Já tinha estado em Portugal, mas não conhecia Lisboa. Estivera comigo a fazer uma reportagem sobre o Douro vinhateiro e, antes de regressar a Lisboa, levei-a ao Porto. Ficou tão maravilhada, que por ali quis ficar os 3 dias que ainda tinha disponíveis. “Lisboa fica para a próxima”- garantiu-me, pouco entusiasmada com as fotos que já vira.
A oportunidade deu-se agora, em escala a caminho da Croácia.
Começámos sábado, manhã cedo, na Quinta da Regaleira, curiosidade imensa desperta pelas histórias do local. Depois caminhada até ao Palácio da Pena onde se deslumbrou.
Paragem na Praia das Maçãs , em casa de amigos, para um aperitivo antes do almoço em Ribamar, com o mar em fundo.
Caminho de regresso para paragem na Ericeira. Ficou especada, olhando o mar que lhe fez lembrar Punta Arenas natal. Sentados no terraço do Vila Galé, recordámos tempos partilhados mais a sul, onde a Argentina e o Chile trocam um beijo fugaz.
Foi um martírio para a tirar da Ericeira, mas lá se fez o regresso por Colares, cabo da Roca e Guincho onde lhe mostrei o meu Rochedo.
O jantar estava programado para as Furnas, mas a brisa fresca alterou os planos. Optei pelo novo Gordini e depois encontro com amigos latino-americanos.
México, Chile, Argentina , Uruguai, Brasil e Honduras em conversa animada, testemunhada por deslumbrante Lua Cheia, iluminando a marina. A conversa não podia deixar de se centrar na América Latina. Enquanto decorria a conversa ia pensando na solidariedade dos latino-americanos, tão contrastante com o "cada um para seu lado" que caracteriza a UE. Também se falou de Portugal e dos portugueses, de hitórias sobre as quais não quer agora aqui falar.
O domingo foi passado em Lisboa, percorrendo os locais obrigatórios. Os miradouros provocaram um disparar constante de fotografias , entrecortados por “ Mira! Estupendo! Qué maravija!" ( assim mesmo, com sotaque sulista…).
Hoje foi fazer compras com uma amiga comum (mexicana a viver há anos em Lisboa) e despedir-se de Lisboa. Vai encantada, mas ninguém lhe tira aquele nome da cabeça.
“ Erizera, dices?” Corrijo o nome no mouleskine dela. Relembro-lhe os elogios que fez a Sintra, mas permaneceu na dela.
“Belíssima, pero tengo que pasar una noche en el hotel de Erizera, quando vuelva de Croácia”.
Revelo-lhe o número do melhor quarto, onde o amanhecer pode ser mágico, quando o tempo ajuda.
“Reservalo, para…”.
Combinado, Marcella! Buen viaje hasta Hvar. Que lo desfrutes!
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
Regresso às aulas
Se tudo tiver corrido como programado, a partir de hoje todas as escolas portuguesas terão entrado em funcionamento. Será, para muitos, o início de uma nova vida que os irá habilitar , daqui a uns anos, com um curso que lhes confere capacidade para exercer uma profissão. Se terão oportunidade para a desempenhar, é outra história que passa por questões que o país terá que resolver a breve prazo, sob pena de hipotecar o futuro.
Neste dia, porém, confesso que não estou muito optimista. Parece-me que o facilitismo impera na escola, onde os professores estão quase proibidos de chumbar, por imperativo das estatísticas, o que levará os alunos a chegar à Universidade com fraca preparação.
A impossibilidade de atingir a média necessária para entrar nas Universidades e cursos que muitos pretendiam tirar, obrigá-los-á a optar por Universidades privadas, ou por outros cursos. Em muitos casos, o curso será conseguido com grande esforço financeiro, noutros nunca será acabado, noutros ainda a conclusão do curso não significará aptidão profissional.
Eu sei que a questão não é nova e que há, hoje, no mercado, muitos profissionais cujos cursos foram obtidos com passagens administrativas, votação de braço no ar e outros artifícios vários. Não quer isso dizer que, entre eles, não haja excelentes profissionais. Não é isso que está em causa. Parece-me, no entanto, que o facilitismo de que tanto se fala nos corredores de acesso à Universidade, em nada contribui para criar profissionais competentes e responsáveis. Se assim for, a escassa produtividade de que tanto se fala, também não terá melhorias nos próximos tempos.
