segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Notícias requentadas

Um pouco a medo lá me decidi, ao fim de cinco dias, a ver um Telejornal inteiro. Para me habituar, percebem? Para além de uma "overdose" de Vanessa ( parabéns, miúda, e obrigado!) e do José Rodrigues dos Santos na Geórgia, vi coisas interessantísimas que amanhã vou comentar.

Entretanto, veio-me à memória uma das últimas notícias que vi antes de entrar neste período de hibernação. No Mindelo, dezenas de pessoas- a maioria idosos- sorriam, riam, festejavam. O quê? O facto de, ao fim de 14 anos, terem recebido metade dos salários a que tinham direito, que a CGD lhes pretendeu usurpar. Fui-me certificar se o Mindelo era aquela povoação perto de Vila do Conde que tinha uma bela praia. Era. Suspirei de alívio... afinal não era na China.

PS: Regresso à realidade de boa saúde e calminho, mas já vi que entrar novamente no mundo das notícias, vai requerer muitos cuidados... Ahhh! E já ando com saudades de visitar os vossos blogs. Amanhã, vou dedicar parte do dia a cumprimentar-vos.

A hora do adeus

Esta manhã despedi-me dos passaritos que diariamente vinham ter comigo ao alpendre para partilhar o meu pequeno almoço. Foi um adeus triste. Quando lhes atirei as últimas migalhas de pão senti algo de estranho. Foi como despedir-me de uns amigos com quem compartilhei dias magníficos, e que não voltarei a ver.
Ao fim da tarde vou ouvir, pela última vez, os sons do crepúsculo alentejano e à noite dizer adeus à Lua com quem partilhei momentos de indescritível prazer.
Amanhã, bem cedo, vou aterrar na cidade que nos corrompe aos poucos, com a sua poluição, o seu trânsito caótico, as suas rotinas desesperantes.
Há muito tempo que não tinha a possibilidade de viver cinco dias com a Natureza, de sentir o seu pulsar calmo, as suas cores genuínas, a sua brisa refrescante.
Estava a precisar deste repouso como de pão para a boca e nem uma ida de urgência ao hospital a bordo de uma ambulância, na manhã de sábado, obnubilou estes dias de verdadeiro banquete para o espírito.
Regresso a Lisboa reconfortado, mas com a certeza de que apesar de todos os cuidados que sempre tomo para evitar a recaída provocada pela vida na cidade, vou voltar aos dias de stress, deixar-me possuir pela irascibilidade das notícias, lamentar-me por não ter tido nunca a coragem de recusar a vida urbana. À minha maneira vou voltar (espero…) a pensar que sou feliz.

PS: Peço desculpa por ainda não ter respondido aos comentários, mas a lentidão da “pen” banda larga da TMN é tão exasperante aqui “neste “ Alentejo, que o acesso às caixas de comentários se torna quase impossível. Amanhã, espero pôr a correspondência em dia. Desculpem…