Será que depois de revelarem tanta euforia com as eleições americanas, os europeus vão acorrer em massa às próximas eleições europeias?
Era bom, era...
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Novas tecnologias
God Bless América (2)
Se ainda não sabiam que eu sou bruxo, leiam o que escrevi há 10 anos e confirmem...
Planeta Terra, Janeiro de 1999. Celebrou-se, com pompa e circunstância, no passado mês de Dezembro, 0 cinquentenário da Declaração dos Direitos do Homem.
Dias antes da celebração daquela data, a SIC exibiu um programa que mostra, de forma arrepiante, como a Declaração dos Direitos do Homem não passa de um rol de boas intenções. Resumirei em poucas palavras.
No estado norte-americano de Louisiana, na capital do "jazz" e dos "blues" que é New Orleans, bandos de negros dedicam-se a assaltar condutores, roubando-lhes automóveis, sob a ameaça de armas. Fazem-no a troco de mil dólares, como os próprios confessaram. Como se vê na reportagem, não hesitam em matar crianças para atingirem os seus fins e consideram a sua actividade como uma profissão.
Perante 0 crescente número de assaltos, que fizeram as autoridades? Reforçaram a segurança? Exerceram maior vigilância, para evitar que as situações se repetissem? Não! Por iniciativa de um doutorado em legislador, fizeram uma lei que permite que toda a gente ande armada e dispare sobre qualquer pessoa que supostamente constitua uma ameaça à sua integridade fisica. Nabucodonosor não faria melhor!
Dias antes da celebração daquela data, a SIC exibiu um programa que mostra, de forma arrepiante, como a Declaração dos Direitos do Homem não passa de um rol de boas intenções. Resumirei em poucas palavras.
No estado norte-americano de Louisiana, na capital do "jazz" e dos "blues" que é New Orleans, bandos de negros dedicam-se a assaltar condutores, roubando-lhes automóveis, sob a ameaça de armas. Fazem-no a troco de mil dólares, como os próprios confessaram. Como se vê na reportagem, não hesitam em matar crianças para atingirem os seus fins e consideram a sua actividade como uma profissão.
Perante 0 crescente número de assaltos, que fizeram as autoridades? Reforçaram a segurança? Exerceram maior vigilância, para evitar que as situações se repetissem? Não! Por iniciativa de um doutorado em legislador, fizeram uma lei que permite que toda a gente ande armada e dispare sobre qualquer pessoa que supostamente constitua uma ameaça à sua integridade fisica. Nabucodonosor não faria melhor!
A América, que ainda não apagou as marcas de um racismo exacerbado, exultou com a medida e correu a comprar armas, satisfeita por finalmente lhe ser concedida a graça de se poder vingar com a benção das autoridades e, com alguma sorte, poder matar um preto.
No dia seguinte, na Rua Gomes Pereira, na capital de um pais europeu, que se chama Portugal, assisto à cena de um autocarro que atropela uma bicicleta que seguia fora de mão e sem luzes. A reacção imediata da vítima, que saiu ilesa, foi correr como louco, de arma na mão, ameaçando o condutor do autocarro. Rapidamente percebi que copiamos com
celeridade o que vem de Terras do Tio Sam.
Na verdade já o tinha compreendido antes. Com as modas "made in USA" a fazerem as delicias de um Povo que vê, no amigo americano, um exemplo a seguir.
Também já o compreendera com a cópia, à escala europeia, das hipócritas medidas antitabágicas que fazem de um fumador um criminoso, mas não proibem a venda de tabaco. Dentro de pouco tempo, aposto que a medida chegará a Portugal.
O que me assusta, ao fim e ao cabo, neste final de século e de milénio, é que perante a realidade de uma sociedade onde grassa, de forma preocupante, o "salve-se quem puder", os legisladores e os governantes se manifestem incapazes de inverter 0 sentido das coisas e encontrem, como única forma de resolver os problemas sociais gerados pela sociedade de consumo e da abundância, onde o mimetismo virou ideologia, a solução do "olho por olho, dente por dente".
O que me preocupa, é o facto de esta tendência europeia de imitar tudo o que vem do lado de lá do Atlântico, se poder transformar numa forma de demissão dos Poderes instituidos, democraticamente eleitos que , incapazes de agir , acabam por devolver aos cidadãos 0 poder de fazer justiça pelas próprias mãos.
