quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Jornalismo sem ética
Na impossibilidade de pagar apenas a informação, ao comprar um jornal estou a pagar mais do que o preço que considero justo para aquilo que pretendo receber em troca. É mais ou menos como ir a um supermercado à procura de uma pasta de dentes e só encontrar marcas com brindes acoplados.
Pronto, mas estes são os jornais que temos, ponto final. Não remato, no entanto, sem acrescentar um parágrafo:
Quando leio notícias, quero jornalismo, não quero isto que ontem li no DN a propósito de um livro de Álvaro Cunhal:
"Com este segundo volume, tornaram-se ontem públicos mais uns metros de fita da célebre "cassete" de Cunhal."
Será isto que hoje ensinam nas escolas de jornalismo?
Um Presidente, dois pesos e duas medidas

Quando foi eleito, Cavaco Silva afirmou que seria presidente de todos os portugueses. Acreditei. Agora, depois do silêncio a que se remeteu durante o gravíssimo episódio da Madeira, não acredito mais. Não só varreu a questão para debaixo do tapete, como é hábito fazer-se em Portugal quando os problemas são delicados, como ainda se mostrou incomodado quando o questionaram sobre o assunto. Desvalorizou a questão, dizendo que o importante era o desemprego e a competitividade das empresas.
Cavaco Silva estará convencido que ainda é Primeiro Ministro? Só assim se justifica que considere prioritário tratar de problemas que competem ao Governo... mas há ainda a hipótese de pensar, como o Rei D. Pedro, que é função do PR governar.
Em ambos os casos não fica bem na fotografia. E fica ainda mais desfocado, quando diz que não tem poder para intervir, porque isso significa que desconhece a Constituição e os poderes do PR. Ou, melhor: só os invoca quando lhe convém. Foi o caso daquela encenação melodramática a propósito do Estatuto dos Açores. Nessa altura não se coibiu de fazer uma inoportuna comunicação ao País, para se queixar dos malandros da AR que lhe queriam usurpar poderes. Pela mesma bitola, seria de esperar que Cavaco Silva se dirigisse ao país, quanto mais não fosse, para informar os portugueses que estava a seguir atentamente a situação. Não o terá feito, com medo de enfrentar o senhor da Madeira que ainda há pouco tempo o tratava por "sr. Silva"? Bem, se não foi medo, é ainda mais grave. Significa que tem dois pesos e duas medidas, o que não compagina com a sua vontade de ser presidente de todos os portugueses.
Entretanto, AJJ continua a divertir-se e a gozar com o "Contenente". O seu último acto, foi classificar com "Bom" todos os professores, através de Portaria. Em Lisboa, ninguém se indigna. É normal. Neste Portugal de meirinhos acagaçados já não há lugar à indignação!
Efeito "boomerang"
Mas esta gente sem vergonha, além de desonesta, tem memória curta. Acusa Vítor Constâncio de ter ignorado um relatório sobre o assunto datado de 2003. Um relatório que, por acaso, também foi enviado para o Ministério das Finanças. Adivinhem quem era na altura titular da pasta. Manuela Ferreira Leite!
Coisas do Sebastião (16)
O polegar está na “berra”. Não o pequeno polegar que conhecemos das leituras de infância, mas o outro, aquele que faz parte do conjunto de dedos que compõem cada uma das nossas mãos.Lembram-se de ter aqui falado de um estudante de uma escola americana que encontrou no meio de uma sanduiche um polegar, pertença de um funcionário de uma empresa alimentar? Pois agora o polegar volta a ser notícia, graças a um estudo realizado na Universidade de Warwick( Inglaterra). Concluiu o estudo que as novas tecnologias que cabem na palma da mão ( telemóveis, telecomandos, jogos estilo “gameboy”, etc) estão a contribuir para que as gerações mais jovens possuam polegares mais ginasticados e musculados. Com efeito, a autora do estudo garante que ao contrário dos mais velhos, os jovens recorrem ao polegar ( e não ao indicador) para fazer as operações permitidas pelos telemóveis, ou para accionar os teclados dos telecomandos. Mas a surpresa não se fica por aqui... Em Tóquio, uma das cidades analisadas ( o estudo foi realizado nas nove maiores cidades do mundo) os investigadores descobriram que os menores de 25 anos se auto proclamam “a tribo do polegar” o que aparentemente se deve (embora o estudo não o refira), ao orgulho que os jovens nipónicos têm pelos seus polegares atléticos.
Portanto, quando vir o seu cônjuge a fazer “zapping”, ou repreender o seu filho por não parar de enviar SMS, não se admire se obtiver como resposta que estão a fazer ginástica…