Porventura estarei enganado, mas apeteceu-me pensar no assunto e colocá-lo à vossa reflexão, neste dia de “regresso às aulas”.
Neste dia, porém, confesso que não estou muito optimista. Parece-me que o facilitismo impera na escola, onde os professores estão quase proibidos de chumbar, por imperativo das estatísticas, o que levará os alunos a chegar à Universidade com fraca preparação.
A impossibilidade de atingir a média necessária para entrar nas Universidades e cursos que muitos pretendiam tirar, obrigá-los-á a optar por Universidades privadas, ou por outros cursos. Em muitos casos, o curso será conseguido com grande esforço financeiro, noutros nunca será acabado, noutros ainda a conclusão do curso não significará aptidão profissional.
Eu sei que a questão não é nova e que há, hoje, no mercado, muitos profissionais cujos cursos foram obtidos com passagens administrativas, votação de braço no ar e outros artifícios vários. Não quer isso dizer que, entre eles, não haja excelentes profissionais. Não é isso que está em causa. Parece-me, no entanto, que o facilitismo de que tanto se fala nos corredores de acesso à Universidade, em nada contribui para criar profissionais competentes e responsáveis. Se assim for, a escassa produtividade de que tanto se fala, também não terá melhorias nos próximos tempos.
Porventura estarei enganado, mas apeteceu-me pensar no assunto e colocá-lo à vossa reflexão, neste dia de “regresso às aulas”.
A TV não é um detergente!
Há pessoas que pensam que a televisão é uma espécie de detergente que permite branquear o passado. Desiludam-se, porque a TV não lava mais branco, apenas disfarça as nódoas. Fica assim aqui o meu conselho: comprem uma embalagem de Skip e metam-se dentro da máquina de lavar. Pode ser que resulte...
Esclarecimento ético
A fim de esclarecer algumas dúvidas que poderão ter surgido sobre as motivações que me levaram a escrever isto:
- Como não vi a entrevista, o meu único intuito foi clarificar a minha opinião sobre as pessoas que invocam a sua superioridade ética ou moral, para fazerem valer as suas posições. Acredito firmememnte, que só invoca superioridade ética quem necessita de o propagandear! Uma pessoa que se considere superior nunca o afirma, porque ao fazê-lo está a violar a mais elementar regra da ética. Simples, não é?
Depois de ler alguns comentários, fiquei a conhecer o alvo do remoque. Afinal, a situação atinge uma gravidade ainda maior, já que MJM se considera eticamente superior em relação a um sujeito que " está obrigada" a acusar e de cuja condenação depende a sua própria credibilidade.
É bom não esquecer que a MJM foram concedidos meios excepcionais para reunir provas que lhe permitam provar a teoria que defendeu num livro que escreveu com José Vegar ( Fraude e Corrupção em Portugal). Se não conseguir apresentar resultados, a sua credibilidade vai pelo cano de esgoto.
Nunca pretendi pôr em causa a qualidade técnica de MJM, apenas me interroguei sobre o carácter de quem invoca a superioridade ética como argumento...
- Como não vi a entrevista, o meu único intuito foi clarificar a minha opinião sobre as pessoas que invocam a sua superioridade ética ou moral, para fazerem valer as suas posições. Acredito firmememnte, que só invoca superioridade ética quem necessita de o propagandear! Uma pessoa que se considere superior nunca o afirma, porque ao fazê-lo está a violar a mais elementar regra da ética. Simples, não é?
Depois de ler alguns comentários, fiquei a conhecer o alvo do remoque. Afinal, a situação atinge uma gravidade ainda maior, já que MJM se considera eticamente superior em relação a um sujeito que " está obrigada" a acusar e de cuja condenação depende a sua própria credibilidade.
É bom não esquecer que a MJM foram concedidos meios excepcionais para reunir provas que lhe permitam provar a teoria que defendeu num livro que escreveu com José Vegar ( Fraude e Corrupção em Portugal). Se não conseguir apresentar resultados, a sua credibilidade vai pelo cano de esgoto.
Nunca pretendi pôr em causa a qualidade técnica de MJM, apenas me interroguei sobre o carácter de quem invoca a superioridade ética como argumento...
Subscrever:
Mensagens (Atom)