sexta-feira, 31 de outubro de 2008

O Preço Certo em... oportunismo


Tinha uma imagem encadernada em nome com “pedigree”, que lhe permitiu com facilidade concluir uma licenciatura “faz de conta” numa Universidade privada. Militara na extrema - esquerda onde conheceu o namorado.
Ambos perceberam, rapidamente, que estavam talhados um para o outro e decidiram casar. Já se tinham extinguido os calores revolucionários de Abril, a militância por aquelas paragens não se coadunava com a necessidade de ganhar a vida, encontrando empregos compatíveis. De início, a família dela deu uma ajuda. Pôs o pedigree a funcionar e conseguiu que ela entrasse para a função pública, directamente para um cargo de chefia. Ele montou uma empresa de consultoria que trabalhava para o governo da AD.
A incompetência e falta de preparação dela rapidamente a relegaram para um lugar na carreira técnica. Com a mudança de governos a empresa dele deixou de ter trabalho que permitisse uma sobrevivência sem sobressaltos.
Em 1983, com o governo do Bloco Central, ele teve uma ideia. Cada um inscrevia-se num partido. Não sei se tiraram à sorte, mas a ela coube inscrever-se no PS e a ele no PSD. Foi uma escolha acertada. Ele era mais sagaz e, com a ascensão de Cavaco, apanhou boleia do aparelho partidário. Foi progredindo em cargos públicos e mantendo a empresa, cujo capital foi aumentado, com a entrada de novos sócios. Ela foi-se desgastando em sucessivas depressões.
Com Guterres no poder, a vida do casal tremeu um pouco, mas logo que Durão Barroso o substituiu, ele conseguiu um cargo de relevo onde ainda se mantém.
Com Sócrates, ela voltou a ocupar um lugar de chefia, onde multiplica incompetência e depressões. Fazem um casal de sucesso. Nas reuniões de amigos mais íntimos, continuam “fiéis” ao ideal da extrema-esquerda. Só não sei em quem votam…porque o voto é secreto.

Coisas do Sebastião (15)


Depois de o mosquito do dengue ter feito estragos no Brasil, ter chegado à Madeira e- de acordo com os especialistas - estar prestes a fazer a sua entrada em Portugal, um outro insecto decidiu atacar em zonas turísticas privilegiadas.
Trata-se da “mosca mijona” ( sic) que, talvez cansada de viver na Califórnia, decidiu imigrar (ao que parece ilegalmente e escondida em plantas) para as ilhas de Taiti e Moorea, provocando gravíssimos prejuízos, pondo em risco a flora e a fruticultura daquelas paradisíacas ilhas.
Este devastador insecto deve o seu peculiar nome ao facto de rejeitar, imediatamente após a sua ingestão, a seiva das árvores, base da sua alimentação. O mais grave, porém, é que a mosca suga das árvores, diariamente, o correspondente a cerca de 1000 vezes o seu peso, o que para além de constituir uma ameaça à flora local, provoca a sensação, a quem está debaixo das árvores, de que está a chover... o que não deixa de ser , no mínimo, desagradável.
Portanto, se é sua intenção passar férias brevemente numa destas ilhas, o melhor é evitar abrigar-se à sombra protectora de uma árvore...