sexta-feira, 5 de setembro de 2008

Venham à festa!

Exmª Senhora Presidente do Blogobairro, D. Patti;
Ilustres condóminos que se dignaram aceitar o convite para comparecer neste evento;
Ilustres condóminos que, embora ausentes, aqui quero saudar;
Senhoras e senhores que aqui virão pela primeira vez amanhã e em dias seguintes e se arrependerão eternamente por não terem cá vindo mais cedo:


Faz hoje um ano que iniciei esta aventura solitária na blogosfera. Antes, tivera uma experiência num blog intercontinental, planeado a dez mãos pelo meu amigo Arnaldo Gonçalves, mas que dada a preguiça de três dos tripulantes, não conseguiu ultrapassar o Bojador e, ao fim de sete meses, ancorou em porto seguro, para que cada um pudesse tratar da vidinha.
Não planeara ter um blog a solo, mas o bichinho do Alembojador ficou a moer e, sentado no Rochedo de que falei no primeiro post que escrevi, decidi aventurar-me.
Ao fim de um mês de actividade parti para a China e a maioria dos poucos leitores que me visitavam, cansados talvez de esperar o meu regresso, desabituram-se de cá vir. Só em final de Novembro retomei a actividade- o que significa, na prática, 10 meses de postagens no CR . Mas como o que vale, é a data do registo, aqui estou hoje a comunicar-vos o meu primeiro aniversário.
Em primeiro lugar, para vos dizer que a aventura está a valer a pena. Comecei na imensidão anónima e desconfortável da blogosfera, mas hoje estou no conforto deste blogobairro, que diariamente sinto alargar-se, como uma qualquer urbanização onde os espaços verdes e os parques infantis, são substituídos por mais habitações.

Tem aumentado o número de visitantes e de comentários. Procuro quase sempre responder, inventando tempo onde por vezes não existe, mas procurando responder com uma palavra à generosidade dos que perdem uns minutos a dar a sua opinião.
Quero, porém, deixar um aviso… Até final do mês, alguns trabalhos que tenho entre mãos vão exigir deslocações para fora de Lisboa, o que implica menos tempo para postar , mas continuarei a privilegiar a resposta aos comentários. Se forem mais ligeiros e atrsados, não me levem a mal.

Já tive oportunidade de vos dizer que não entro na "guerra de audiências". Se assim fosse, o "Rochedo" seria muito diferente. Só quero andar por aqui enquanto conseguir ter a mesma postura no CR, que tenho na vida. Com independência, com alegria, com tristeza e às vezes com revolta, vou escrevendo o que me apetece, sem estar à espera de outra coisa que não seja esta partilha fantástica, razão primeira de por aqui continuar. Tenho que reconhecer, porém, que o número de visitas excedeu muitíssimo o que esperava. Com sinceridade, sendo free-lancer na profissão, como na vida, nunca pensei chegar ao fim de um ano a caminho das 50 mil visitas!
Tenho vivido momentos fantásticos no CR graças a todos vocês, que me têm incentivado a continuar, mas tenho que destacar o post de ontem da Patti, no seu excelentíssimo Ares da Minha Graça, e cujo reconhecimento já deixei aqui expresso.
Há visitantes que aqui vêm diariamente, outros de vez em quando e muitos que acostam aqui uma vez e não voltam mais. Muitos me têm citado e linkado. A esmagadora maioria não conheço, mas a todos agradeço. Sem a vossa simpatia, sem os comentários que aqui deixam, este blog seria mais pobre.
Agradeço também a todos aqueles que me citaram na imprensa e nos seus blogs e àqueles que deliberadamente ignoram o CR.
Finalmente, uma palavra muito especial para a minha amiga Maloud, (que teve a gentileza de oferecer o champagne ) com quem compartilhei belos momentos na adolescência, com quem cresci, e que reencontrei graças ao CR. Se outras razões não houvesse, esta seria suficiente para me sentir compensado pelas duas a três horas diárias que dedico a esta aventura.
A todos, sem excepção, muito obrigado. Voltem sempre e não se inibam de criticar. Foi com as críticas que aprendi a crescer na vida. É convivendo bem com elas que quero fortalecer este Rochedo.
PS: Música e fogo de artifício só para o ano, se ultrapassarmos a crise!

E depois do silêncio?

