Ser benfiquista dá azar!
Que o diga Telma Monteiro, a primeira desilusão portuguesa em Pequim.
Bi-campeã europeia, única judoca do Velho Continente a intrometer-se entre as asiáticas, era candidata ao pódio em Pequim. O azar bateu-lhe à porta quando se “alistou” na agremiação encarnada. Primeiro foi uma lesão grave que a impediu de se treinar e a afastou da defesa do título europeu em Lisboa. Depois foi a prestação desastrosa perante uma espanhola que lhe é inferior. Resultado: quedou-se pelo nono lugar.
Finalmente, para justificar o seu desaire, acusou as arbitragens, numa demonstração de que já encarnou, plenamente, a maneira de viver benfiquista. Lamentável!
É melhor que Telma se habitue à ideia de que nas Olimpíadas não há Abreus a fazer fretes aos encarnados...
Quanto às leitoras do CR, simpaizntes do clube da Luz, deixo um conselho: afastem-se, porque por ali anda mau olhado. Será o vosso adorado Quique?
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Rescaldo de Pequim (2)
O que se viu no Ninho de Pequim foi uma manifestação exuberante da criatividade chinesa. Dentro de 4 anos, em Londres, vamos todos lembrar a grandiosidade desta cerimónia de inauguração em Pequim e, inevitavelmente, sentiremos saudades.
Perceberemos, então, que a velha e relha Europa, habituada a ver os outros povos à luz do seu umbigo, pouco mais terá a dar ao mundo do que uma sociedade de consumo inebriada pelas delícias das novas tecnologias, mas prisioneira de estereótipos, que não deixam espaço ao sonho e à criatividade
A China despertou, há pouco mais de duas décadas, do seu isolamento e rapidamente se apressou a mostrar ao mundo que o homem não pode perder a capacidade de sonhar. Apesar de todas as contradições do regime chinês, do desrespeito pelos direitos humanos, da falta de democracia interna, o que ficou provado na passada sexta-feira foi que a China significa futuro, enquanto a Europa se atola no passado. E-é bom não esquecer - a centelha de criatividade que ainda resta na Europa deve-se, em grande parte, a orientais que estão cá a trabalhar.
Mergulhados na batalha da produção, que tem como único objectivo encher os seus cofres, a Europa perdeu capacidade de sonhar e inovar. Pode ter as patentes da inovação, mas tem poucos cérebros a liderá-la.
A Europa sofre de Alzheimer e enquanto não encontrar antídoto para a doença, continuará a envelhecer de forma grotesca. Terá a China piedade de nós?
Vários líderes mundiais assistiram à cerimónia (entre eles Bush e Sarkozy) no meio do público e ao seu nível - um pormenor que a muitos terá passado despercebido mas que encerra grande significado.
Terão aprendido a lição? Terão percebido que não será através de palavras que evitarão que este seja o século da China?
Se perceberam, é fundamental que metam mãos à obra e repensem o modelo económico e social calamitoso em que atulharam o ocidente. E é melhor que ajam rápido, pois muito terão a fazer para alterar o que se avizinha.
Napoleão, em 1816, já deixara o aviso. ao afirmar "Quando a China acordar, o mundo estremecerá". A China já acordou... mas por agora só em termos económicos.
Perceberemos, então, que a velha e relha Europa, habituada a ver os outros povos à luz do seu umbigo, pouco mais terá a dar ao mundo do que uma sociedade de consumo inebriada pelas delícias das novas tecnologias, mas prisioneira de estereótipos, que não deixam espaço ao sonho e à criatividade
A China despertou, há pouco mais de duas décadas, do seu isolamento e rapidamente se apressou a mostrar ao mundo que o homem não pode perder a capacidade de sonhar. Apesar de todas as contradições do regime chinês, do desrespeito pelos direitos humanos, da falta de democracia interna, o que ficou provado na passada sexta-feira foi que a China significa futuro, enquanto a Europa se atola no passado. E-é bom não esquecer - a centelha de criatividade que ainda resta na Europa deve-se, em grande parte, a orientais que estão cá a trabalhar.
Mergulhados na batalha da produção, que tem como único objectivo encher os seus cofres, a Europa perdeu capacidade de sonhar e inovar. Pode ter as patentes da inovação, mas tem poucos cérebros a liderá-la.
A Europa sofre de Alzheimer e enquanto não encontrar antídoto para a doença, continuará a envelhecer de forma grotesca. Terá a China piedade de nós?
Vários líderes mundiais assistiram à cerimónia (entre eles Bush e Sarkozy) no meio do público e ao seu nível - um pormenor que a muitos terá passado despercebido mas que encerra grande significado.
Terão aprendido a lição? Terão percebido que não será através de palavras que evitarão que este seja o século da China?
Se perceberam, é fundamental que metam mãos à obra e repensem o modelo económico e social calamitoso em que atulharam o ocidente. E é melhor que ajam rápido, pois muito terão a fazer para alterar o que se avizinha.
Napoleão, em 1816, já deixara o aviso. ao afirmar "Quando a China acordar, o mundo estremecerá". A China já acordou... mas por agora só em termos económicos.
Abriu-se a caixa de Pandora?
