domingo, 5 de outubro de 2008

Ordem para desapertar o cinto


Foto da Internet

A União Europeia deu ordem para desapertar o cinto. A partir de agora, as metas do Pacto de Estabilidade e Crescimento (PEC) são meras declarações de intenções.
Durante anos os trabalhadores europeus- especialmente os portugueses- viram diminuir as suas regalias sociais, aumentar o desemprego e a precariedade laboral. Em nome do PEC foram atirados para o caixote do lixo direitos dos trabalhadores, conquistados com muitas lutas e sacrifícios; os salários reais baixaram; as desigualdades sociais atingiram patamares confrangedores; o fosso entre ricos e pobres aumentou desmesuradamente; os governantes obrigaram os trabalhadores a trabalhar até à morte, tirando-lhes o direito a gozar a vida; os donos do capital comandaram as opções políticas, em nome do sacrossanto mercado.
Finalmente, no sábado, os grandes da UE disseram BASTA! As metas do PEC já podem ser ultrapassadas. Em nome de quê? Da dignificação de quem trabalha? De uma maior igualdade na distribuição da riqueza? Nada disso…
As metas do PEC podem ser ultrapassadas, para que os Governos possam compensar os detentores do capital pelas asneiras e vigarices que andaram a cometer, a troco de vencimentos sumptuosos.
O que a UE veio dizer ontem é que o crime compensa, desde que seja cometido pelos senhores do dinheiro. Depois disto ainda vêm pedir o meu voto? Vão pentear macacos.
Apetecia-me era mandá-los a todos para um sítio que eu cá sei, mas hoje estou bem educado. Caso contrário, mandava-os BARDAMERDA!