
Há quem me acuse de escrever de forma agressiva e talvez tenha alguma razão. Considerar isso um defeito, não me parece muito justo.
Eu sou do tempo em que não havia Centrão e existia um Partido Socialista que tinha uma mão fechada como símbolo -sobre um fundo vermelho de que ninguém se envergonhava - onde se discutiam ideias e se respeitava a opinião dos outros. A mão fechada não assutava gente de carne e osso.
Eu sou do tempo em que não havia Centrão e existia um Partido Socialista que tinha uma mão fechada como símbolo -sobre um fundo vermelho de que ninguém se envergonhava - onde se discutiam ideias e se respeitava a opinião dos outros. A mão fechada não assutava gente de carne e osso.
Já não pertenço a esta geração abreviada dos PS's, rosadinhos, que prefere rosas sem espinhos e, em vez de ideologias, discute a distribuição de cargos na Administração Pública e em empresas controladas pelo Estado. Já não pertenço à geração que entende o serviço público não como forma de servir, mas de servir-se.
Ainda sou do tempo em que se trocava a privada pela Função Pública com orgulho, pronto a defender a camisola de um país e os interesses dos cidadãos, se escrevia em liberdade e se respeitavam as opiniões. Portanto, ser agressivo para mim, não é defeito, é feitio.
Mas querem saber porque sou agressivo? Por aquilo que já vi na vida…
Gente com fome a trabalhar na apanha do café, recebendo como salário diário o equivalente a meia bica ; crianças sujeitas a violências, obrigadas a trabalhar de sol a sol, para encherem as montras e escaparates com brinquedos a que nunca terão acesso; mulheres com estatuto de animais, carregando às costas o peso de uma culpa que não têm; aviões carregados de chineses a aterrar na ilha de Guam, para trabalharem como escravos em multinacionais de vestuário; operárias no Vietname de lábios cosidos, para não poderem falar enquanto trabalham; choros de crianças abafados por balas; defensores dos direitos humanos fazendo turismo em Myanmar; voluntários qualificados, que se propuseram ajudar povos carenciados, a serem tratados por algumas ONG como criados, a quem está vedado dar opiniões , porque algumas ONG se tornaram em braços armados e escondidos de alguns ditadores no poder.
Por isso me irritam os betinhos que nunca viram isso e fazem vida na Bica do Sapato, no Pap’açorda, (e outros locais de culto da esquerda e da direita) aumentando o vigor na defesa dos seus princípios, à medida que lhes acelera, no sangue, a velocidade dos vapores etílicos.
Ainda sou do tempo em que se trocava a privada pela Função Pública com orgulho, pronto a defender a camisola de um país e os interesses dos cidadãos, se escrevia em liberdade e se respeitavam as opiniões. Portanto, ser agressivo para mim, não é defeito, é feitio.
Mas querem saber porque sou agressivo? Por aquilo que já vi na vida…
Gente com fome a trabalhar na apanha do café, recebendo como salário diário o equivalente a meia bica ; crianças sujeitas a violências, obrigadas a trabalhar de sol a sol, para encherem as montras e escaparates com brinquedos a que nunca terão acesso; mulheres com estatuto de animais, carregando às costas o peso de uma culpa que não têm; aviões carregados de chineses a aterrar na ilha de Guam, para trabalharem como escravos em multinacionais de vestuário; operárias no Vietname de lábios cosidos, para não poderem falar enquanto trabalham; choros de crianças abafados por balas; defensores dos direitos humanos fazendo turismo em Myanmar; voluntários qualificados, que se propuseram ajudar povos carenciados, a serem tratados por algumas ONG como criados, a quem está vedado dar opiniões , porque algumas ONG se tornaram em braços armados e escondidos de alguns ditadores no poder.
Por isso me irritam os betinhos que nunca viram isso e fazem vida na Bica do Sapato, no Pap’açorda, (e outros locais de culto da esquerda e da direita) aumentando o vigor na defesa dos seus princípios, à medida que lhes acelera, no sangue, a velocidade dos vapores etílicos.