Faz amanhã dois anos que o mundo se emocionou com a fuga de uma jovem austríaca do cativeiro onde permanecia há 10 anos.Nesse dia, escrevi no extinto Alemdobojador sobre o rapto e sequestro de Natascha Kampusch, vendo a história pelo prisma da jovem austríaca. No dia seguinte, porém, publiquei outro post , onde via a história de outro ângulo.
Todas as histórias têm uma face visível e uma parte oculta. Chamemos a esta face oculta, “lado B”. Nos discos de vinil, a face B era quase sempre a mais fraca. Em alguns casos, era apenas uma versão diferente da música que se ouvia na face A e, em casos raros, excepcionais, aconteceu que a face B acabou por se tornar mais conhecida e popular do que a face A.
No jornalismo devemos aplicar o mesmo princípio quando nos deparamos com uma história. Normalmente, a versão que é publicada é o lado A Mas há (quase) sempre um lado B, aquele que depois de analisada a história nos parece menos verosímil e vai parar ao lixo ou fica retido nos arquivos da memória de quem a descobriu. Aplicando este princípio ao cativeiro de Natascha Kampusch, o lado A é o mais simpático ( a história vista pelo lado da vítima) e o lado B é a história vista na perspectiva do mau da fita: o raptor .
Para analisar o lado B desta história impõe-se que comecemos por perguntar: E se Natascha, afinal, não fugiu do cativeiro?
No lado B desta história , então terá sido libertada. Por quem?
Amanhã, publicarei a (minha) resposta.
