Declaro oficialmente encerrada a "silly season" aqui no Rochedo.
Lá por fora, com o regresso da vida política activa, penso que agora é que vai começar, mas isso é outra história.
Amanhã regressa o "Rochedo das Memórias" ( para os visitantes mais recentes, que não sabem o que é, recomendo uma visita à coluna da direita) mas num outro esquema. Esgotada a cronologia, passarei à abordagem do século XX por temas. Para começar, vamos recordar a "Sala de Brinquedos".
Fico à vossa espera. Espero que gostem.
terça-feira, 2 de setembro de 2008
Gás (muito pouco) natural- 3
Na sequência dos posts de ontem, tenho NOVIDADES!
Quando cheguei a casa, tinha um presente na caixa de correio. Adivinhem…
Parabéns a quem acertou! Era mesmo um folheto publicitário de uma empresa CREDENCIADA, oferecendo os seus préstimos para proceder à reparação da instalação de gás!
É fácil perceber o esquema de funcionamento desta nova forma de extorsão, mas para quem não percebeu, passo a explicar:
A Lisboagás comunica a uma outra empresa que vai fazer uns buracos em determinado local e ela aparece a oferecer os seus préstimos para nos alivira de umas centenas de euros.
A táctica não é inovadora… as funerárias agem da mesma forma junto dos hospitais!
Quando cheguei a casa, tinha um presente na caixa de correio. Adivinhem…
Parabéns a quem acertou! Era mesmo um folheto publicitário de uma empresa CREDENCIADA, oferecendo os seus préstimos para proceder à reparação da instalação de gás!
É fácil perceber o esquema de funcionamento desta nova forma de extorsão, mas para quem não percebeu, passo a explicar:
A Lisboagás comunica a uma outra empresa que vai fazer uns buracos em determinado local e ela aparece a oferecer os seus préstimos para nos alivira de umas centenas de euros.
A táctica não é inovadora… as funerárias agem da mesma forma junto dos hospitais!
Como um castelo de cartas...
Em entrevista ao Expresso, Luís Amado veio confirmar aquilo que já todos sabíamos, mas o governo sempre recusou assumir: a UE meteu o pé na argola ao reconhecer a independência do Kosovo.
O ministro dos negócios estrangeiros foi ainda mais longe na entrevista, ao afirmar que “…esta é a primeira crise de uma sucessão de outras crises com que vamos ter de lidar na próxima década.”
O inefável José Lello, diz o DN, também “ está muito preocupado” com o reconhecimento pela Rússia da independência da Ossétia do Sul e da Abecásia, por “violar resoluções do Conselho de Segurança da ONU”. Pena é que Lello, presidente da assembleia geral da NATO, não tenha tomado idêntica posição face ao Kosovo…
Agora é capaz de ser um bocado tarde para chorar sobre o leite derramado. Estes “Aprendizes de Feiticeiros”, no trono dos seus etéreos pedestais, são incapazes de tomar as atitudes aconselháveis na altura própria e depois vêm lamentar-se por ter ateado fogos desnecessários.
Ontem, tal como se esperava, a UE meteu o rabinho entre as pernas e depois de muitas ameaças à Rússia – que devem ter provocado enormes gargalhadas no Kremlin- veio dizer que ia continuar vigilante.
A Europa meteu-se num beco sem saída, porque tardou a perceber que Saakhashvilli se armou em vítima, tentando forçar a entrada na NATO com um golpe suicida, quando afinal é o principal culpado desta crise.
A Europa deve estar vigilante, mas não é em relação à Rússia… é em relação a esses autocratas que chegaram ao poder nos países de Leste, arvorando-se em democratas que na realidade não são. A maioria dos dirigentes daqueles países ( veja-se só o caso da Polónia) apenas está interessada na Europa, para que esta a proteja da Rússia.
A UE continua de compreensão lenta, reagindo como uma velha esclerosada. Por isso só agora começa a compreender que o alargamento a 27 foi um rotundo disparate, para onde se deixou arrastar, por ser gulosa. E só agora percebe as consequências do reconhecimento do Kosovo.
Pensar que seria possível isolar Moscovo foi um erro de palmatória. O recuo foi, por isso, a única estratégia possível. Sem honra nem glória mas, vá lá, com a ponderação que se exigia.
Lá mais para Oriente, não falta quem tenha acabado de ganhar mais uma aposta no futuro. Mas isso, parece-me que a Europa também ainda não percebeu...
O ministro dos negócios estrangeiros foi ainda mais longe na entrevista, ao afirmar que “…esta é a primeira crise de uma sucessão de outras crises com que vamos ter de lidar na próxima década.”
O inefável José Lello, diz o DN, também “ está muito preocupado” com o reconhecimento pela Rússia da independência da Ossétia do Sul e da Abecásia, por “violar resoluções do Conselho de Segurança da ONU”. Pena é que Lello, presidente da assembleia geral da NATO, não tenha tomado idêntica posição face ao Kosovo…
Agora é capaz de ser um bocado tarde para chorar sobre o leite derramado. Estes “Aprendizes de Feiticeiros”, no trono dos seus etéreos pedestais, são incapazes de tomar as atitudes aconselháveis na altura própria e depois vêm lamentar-se por ter ateado fogos desnecessários.
Ontem, tal como se esperava, a UE meteu o rabinho entre as pernas e depois de muitas ameaças à Rússia – que devem ter provocado enormes gargalhadas no Kremlin- veio dizer que ia continuar vigilante.
A Europa meteu-se num beco sem saída, porque tardou a perceber que Saakhashvilli se armou em vítima, tentando forçar a entrada na NATO com um golpe suicida, quando afinal é o principal culpado desta crise.
A Europa deve estar vigilante, mas não é em relação à Rússia… é em relação a esses autocratas que chegaram ao poder nos países de Leste, arvorando-se em democratas que na realidade não são. A maioria dos dirigentes daqueles países ( veja-se só o caso da Polónia) apenas está interessada na Europa, para que esta a proteja da Rússia.
A UE continua de compreensão lenta, reagindo como uma velha esclerosada. Por isso só agora começa a compreender que o alargamento a 27 foi um rotundo disparate, para onde se deixou arrastar, por ser gulosa. E só agora percebe as consequências do reconhecimento do Kosovo.
Pensar que seria possível isolar Moscovo foi um erro de palmatória. O recuo foi, por isso, a única estratégia possível. Sem honra nem glória mas, vá lá, com a ponderação que se exigia.
Lá mais para Oriente, não falta quem tenha acabado de ganhar mais uma aposta no futuro. Mas isso, parece-me que a Europa também ainda não percebeu...
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