Já se pode considerar um estilo de vida, fazer tudo através da Internet. Hoje em dia há pessoas que, quando se avaria o computador ou deixam de ter acesso à Internet, entram em pânico.Quando o microchip casou com o computador, revolucionou por completo a vida do ser humano. As idas às compras tornaram-se mais simples, marcar um lugar num avião, reservar um hotel, estabelecer uma ligação telefónica ou efectuar uma operação bancária, demora apenas alguns segundos.
Quando o dinheiro não chega a tempo e horas, uma informação não é transmitida a tempo, a luz ou a água não chega a casa, o avião e o combóio se atrasam, ou o trânsto está engarrafado porque os semáforos não funcionam, a culpa já não é do polícia sinaleiro, do sr. Francisco ou da D. Madalena, mas sim do computador, essa fascinante - e fascizante- máquina de quem não podemos reclamar e a quem não podemos passar um raspante ou certificado de incompetência, porque não nos ouve nem nos responde (por agora...).
Podemos fazer turismo sem sair de casa, se dispusermos de um capacete que nos transporte até locais longínquos que a nossa bolsa não alcança. O computador passou a fazer parte integrante do mobiliário e através dele navegamos na Internet e surfamos as ondas do sonho. Sem ter de sair de casa, visitamos uma biblioteca ou um museu em qualquer parte do mundo, fazemos compras, pagamos impostos, arranjamos novas amizades, namoramos e ( imagine-se!...) até trabalhamos. Tudo diante de um computador que nos responde apenas por sinais quando queremos comunicar com ele.
E agora, nem sequer precisamos de usar o nosso nariz para ver se o fiambre que temos no frigorífico está estragado. Imune a constipações, um chip faz o trabalho por nós.
Viver ligado a uma máquina é que é qualidade de vida?
Então, prefiro ser mocho!
