Continuo a ser um consumidor compulsivo do género, porque a revista leva-me a mundos distintos e distanciados num curto espaço de tempo, permitindo-me viajar comodamente sentado no sofá da sala. Também prefiro escrever para revistas do que para jornais, porque na revista não me sinto tão espartilhado nas palavras.
Nas revistas também sou atraído pelo grafismo e pelo design, pelo prazer de folhear as páginas, pela beleza das fotografias.
A revista temática permite-me entrar em espaços que não domino, de forma mais ou menos aprofundada. Desperta-me a vontade da descoberta para além do mundo das suas páginas.
Em Portugal, se exceptuarmos a Visão, as revistas generalistas de carácter informativo são de fraca qualidade. Demasiada opinião, pouca reportagem, temáticas pouco variadas e, muitas vezes, artigos importados, porque saem mais baratos… Por isso, leio muitas revistas estrangeiras, que me permitem ter uma visão diferente de alguns pontos do globo, ou manter-me informado sobre países que visitei e sobre os quais quero manter-me actualizado.
Leio revistas de todos os géneros e deliro sempre que descubro uma que se destina a um nicho de mercado.
Hoje, encontrei num escaparate uma revista nova, fenómeno raro no nosso mercado actual. No Editorial pode ler-se:
“Celebramos a arte de saber viver, o que de melhor se faz em Portugal e lá fora. Celebramos o nosso património, as nossas gentes, a nossa História”. Palavras apelativas para o meu conceito de revista.
Ainda só tive tempo para dar uma espreitadela e aperceber-me que os temas fortes são Arte, Cultura, Arquitectura e Moda. Passei os olhos por uma reportagem fotográfica de Rui Moreira sobre o Porto e por uma entrevista de Inês Medeiros a Miguel Lobo Antunes. É cedo, por isso, para fazer uma avaliação, mas ninguém me tira já o prazer de ter enriquecido a minha colecção de números 1.
Ah! a revista chama-se RELANCE, tem periodicidade mensal e preço de capa 4 euros. Depois digo-vos se vale a pena o investimento.