quinta-feira, 11 de setembro de 2008

11 de Setembro (2)



Faz hoje 35 anos que os Estados Unidos assassinaram Salvador Allende, o presidente chileno eleito democraticamente, para colocar no poder um execrável, cobarde e sanguinário ditador: Augusto Pinochet.

Se no longínquo ano de 1973 os EUA respeitassem os governos eleitos democraticamente, nunca teriam ajudado Pinochet a matar Allende. Para azar dos sul-americanos, os EUA só se preocupam com o governo democrático da Geórgia ( no que são seguidos por babados analistas políticos de fraca memória).

Tive a felicidade de trabalhar com um ex-ministro e um ex- secretário de Estado de Allende, que escaparam à implacável polícia política de Pinochet. Pude , por isso, perceber como o 11 de Setembro de 1973 atrasou o crescimento da América Latina em várias décadas. Hoje, compreendo, também, que aquele crime hediondo justifica o aparecimento de Chavez, Morales e outros líderes sul-americanos que querem impõr uma nova ordem no sub-continente americano.

Gostava que todos aqueles que atacam os novos líderes sul-americanos com acusações grosseiras e despidas de qualquer contextualização histórica , percebessem que os países sul-americanos foram até há bem pouco tempo colonizados pelos EUA, que não se coibiram de intervir naquela zona do Globo, para impôr ditaduras sanguinárias, sempre que a escolha dos povos tendia para a democracia.

Acabou-se o tempo em que a América do Sul era coutada americana. Felizmente, o mundo mudou. Paar mim, ficará para sempre viva a memória de Salvador Allende. Um mártir assassinado às mãos de uns bárbaros que pretendem dominar o mundo a seu bel-prazer.

Lamento o 11 de Setembro de 2001, pelas mortes de civis, mas vejo-o como punição à arrogância da administração americana, implacável na defesa dos seus mesquinhos interesses económicos.

11 de Setembro (1)


Faz hoje sete anos que um ataque terrorista destruiu as Torres Gémeas em Nova Iorque , lançando o pânico no mundo.
A invasão do Iraque – que pretensamente se destinava a restabelecer a paz no Médio Oriente e a dar mais segurança ao mundo- pegou rastilho a outros conflitos internacionais. A popularidade de Bush nos EUA e fora deles está a rondar o “Ground Zero” . Em breve, Bush abandonará o cargo e ficará para a História apenas a sua imagem de um pretenso “Salvador do Mundo”ensandecido. Bin Laden está vivo, a Al Qaeda mais organizada e o mundo mais perigoso. Talvez tudo tivesse sido evitado, se Bush não tivesse chegado à presidência dos EUA, por métodos fraudulentos.
O que mais me assusta, ao evocar o 11 de Setembro, é pensar que dentro de poucos meses, os americanos, porque não aprenderam a lição de Bush ( ou porque gostaram dela) elejam para a vice-presidência uma louca como Sarah Palin.
Se isso acontecer e para azar de todos nós houver um outro 11 de Setembro nos EUA, as decisões da Casa Branca poderão ser ainda mais nefastas para a paz mundial, do que as provocadas pelo aventureiro louco que dirigiu o mundo nos últimos oito anos.
Uma coisa é certa: o 11 de Setembro de 2001 irá sendo, lentamente, arquivado nos livros das nossas memórias.
Há, porém, um outro 11 de Setembro, muito mais distante, que não se apagará facilmente da memória dos que acreditam e lutam pelos valores da democracia. Sobre esse vou escrever o próximo post. É já a seguirt