sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Desabafo outonal

Fim da tarde. Chego a casa depois de um dia extenuante, mas bom. Consegui conter-me e não mandei à m.... uma histérica que estava a pedi-las .

Um MD cheio de entrevistas, vontade de me estender na varanda a gozar o pôr do sol. Mas onde está o sol? Amanhã talvez apareça outra vez para me fazer pirraça, porque vou estar a trabalhar na margem sul, encafoado numa sala com não sei quantas pessoas a ouvir-me debitar banalidades. Vou espairecer dando uma volta pelo blogobairro, onde encontro sempre coisas que me fazem sorrir.Que se lixem as entrevistas. Domingo também é dia e pode ser que o sol brilhe.

Adenda: Peço desculpa por não ter respondido aos vossos comentários de ontem. Mais logo...pode ser?

Pelo país dos blogs (28)

Uma boa notícia!

O Vilaforte atingiu as 200 mil visitas ( uau!),ofereceu simpáticos presentes e aproveitou para mudar de endereço. A partir de agora, quem quiser comentar já não tem de enfrentar uma caixa-forte quase inexpugnável, porque o simpático blog de Porto de Mós passou a estar alojado no Sapo. Parabéns a toda a equipa e um abraço especial para o Pedro Oliveira, visita assídua do CR.

A partir de hoje, o Vilaforte passa também a figurar na coluna da direita.

Em breve novos blogs vão fazer companhia ao Villaforte. Já os seleccionei e antes do final do mês informarei aqui, como habitualmente, as minhas escolhas. Uma delas marca a estreia dos blogs internacionais no CR.

Entretanto, agradeço publicamente os presentinhos que a Bluevelvet e a Carol tão amavelmente me ofereceram. Em breve vão figurar num slide show do CR. Obrigado pela vossa gentileza!

Por terras de Montemuro

Isolada, quase perdida no coração da serra de Montemuro, a norte de Castro Daire, fica a povoação de Campo Benfeito. Não é fácil chegar lá. Num emaranhado de estradas estreitas, com sinalização escassa, a placa que indica o caminho a seguir para chegar à povoação deve ter ficado atascada num qualquer embaraço burocrático. De uma grua, espreguiçando-se lentamente ao sol de um fim de manhã de Setembro, saiu em sotaque brasileiro a senha que precisava para atingir a meta desejada.
“Campo Benfeito? É já ali... segue em frente e vira na primeira à direita. Quando você vir umas casas, é aí...”
E foi assim, com a ajuda de sotaque de telenovela à berma da estrada, que três quilómetros mais tarde cheguei a uma povoação com cerca de cinco dezenas de casas em pedra, interligadas por um labirinto de ruas estreitas calcetadas. De quando em vez, avista-se uma casa que quebra a harmonia da paisagem, sinal iniludível de que a emigração chegou aqui. ( 1) Um letreiro em ferro forjado desenhando a palavra Capuchinhas anuncia-me, de forma indubitável, que acabo de cortar a meta.
À minha espera, estão a “tia” Ofélia, a Henriqueta e a Isabel.
Depois juntaram-se outras mulheres que me contaram como decidiram contrariar a tendência da emigração, juntando-se para formar uma cooperativa de artesanato. O resto da história não posso contar aqui, porque uma revista me pagou para a escrever nas suas páginas.
É deste jornalismo feito de histórias reais, que fala das pessoas sem insídias, acusações torpes ou insinuações grosseiras, que eu gosto.
Felizmente que há quem saiba disso e queira publicá-las

Dicionário do Rochedo (31)

OPA, OPC e OPV- Siglas criadas pelo mercado financeiro, no intuito de tornar claras algumas operações escuras.
OPA hostil- negócio entre empresas que faz lembrar o mercado do Bolhão, num dia em que as peixeiras foram para a suas bancas engravatadas.