e, nessa altura, depois de ouvir a criança que não queria sair da família que a tinha criado, deu sentença de acordo com este interesse. Agora, que sabemos muio mais do que na altura se sabia, sobre os danos que estas decisões podem causar no desenvolvimento de uma personalidade só se julga com os dados do processo???
ResponderEliminarE eu assino por baixo!
ResponderEliminarE este caso está longe de acabar. Quando será que os interesses desta criança serão tidos em conta? Espero que as autoridades Russas saibam lidar bem com ele. Para mal já bastámos nós.
ResponderEliminarMaria: è uma optimista...
ResponderEliminarmdsol: Em Portugal os juízes percebem de tudo. É fantástica a sua polivalência. São todos sobredotados, só pode...
ResponderEliminarSalvo: Também tive essa esperança, mas a recsa do visto ao casal prtuguês,deixou-me esclarecido.
ResponderEliminarNão lhe basta vir agora chorar lágrimas de crocodilo. O mal desta chamada "justiça" está feito, pelo menos que sirva de lição e que de futuro se use a tal jurisprudência ou o que os valha.
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