Já aqui critiquei, diversas vezes, o apoio da UE à independência do Kosovo. Afirmei então, que se abrira uma caixa de Pandora com consequências imprevisíveis e chamei a atenção para o que poderia acontecer na Geórgia, na sequência do movimento separatista da Ossétia do Sul e da Abecássia, adormecido desde 1995- mas que poderia reacender-se a qualquer momento, pois aqueles territórios vivem em independência não oficial desde aquela data.
A prova de que não estava a ser alarmista aí está: Rússia e Geórgia entraram em guerra, por causa da Ossétia do Sul, a poucos meses de a Georgia poder vir a entrar na NATO.
Por agora, parece que a opinião pública não dá muito relevo à questão. Talvez porque o conflito seja longe (não tão longe como a fronteira de Xinjiang onde morreram 16 militares chineses, vítimas de atentado islâmico, fica de Pequim...).
A verdade, porém, é que em três dias já ultrapassa os dois mil o número de mortos e não adianta criticar a Rússia, quando se apoiou a invasão do Iraque!
Foi na Geórgia que nasceu Estaline. Saakhashvilli é um líder moldado na escola americana que os europeus da estirpe Barroso muito admiram. Saiu-lhes o tiro pela culatra. Agora talvez seja tarde para tentar fechar a caixa de Pandora...
A prova de que não estava a ser alarmista aí está: Rússia e Geórgia entraram em guerra, por causa da Ossétia do Sul, a poucos meses de a Georgia poder vir a entrar na NATO.
Por agora, parece que a opinião pública não dá muito relevo à questão. Talvez porque o conflito seja longe (não tão longe como a fronteira de Xinjiang onde morreram 16 militares chineses, vítimas de atentado islâmico, fica de Pequim...).
A verdade, porém, é que em três dias já ultrapassa os dois mil o número de mortos e não adianta criticar a Rússia, quando se apoiou a invasão do Iraque!
Foi na Geórgia que nasceu Estaline. Saakhashvilli é um líder moldado na escola americana que os europeus da estirpe Barroso muito admiram. Saiu-lhes o tiro pela culatra. Agora talvez seja tarde para tentar fechar a caixa de Pandora...
Rescaldo de Pequim(1)
Não abri a boca de espanto com a cerimónia inaugural dos JO de Pequim, porque já esperava algo de grandioso que me ficasse na retina durante muito tempo.
Guardo na memória alguns dos momentos mais marcantes das cerimónias olímpicas. Na passada sexta-feira acrescentei dois momentos grandiosos. O globo terrestre e o ginasta que acendeu a chama olímpica.
Vivi no Oriente tempo suficiente para não me surpreender com a grandiosidade da cerimónia de abertura (fico a aguardar,com expectativa, a cerimónia de encerramento).
Muitos europeus que continuam a olhar para a China como o país das Lojas de 300,dos restaurantes chineses, ou das “very tipical ChinaTowns” espalhadas pelo mundo, é que podem ter ficado espantados, porque a sua ignorância e pesporrência não lhes permite ir mais além.
Queiramos ou não admiti-lo, a China é um país com um futuro pujante por duas razões muito simples: pela força do seu povo e porque perdeu o respeito ao Ocidente. Já percebeu que as críticas ocidentais à violação dos direitos humanos são apenas para europeu ver. Percebeu isso em 1989, depois dos acontecimentos de Tian An Men. Ameaça de boicotes, críticas, seja o que for, passa ao lado não só dos dirigentes chineses, mas também do povo. Já todos perceberam na China que a Europa não está disposta a abdicar de um mercado de 1,3mil milhões de consumidores, nem da mão de obra barata, por causa dessa “minudência” dos direitos humanos. A única coisa que interessa aos europeus é o mercado e o resto são tretas. Os chineses devem rir-se baixinho das críticas que o ocidente dirige ao seu regime.
Guardo na memória alguns dos momentos mais marcantes das cerimónias olímpicas. Na passada sexta-feira acrescentei dois momentos grandiosos. O globo terrestre e o ginasta que acendeu a chama olímpica.
Vivi no Oriente tempo suficiente para não me surpreender com a grandiosidade da cerimónia de abertura (fico a aguardar,com expectativa, a cerimónia de encerramento).
Muitos europeus que continuam a olhar para a China como o país das Lojas de 300,dos restaurantes chineses, ou das “very tipical ChinaTowns” espalhadas pelo mundo, é que podem ter ficado espantados, porque a sua ignorância e pesporrência não lhes permite ir mais além.
Queiramos ou não admiti-lo, a China é um país com um futuro pujante por duas razões muito simples: pela força do seu povo e porque perdeu o respeito ao Ocidente. Já percebeu que as críticas ocidentais à violação dos direitos humanos são apenas para europeu ver. Percebeu isso em 1989, depois dos acontecimentos de Tian An Men. Ameaça de boicotes, críticas, seja o que for, passa ao lado não só dos dirigentes chineses, mas também do povo. Já todos perceberam na China que a Europa não está disposta a abdicar de um mercado de 1,3mil milhões de consumidores, nem da mão de obra barata, por causa dessa “minudência” dos direitos humanos. A única coisa que interessa aos europeus é o mercado e o resto são tretas. Os chineses devem rir-se baixinho das críticas que o ocidente dirige ao seu regime.
Subscrever:
Mensagens (Atom)