segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Uma lufada de ar fresco?


José Luís Arnaut disse ao DN que “Sarah Palin é uma lufada de ar fresco”.
Vale a pena fixar estas palavras, no momento de votar em 2009. Pelo menos para relembrar o que o destacado membro do PSD considera “lufada de ar fresco”: uma mulher anti-aborto, que despreza os gay, é contra o divórcio e a favor da pena de morte, não esconde uma pitada de xenofobia e racismo, é ultra conservadora, apoia fervorosamente a guerra do Iraque, faz lembrar uma Barbie com óculos e é acérrima defensora do ensino do criacionismo. Dêem-lhe tempo e ela ainda vai afirmar que a ida do Homem à Lua não passou de um filme de ficção científica, igual ao que “justificou” a invasão do Iaraque.
Sarah Palin representa o que de mais conservador e retrógrado ainda existe na América( sim , América e não EUA) e a sua eleição significará, para o mundo, um cataclismo tão pernicioso como foi a eleição de Bush. Ao seu ideário ultra-conservador, Sarah Palin alia uma falta de experiência assustadora ( Lembre-se que há dois anos era apenas presidente da câmara de uma cidadezinha minúscula, perdida nos confins do Alaska ).
Mas há mais… Sarah é a garantia de que as desigualdades económicas e sociais se vão manter ( se não agravar) e pertence ao grupo de ambientalistas cépticos que acredita que os problemas ambientais e as alterações climáticas são histórias inventadas por pessoas que, em criança, passaram a vida a ouvir a ameaça do “homem do saco”.
E já agora, se nunca foram ao Alaska e gostariam de lá ir, despachem-se! É que Sarah Palin pretende transformar aquilo num queijo gruyère, para explorar petróleo. A mulher pode ser gira, mas é completamente doida!

Momento de humor (1)

Colecciono algumas histórias bem humoradas que me vão enviando por mail. Pontualmente, vou começar a publicá-las. Obrigado à leitora que me enviou esta. Não digo o nome, para ela não se zangar comigo!

Depois do Festival de Cerveja da Grã-Bretanha, em Londres, os presidentes das empresas de cerveja saíram para beber um copo.
O presidente da Corona senta-se e pede ao barman: - Senhor, quero a melhor cerveja do mundo, a Corona.
O sujeito da Budweiser diz: - Quero a Rainha das Cervejas, a Budweiser.
O dono da Cors exclama: - Quero a única cerveja feita com água das Montanhas Rochosas: a Cors!
O dono da skol exclama: - Quero a única cerveja feita com água do amazonas: a skol!
O director da UNICER diz: - Dá-me uma Coca-Cola.
Os outros olham para ele e perguntam: - Então? Não vais beber uma SUPER BOCK ?
Ele responde: - Se ninguém está a beber cerveja, eu também não bebo...

Rochedo das Memórias - A Sala de Brinquedos (2)




Logo no início do século XX ( 1901) , um jogo de construções punha meio mundo a brincar. Chamava-se Meccano, teve a sua origem em Inglaterra e com ele brincavam os engenheiros de palmo e meio.
No ano seguinte, as meninas apaixonam-se por um urso de peluche chamado Teddy, cuja criação se deve a uma banda desenhada publicada pelo Washington Post, cujo protagonista era um urso. O êxito da banda desenhada foi tal, que a indústria de brinquedos decidiu transformá-lo num peluche que fez, durante anos, as alegrias da pequenada.
No pós- guerra os rapazes brincam com soldadinhos de chumbo e as raparigas com uma boneca de celulóide que granjeia enorme popularidade. Chamava-se Kewpie e aparece nas embalagens de um sem número de produtos.
O invento dos anos 20 que faz sonhar os mais pequenos dá pelo nome de comboio eléctrico e transformar-se-ia , anos mais tarde, numa verdadeira paixão para alguns adultos. Invade as casas com luzes e sons que recriam as autênticas viagens de comboio, o transporte mais usado na época. Em lares mais abastados, o comboio elléctrico ganha tamanhas proporções, que sai da sala de brinquedos e passa a ter direito a sala própria.
Nos anos 30, o Monopólio e o Scrabble são os jogos da moda, enquanto as bonecas de trapos passam a ser cada vez mais apreciadas.
Os anos 40 , com uma guerra a desassossegar o mundo, são pouco propícios a brincadeiras de vulto. As crianças assinalam no mapa Ada Europa os avanços e recuos dos aliados, com bandeiras oferecidas pelos jornais.
Os anos 50 são pródigos em brinquedos para alegrar a meninada. O aparecimento dos brinquedos de plástico, a bolsa mais recheada dos consumidores e a aposta da indústria japonesa nos brinquedos, revitalizam o mercado. As crianças agradecem.

Dicionário do Rochedo (26)

Hacker- Pirata do mundo virtual, mas que existe no mundo real. Actua no ciberespaço, gosta de entrar onde não deve e tem uma especial predilecção pelas contas bancárias.