quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Vedetismo, ou falta de cacau?

Fui um dos que aclamou a escolha de Queirós ( embora houvesse melhores opções) porque, confesso, nunca me entusiasmei com o jogo chato da equipa de Scolari.É certo que as experiências de Queirós a nível de selecções foram um desastre ( África dos Sul, Estados Unidos, etc), mas lembrei-me sempre dos dois títulos mundiais que ele alcançou com os miúdos e acreditei que pudesse reeditar a façanha.
Os primeiros jogos pareciam dar-me razão. A equipa jogou bem e a derrota com a Dinamarca foi de uma injustiça atroz. Com a Suécia, comecei a torcer o nariz e ontem foi o descalabro total. Inadmissível. No entanto, apesar de continuar a dizer que haveria melhor solução, abstenho-me de deitar todas as culpas sobre Queirós. Os principais culpados, em minha opinião, são os jogadores, que andam armados em " prima donnas". Será a falta do Roberto Leal ou da N. S do Caravaggio que os deixa naquele estado? Ou será só uma questão de prémios?
Enquanto reflectia nisto, lembrei-me de um empate com o Liechtenstein ( 2-2, quando estávamos a ganhar 2-0 ao intervalo) no consulado Scolari.
Bem vistas as coisas, a vergonha de ontem não foi novidade.

Rock 'n stock (4)

Avenida da Igreja, fim de manhã solarenga, boa disposição pairando no ar.
Uma septuagenária atravessa a passadeira apoiada numa bengala. Lentamente, como impõe a sua idade, e a dificuldade de locomoção.
Em velocidade acelerada, um táxi aproxima-se e trava a fundo, mesmo no limite da passadeira. Quando a senhora vai a passar à sua frente, o motorista de táxi , num assomo de boa educação lança a cabeça de fora e grita:
“Oh velha! Atravessa mais devagar... Vê lá se queres uma corrida para o hospital!”
(seguiu-se um palavrão impublicável)
A senhora estacou. Soergueu-se com dificuldade, levantou a bengala e deixou-a cair sobre o capô, provocando um ligeiríssimo arranhão.
Valente, o motorista sai do carro com nítida intenção de tirar desforço. Diz que vai chamar a polícia. Três ou quatro transeuntes chamam-lhe a atenção para a grosseria e são brindados com um chorrilho de impropérios. Não reagem, porque percebem rapidamente que o motorista do táxi está embriagado (passam poucos minutos do meio dia, lembre-se!).
Um homem dos seus trinta anos tenta apenas aconselhá-lo a voltar para o carro e seguir o seu caminho. Como os impropérios continuam, aponta para um polícia que, postado numa esquina a poucos metros, observa a cena, fazendo menção de o chamar. Num ápice a autoridade move-se, ( em sentido contrário ao do local do incidente) e desaparece por uma rua adjacente. A custo, o motorista é posto dentro da viatura e segue o seu caminho com um chiar de pneus. No local, a senhora contém a custo uma lágrima que a mão trémula (mais que habitualmente, por certo) disfarçadamente enxuga.
- Sabe... vejo mal e se calhar o homem até tinha alguma razão. Mas eu não consigo andar mais depressa!

Coisas do Sebastião -14

E Viva a pastilha elástica!

Está descoberta a razão porque as crianças apreciam tanto as pastilhas elásticas.
Ao contrário do que muitos afirmam, mascar aqueles produtos não é um acto reprovável, mas sim altamente aconselhável. Garantem cientistas da Universidade de Northumbria, que a pastilha tem efeitos positivos em tarefas como o pensamento e a memória, pois provoca um aumento da batida cardíaca e gera um pico de insulina no cérebro que, irrigado pela insulina, facilita as operações de memória e aprendizagem.
Portanto, antes de mandar o seu filho desfazer-se da pastilha elástica, pense duas vezes, não vá ele estar a prepara-se com denodo para mais um exercício de “desenvolvimento cognitivo”.