quinta-feira, 31 de julho de 2008

BINGO!!!( e linha...)

Hoje, às 9h47m anunciava aqui, no CR, que a minha aposta sobre o conteúdo do discurso do PR seria o Estatuto dos Açores. Às 20h02m via a minha previsão confirmada.
Às 20h10m ouvi um grande Ohhhhhh! de desconsolo ecoar pelo país. Em uníssono, o povo confirmava o que eu também tinha previsto no mesmo post: a montanha vai parir um rato. E não é que pariu?
Mas atenção, porque o discurso de Cavaco Silva não foi tão inócuo quanto se possa pensar. Foi um anúncio de algo que se avizinha. Se tiver tempo e pachorra, amanhã descodifico isto, mas creio que quem viu a maneira célere como Manuela Ferreira Leite - oportunista e pouco séria- se apressou a vir para as câmaras de televisão apaparicar o PR, sabe certamente o que pretendo dizer. Portugal merecia mais do que esta aliança do "five o'clock tea" em que MFL e o PR apostam para o futuro.

Em tempo: o meu amigo Pedro Correia do Corta-Fitas tem toda a razão quando escreve que Portugal só é europeu no mapa.
Ah! e não se esqueçam de reparar na etiqueta deste post. É que em 2 dias vi confirmadas três pevisões que aqui fizera. É obra!!!

O Eucalipto vermelho



O eucalipto tem, como principal característica, secar tudo à sua volta e apresenta várias espécies. Aquela que mais recentemente chegou a Portugal foi o eucalipto vermelho. Originário da Austrália, foi importado por um industrial de pneus que chegou a presidente do Benfica. Felizmente não abunda em Portugal, mas o exemplar mais conhecido está plantado em Lisboa, na segunda circular e tem uma característica peculiar: seca tudo que a Norte do país lhe tente impedir o crescimento.
As primeiras tentativas não tiveram grande êxito. Apesar de envidar todos os esforços para acabar com as ligas de basquetebol e andebol, não teve grande sucesso. Experimentou depois o futsal. Secou o Freixieiro, apropriando-se dos seus jogadores e formando a sua própria equipa. Agora, perdido o campeonato, tenta reconquistá-lo secando o Belenenses com jogos de secretaria.
No futebol, é o que se sabe. Secou o Boavista e tenta secar o FC Porto, única equipa que resiste à sus destruição avassaladora.
No ciclismo, não conseguindo vitórias apesar do orçamento investido na plantação de corredores, secou a LA- MSS, da Maia, engendrando uma história de doping que está muito mal contada. Com efeito, não se percebe como é que o eucalipto vermelho, apesar de ter tido dois casos de doping durante a última época e outro escondido pela Federação, já este ano, continua a poder participar nas provas realizadas em Portugal e a LA-MSS foi proibida de correr. Ah, pois, eles ganhavam tudo!
O eucalipto vermelho detesta concorrência que lhe seja superior, pelo que provoca graves danos ambientais. Num país tão preocupado com a protecção do ambiente, não se percebe muito bem que, para além do crescimento dos PIN ( predadores turísticos e industriais) ainda seja permitida a proliferação desta espécie de eucalipto tão nociva.
Certamente ( tal como acontece com os PIN) haverá um forte interesse nacional que o justifique! O mesmo interesse que abafa alguns encontros comprometedores do eucalipto vermelho com dirigentes de topo das Federações e Ligas.
Consta que o eucalipto vermelho, cansado de perder no hóquei em patins, também estará a preparar uma golpada paar poder impôr-se nessa modalidade.
Tenho dúvidas é que quando o eucalipto vermelho tentar atravessar a segunda circular em direcção a Alvalade, permaneça impune. Ai, outros interesses se levantarão e o eucalipto vermelho será finalmente erradicado.
Nessa altura, o eucalipto vermelho dirá “ mas eu sou o dono da bola( e da bicicleta e do taco de bilhar e do stick, etc) e por isso acabou-se o jogo” .Uma psicóloga amiga afiançou-me que este comportamento é típico de pessoas que, em crianças, sempre brincaram sozinhos e se masturbaram até muito tarde diante de revistas da Palyboy. Não me conseguiu explicar é como esse comportamento infantil se manifesta de igual modo em algumas plantas, como o eucalipto vermelho...

