Para iniciar a semana com um sorriso nos lábios...
Marido e mulher estão tomando cerveja num barzinho. Ele vira pra ela e diz:
- Você está vendo aquela mulher lá no balcão, tomando whisky sozinha?
Pois eu me separei dela faz sete anos! Depois disso ela nunca mais parou de beber.
A mulher responde:
- Não diga bobagens. Ninguém consegue comemorar durante tanto tempo assim!
domingo, 2 de novembro de 2008
A Cimeira ibero-americana, o Magalhães e a dignidade dos portugueses
Em S. Salvador, durante a Cimeira Ibero-Americana, Sócrates disse o óbvio acerca do FMI. Também eu, simples cidadão deste mundo global, já escrevera aqui que aquela instituição é imprestável e em nada contribui para melhorar o mundo e diminuir as desigualdades. A sua única função é alimentar meia dúzia de pavões que discutem as misérias do mundo entre tapas de caviar e flutes de Moet Chandon, num remake do Leão da Estrela. São o exemplo perfeito da hipocrisia. Uma espécie de conjunto António Mafra, com o João Miranda a vocalista.Infelizmente, pouco se falou disto e os comentadores optaram por criticar a promoção que Sócrates fez ao Magalhães.
Ao contrário da maioria dos críticos com lugar cativo nas páginas de jornais e programas televisivos, aplaudo a promoção do Magalhães. Os leitores que me seguem há mais tempo sabem que não aprecio o modelo Sócrates, mas não concordo com as posições assumidas por aqueles que se entretêm a denegrir qualquer êxito de Portugal além fronteiras. O Magalhães pode não ser um exemplo de perfeição, mas é nosso e nunca antes, nenhum país do mundo se preocupara em encontrar um computador com aquelas características, que pode ser uma ferramenta fundamental no combate à info-exclusão, principalmente naquela zona do Globo.
A intervenção de Sócrates terá sido um pouco propagandística, concedo, mas não vejo razão para tanto ruborescer de faces, tanta indignação, tanto desvelo pela dignidade lusa. Se os portugueses prezassem diariamente a sua dignidade, ainda compreendia… mas será digno um povo que come e cala quando lhe retiram direitos, o espezinham, e dele zombam obrigando-o a pagar do seu bolso as vigarices dos senhores do capital?
O português é capaz de verbalizar o seu descontentamento, telefonar para a TVI para pedir ajuda ou divulgar a injustiça de que se sente vítima, mas quando lhe falam de greve para fazer valer os seus direitos, desculpa-se “ ah, a vida está difícil, e coisa e tal, tenho a renda da casa, do carro, do televisor LCD, das férias em Cancún e coisa e tal, se fosse no mês que vem ainda alinhava, mas agora não dá jeito!”.

Não me falem em dignidade por favor! O povo português é egoísta, só pensa em si próprio e adora brincar à caridadezinha.
O grande problema dos portugueses é a falta de auto-estima, a tendência para criticar tudo o que se faz em Portugal, seguindo a moda do bota abaixo.
A intelectualite portuguesa é constituída por muitos ignóbeis hipócritas que se põem em bicos de pés para ascender ao estrelato. Descobriram que só dizendo mal podem aspirar a ter colunas de jornais ou aparecer nos ecrãs da televisão, mas assim que lhe acenam com um lugarzinho confortável na mesa do Poder, logo mudam o discurso.
Não os invejo. Nem nutro qualquer apreço pela comunicação social que lhes dá cobertura. O sucesso do “Independente” baseou-se na arte da maldicência , da conspiração, da acusação torpe e por vezes cobarde. O seu director, Paulo Portas,utilizou essa estratégia s para chegar a líder de um partido. Depois, sentou-se à mesa do Orçamento e conviveu alegremente com aqueles que antes criticara e atacara de forma muitas vezes torpe e até mentirosa.
Não é este o meu conceito de democracia, nem de dgnidade. Não é este o meu conceito de honestidade intelectual. Por isso os desprezo. Porque não passam de oportunistas à espera de um lugar ao sol.
Falta capacidade crítica na sociedade portuguesa. Falta isenção. Sem estas características, Portugal nunca será um país democrático. Limitar-se-á a dar aos cidadãos o direito a escolher entre o mal menor.
Falta capacidade crítica na sociedade portuguesa. Falta isenção. Sem estas características, Portugal nunca será um país democrático. Limitar-se-á a dar aos cidadãos o direito a escolher entre o mal menor.
Afinal, é isso que os portugueses merecem e os políticos sabem-no muito bem.
Porque hoje é domingo...
Não vou zurzir em Manuela Ferreira Leite. Apenas vos digo que, depois de ler a entrevista dela no DN, a sua reputação desceu ao ponto ZERO da credibilidade. E mais não digo, porque hoje é domingo.
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