
Depois de uma festa tão animada e com uma organização soberba da Si , só podia ser... hoje acordei de ressaca!
Ainda estou com remorsos, só de imaginar como a vizinhança toda deve estar... com os pés doridos depois de tanta calcadela que apanhou dos meus "pés de chumbo".
Como acontece sempre nos dias 25 de Outubro, ( desde que não ande em viagem) deu-me para a nostalgia. Este ano saiu esta piroseira, mas depois de ler o que escrevi, fiquei melhor...
As saudades que eu já tenho...
Do io-io e do pião,
da caneta de aparo
e do mata-borrão.
da caneta de aparo
e do mata-borrão.
De coleccionar cromos,
em busca do "carimbado",
trocá-lo por uma bola
e ir jogar p'ró "pelado
Do velho carro de sabão
com que descia a ladeira
armado em campeão
em busca do "carimbado",
trocá-lo por uma bola
e ir jogar p'ró "pelado
Do velho carro de sabão
com que descia a ladeira
armado em campeão
Do triciclo enjeitado,
da trotinette colorida
da chegada do "compasso"
numa tarde de primavera florida
Da velha bola de trapos,
e das "marafonas" que as primas
tratavam com mil cuidados
Dos pregões de uma varina
que trazia o peixe da lota,
do leiteiro e do padeiro
que nos batiam à porta.
Do polícia sinaleiro,
da chegada do ardina
e do "Primeiro de Janeiro".
Das moedas de tostão,
de beber um pirolito,
das cascatas de S.João
e de ler o "Mosquito".
De ir ao Monumental
ver o filme da semana
antes de ser centro comercial
De beber uma "Buçaco"
na sala de um grande café,
enquanto jogava bilhar
ao ritmo do "yé-ye"
Das tardes de domingo
quando ia ao futebol
festejar um golo lindo
De namorar num "seiscentos",
de ir às praias da Linha,
de oferecer à namorada
uns caramelos "Vaquinha"
Da garrafa da "Laranjina C"
da publicidade à "Schweppes"
das primeiras séries da TV
Da velha loja de bairro
-do rezingão do Abrantes-
que eu sempre atazanava
com a pistola de fulminates
Que saudades tenho enfim....
De apanhar o eléctrico,
o autocarro verde, o troley bus...
(Num abrir e fechar de olhos
Que velho que eu me pus!)
da trotinette colorida
da chegada do "compasso"
numa tarde de primavera florida
Da velha bola de trapos,
e das "marafonas" que as primas
tratavam com mil cuidados
Dos pregões de uma varina
que trazia o peixe da lota,
do leiteiro e do padeiro
que nos batiam à porta.
Do polícia sinaleiro,
da chegada do ardina
e do "Primeiro de Janeiro".
Das moedas de tostão,
de beber um pirolito,
das cascatas de S.João
e de ler o "Mosquito".
De ir ao Monumental
ver o filme da semana
antes de ser centro comercial
De beber uma "Buçaco"
na sala de um grande café,
enquanto jogava bilhar
ao ritmo do "yé-ye"
Das tardes de domingo
quando ia ao futebol
festejar um golo lindo
De namorar num "seiscentos",
de ir às praias da Linha,
de oferecer à namorada
uns caramelos "Vaquinha"
Da garrafa da "Laranjina C"
da publicidade à "Schweppes"
das primeiras séries da TV
Da velha loja de bairro
-do rezingão do Abrantes-
que eu sempre atazanava
com a pistola de fulminates
Que saudades tenho enfim....
De apanhar o eléctrico,
o autocarro verde, o troley bus...
(Num abrir e fechar de olhos
Que velho que eu me pus!)