
Tinha uma imagem encadernada em nome com “pedigree”, que lhe permitiu com facilidade concluir uma licenciatura “faz de conta” numa Universidade privada. Militara na extrema - esquerda onde conheceu o namorado.
Ambos perceberam, rapidamente, que estavam talhados um para o outro e decidiram casar. Já se tinham extinguido os calores revolucionários de Abril, a militância por aquelas paragens não se coadunava com a necessidade de ganhar a vida, encontrando empregos compatíveis. De início, a família dela deu uma ajuda. Pôs o pedigree a funcionar e conseguiu que ela entrasse para a função pública, directamente para um cargo de chefia. Ele montou uma empresa de consultoria que trabalhava para o governo da AD.
A incompetência e falta de preparação dela rapidamente a relegaram para um lugar na carreira técnica. Com a mudança de governos a empresa dele deixou de ter trabalho que permitisse uma sobrevivência sem sobressaltos.
A incompetência e falta de preparação dela rapidamente a relegaram para um lugar na carreira técnica. Com a mudança de governos a empresa dele deixou de ter trabalho que permitisse uma sobrevivência sem sobressaltos.
Em 1983, com o governo do Bloco Central, ele teve uma ideia. Cada um inscrevia-se num partido. Não sei se tiraram à sorte, mas a ela coube inscrever-se no PS e a ele no PSD. Foi uma escolha acertada. Ele era mais sagaz e, com a ascensão de Cavaco, apanhou boleia do aparelho partidário. Foi progredindo em cargos públicos e mantendo a empresa, cujo capital foi aumentado, com a entrada de novos sócios. Ela foi-se desgastando em sucessivas depressões.
Com Guterres no poder, a vida do casal tremeu um pouco, mas logo que Durão Barroso o substituiu, ele conseguiu um cargo de relevo onde ainda se mantém.
Com Guterres no poder, a vida do casal tremeu um pouco, mas logo que Durão Barroso o substituiu, ele conseguiu um cargo de relevo onde ainda se mantém.
Com Sócrates, ela voltou a ocupar um lugar de chefia, onde multiplica incompetência e depressões. Fazem um casal de sucesso. Nas reuniões de amigos mais íntimos, continuam “fiéis” ao ideal da extrema-esquerda. Só não sei em quem votam…porque o voto é secreto.