Refugiada no seu tabu de silêncios, Manuela Ferreira Leite vai ouvindo crescer o ruído de críticas dentro do PSD. Até Marcelo Rebelo de Sousa, que há dias pedia que o partido se unisse em torno da sua líder, recuou no último fim de semana, escrevendo no Sol um artigo demolidor que consubstancia o descontentamento das hostes laranja. ( Ele já mudou de discurso outra vez e o mais provável é que volte a mudar enquanto escrevo este post, mas não há nada a fazer perante uma mente irrequieta como a de Marcelo. A única solução, mesmo, é ler este post no momento certo, porque daqui a 10 minutos já pode ser tarde…)
Acredito que MFL tenha pensado que não valeria a pena gastar a sua artilharia durante a “silly season”, consciente que cada palavra proferida ganha nesse período proporções desmesuradas , mas depressa se volatizam com a nortada.
Os analistas aguardam com expectativa o discurso da “rentrée”, agendado para o dia 7.
Não me parece que haja razão para grandes expectativas, pois embora não acredite na versão menezista do discurso “pífio”, o mais provável é que MFL se perca em banalidades, resumindo os temas quentes deste Verão. Insistir no pedido de demissão de Rui Pereira ( agora na versão Abrupta de Pacheco Pereira ), tecer críticas ao Governo sem apresentar alternativas e desenrolar um leque de lugares comuns, que qualquer cidadão mais atento discute à mesa do café, não será a receita ideal para um discurso mobilizador do eleitorado.
Não acredito que MFL traga algo de novo e ponha o país a pensar… salvo se sob a pacatez do espaço aéreo algarvio interdito, Cavaco Silva tenha tido oportunidade de explicar a MFL a sua estratégia para o ano de eleições que se avizinha e lhe tenha dado algumas dicas que lhe permitam fazer umas flores.
Uma coisa, é certa…nos bastidores da Universidade de Verão, estejam atentos aos telefonemas e SMS que a líder laranja for recebendo, antes de subir à tribuna

Logo, há bolo!

Alguns leitores já tiveram a amabilidade de me parabenizar pelo 1º aniversário do Rochedo. Agradeço desde já, mas aqui fica o aviso: mais logo, há bolo e discurso! Quanto ao champagne, espero que a minha boa amiga Maloud, disponibilize uma garrafita de Dom Perignon da sua soberba garrafeira.
De qualquer modo, se ela não estiver pelos ajustes, vou ao "Leão da Estrela" e peço ao Santos Carvalho que me ceda uma das garrafitas de " Biúba Quelicote", que ele gostava de beber na companhia das meninas de um bar em Matosinhos! ( estou mesmo a ver os comentários que aí vêm sobre o Calor da Noite, café com leite e essas coisas todas, por isso já fui vestir a armadura anti-tanque).
Até já!

Alô Varsóvia! Aqui, Lisboa...

Ontem decidi armar-me em parvo ( o que para quem me conhece não é inédito...).
Na véspera tinha ouvido o PR dizer que a Polónia estava na moda em Portugal e fiquei convencido que ando completamente "a leste" dos gostos dos portugueses. Decidi descer à terra e perguntar a 51 lisboetas bem vestidinhos ( 15 na zona do Saldanha, 21 na Baixa, 8 na Lapa e 7 em Telheiras)
1- Já visitou, ou pensa visitar a Polónia?
2- Diga-me o nome de três cidades da Polónia
3- Indique 3 países que façam fronteira com a Polónia
4- Diga-me o nome de uma personalidade que relacione com a Polónia
As respostas:
1- Apenas quatro dos inquiridos afirmaram já ter estado em Varsóvia; sete responderam que teriam interersse em visitar; os restantes confessaram que a Polónia não estava nas suas prioridades turísticas-

2- Uma boa percentagem ( 32) indicou apenas Varsóvia; 7 nomearam Varsóvia e Gdansk. Os restantes 12 ou não conseguiram dizer o nome da capital polaca, ou indicaram possibilidades como Budapeste, Praga e Bratislava. Três cidades? "That's a million dollar question" !

3- Apenas dois dos inquiridos conseguiram responder à questão. 38 Indicaram a Alemanha e depois entupiram ou entraram na prática do tiro ao alvo.11 não conseguiram nomear nem um, ou aventaram as hipóteses de Rússia ou... Finlândia
4- João Paulo II obteve 31 votos, Lech Walesa 11 e os restantes 9 "nickles"

Regressei a casa mais esclarecido. Afinal a Polónia está na moda, mas é apenas em Belém. E para essa zona, não fui! E vocês, o que é que acham?