domingo, 24 de agosto de 2008

O Adeus a Pequim

Enquanto Vasco Pulido Valente está a alinhavar mais uma das suas crónicas para denegrir a cerimónia de encerramento dos JO de Pequim, esperando os aplausos da corte, eu associo-me ao Mischa , despedindo-se de Moscovo com uma lágrima que emocionou os mais empedrenidos.É um ritual que se renova cada quatro anos.
Desde Moscovo que os JO não eram alvo de tantas críticas. Já aqui critiquei a atribuição dos JO a Pequim, mas isso não me impediu de rejubilar com as vitórias de todos os atletas, sejam eles americanos, russos, cazaques ou chineses. Grudo-me ao ecrã para ver o mais que posso, indiferente às questões políticas que sempre envolvem a realização dos Jogos. Desprezo as arengas do VPV e os aplausos da sua corte de seguidores. Rendo-me à beleza de cada momento de esforço dos atletas, deixo-me subjugar pela grandiosidade das cerimónias de abertura e encerramento. E, meus caros amigos, as cerimónias de abertura e encerramento dos Jogos de Pequim foram momentos inolvidáveis.
Não faltará quem continue a arengar prosas lembrando o recurso às novas tecnologias, que iludiram os espectadores, ou atiçando ódios contra o regime opressor de Pequim. A verdade é que hoje – tal como aconteceu em Moscovo- começou a escrever-se uma nova página da História. Quem não tiver percebido isso, ou anda distraído e esqueceu Moscovo, ou ainda não compreendeu que este é o século da China e que a relação de forças se alterou definitivamente. Não o digo pelo facto de a China ter ganho o maior número de medalhas de ouro, quando há 20 anos era ainda uma potência que se quedava a meio da tabela medalhística. Afirmo-o, porque enquanto no Ocidente andamos todos muito satisfeitos com os prazeres consumistas e este arremedo de Democracia que diariamente nos impingem, como um modelo de virtudes, a China está a construir uma Nova Ordem Mundial. Não será a melhor? Totalmente de acordo. Mas a culpa é de quem se deixou convencer que na Europa e nos EUA se vive no melhor dos mundos, autênticos paraísos terrenos, onde nos atolamos na febre consumista, esquecendo outros valores. Ensonados e rabugentos vamos ter um despertar difícil para a realidade.
Até Londres 2012!

Rescaldo da Volta


Terminou a Volta a Portugal em bicicleta, com a vitória de David Blanco. Celebro-a por quatro motivos:
1- Em ciclismo sou há muitos anos fã do Tavira, que nunca ganhara nenhuma Volta.
2- David Blanco é galego, o que significa ser quase português.
3- O meu amigo Macário Correia ansiava e merecia esta vitória da equipa da sua terra natal.
4- A estratégia do eucalipto vermelho ( ler aqui) sofreu uma derrota humilhante.
Mas a Volta a Portugal trouxe também, na última etapa, a confirmação de uma máxima de Yves Saint Laurent. Repararam como Fátima Felgueiras está cada vez mais parecida com a filha Sandra?
Aditamento: Para quem não percebeu o ponto 4, aguarde o regresso do Rochedo das Memórias. É já no dia 2 de Setembro.