O que me revolta, é saber que vão morrer muitos inocentes porque um tal senhor Bruneau se mostra muito satisfeito com a medida de confiar a cada cidadão a sua segurança privada, indiferente às consequências que daí poderão advir e pensar que a medida pode vir a ser copiada por esta Europa.
Resta uma esperança.
Não nos preocupemos com o endividamento, porque um dia virá um outro senhor Bruneau, reconhecer que andámos durante anos a ser enganados por cantos de sereia que nos prometiam crédito facil e barato e reconhecer 0 direito a não pagarmos as dívidas.
No dia seguinte, na Rua Gomes Pereira, na capital de um pais europeu, que se chama Portugal, assisto à cena de um autocarro que atropela uma bicicleta que seguia fora de mão e sem luzes. A reacção imediata da vítima, que saiu ilesa, foi correr como louco, de arma na mão, ameaçando o condutor do autocarro. Rapidamente percebi que copiamos com
celeridade o que vem de Terras do Tio Sam.
Na verdade já o tinha compreendido antes. Com as modas "made in USA" a fazerem as delicias de um Povo que vê, no amigo americano, um exemplo a seguir.
Também já o compreendera com a cópia, à escala europeia, das hipócritas medidas antitabágicas que fazem de um fumador um criminoso, mas não proibem a venda de tabaco. Dentro de pouco tempo, aposto que a medida chegará a Portugal.
O que me assusta, ao fim e ao cabo, neste final de século e de milénio, é que perante a realidade de uma sociedade onde grassa, de forma preocupante, o "salve-se quem puder", os legisladores e os governantes se manifestem incapazes de inverter 0 sentido das coisas e encontrem, como única forma de resolver os problemas sociais gerados pela sociedade de consumo e da abundância, onde o mimetismo virou ideologia, a solução do "olho por olho, dente por dente".
O que me preocupa, é o facto de esta tendência europeia de imitar tudo o que vem do lado de lá do Atlântico, se poder transformar numa forma de demissão dos Poderes instituidos, democraticamente eleitos que , incapazes de agir , acabam por devolver aos cidadãos 0 poder de fazer justiça pelas próprias mãos.
O que me revolta, é saber que vão morrer muitos inocentes porque um tal senhor Bruneau se mostra muito satisfeito com a medida de confiar a cada cidadão a sua segurança privada, indiferente às consequências que daí poderão advir e pensar que a medida pode vir a ser copiada por esta Europa.
Resta uma esperança.
Não nos preocupemos com o endividamento, porque um dia virá um outro senhor Bruneau, reconhecer que andámos durante anos a ser enganados por cantos de sereia que nos prometiam crédito facil e barato e reconhecer 0 direito a não pagarmos as dívidas.
Nessa altura talvez se volte a nacionalizar a Banca e os contribuintes que nunca se endividaram sejam chamados a pagar, solidariamente, as dívidas dos que andaram a viver acima das suas possibilidades. Restará então aos consumidores a possibilidade de aplicar as medidas do sr. Bruneau, pedindo satisfações a quem os atirou para a ruína.
Com um pouco mais de imaginação, um qualquer legislador universal virá, na altura de comemorar as "Bodas de Platina" da Declação Universal dos Direitos do Homem, conceder a cada cidadão 0 direito a uma arma, já que para pão não há dinheiro e cada um que se desenrasque.
Lisboa, Janeiro 1999. Artigo escrito para a revista "o Consumidor"
Porque será?
Oscar Tulio Lizcano é um ex-congressita colombiano que esteve durante oito anos refém das FARC. Há dias conseguiu evadir-se com o seu carcereiro, provavelmente cúmplice na estratégia de fuga.
Desta vez não havia aviões americanos nem câmaras de televisão para filmar e anunciar ao mundo a epopeia.
Falta-nos por cá o Mário Jardel para perguntar: “Porque será?”
Desta vez não havia aviões americanos nem câmaras de televisão para filmar e anunciar ao mundo a epopeia.
Falta-nos por cá o Mário Jardel para perguntar: “Porque será?”
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