A senhora juíza

Ana Gabriela Freitas proferiu uma sentença extraordinária! Para justificar a condenação de meia dúzia de ciganos, não se coibiu de tecer apreciações a toda a etnia cigana, rotiulando-a de gente " com pouca higiene... subsidiodependente.... e traiçoeira".

Não pensem que AGF é o nome da minha empregada de limpeza, da empregada da tasca da esquina, da senhora que vende castanhas e gelados aqui no Saldanha, ou de uma analfabeta. Não! Ana Gabriela de Freitas é juíza em Felgueiras e lavrou em sentença estas palavras, olvidando uma das mais elementares regras da urbanidade.
Não satisfeita, AGF ainda escreveu esta pérola: não se vislumbra "a menor razão para acolher a rábula da 'perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!".
Imaginam o que me aconteceria se aqui escrevesse que AGF é pateta e generalizasse a afirmação a todos os juízes deste país?
Mas a juíza AGF tem outras singularidades, como defender em Tribunal que não era seguro afirmar que Fátima Felgueiras tivesse fugido para o Brasil.
O caso de Ana Gabriela de Freitas não é unico. Quem tiver tempo e pachorra de percorrer algumas comarcas deste país a ler sentenças de alguns juízes, vai pasmar! Não haverá quem acabe com a impunidade de algumas cabeças deformadas investidas na missão de julgar?
É que ser juiz em Portugal, hoje, não é prestigiante, tão extenso é o rol de situações caricatas. E uma justiça desprestigiada e desrespeitada, nunca pode exercer a sua função com dignidade e elevação.
Se nos tribunais as coisas se passam assim, quem se admira que a justiça desportiva seja vista como uma pirraça de putos, em luta pelos cromos dos seus jogadores de eleição?

Em tempo: Fui na conversa e meti o pé na argola. Afinal, a sentença referia-se exclusivamente aos arguidos e não a toda a comunidade cigana. Que eu me engane, é como o outro... agora que vários jornais e rádios tenham dado notícia, sem comprovarem o que estavam a escrever, é que não me passava pela cabeça. Outros tempos.... Assim sendo, e para que conste, AGF não violou o DL 111/2000, pelo que este post deixou de ter sentido. Poderia tê-lo retirado "de fininho", mas achei "de mais homenzinho" dar a mão à palmatória e pedir desculp aos leitores por os ter induzido em erro.

Há coisas fantásticas, não há?

Ontem, uma das notícias mais badaladas na comunicação social indígena era a da "censura" feita pela China a alguns sites na Internet durante os Jogos Olímpicos.
Ora vejam o que eu escrevi no dia 8 de Maio aqui Sou eu que sou bruxo, ou a comunicação social portuguesa anda muito distraída para só agora vir falar no assunto?

Cavaco fala ao País

Inesperadamente, Cavaco Silva anunciou que vai falar ao país às 20 horas. Se o PR interrompe as férias para falar aos portugueses, provavelmente tratar-se-á de algo importante. Toda especulação sobre o que irá dizer é possível. Não creio que as declarações de João Cravinho, ou a demissão de Fragateiro do Teatro Nacional D. Maria II, justifiquem a intervenção do PR.

A minha aposta vai para a declaração de inconstitucionalidade do Estatuto dos Açores. Cavaco terá achado que era oportuno, depois da decisão do Tribunal Constitucional, explicar aos portugueses a decisão de enviar par o TC um diploma que fora aprovado por unanimidade na AR. Penso que não valia a pena maçar-se com isso. A maioria dos portugueses está-se marimbando para o Estatuto dos Açores, não sabe o que ele implica, nem sente que seja um problema seu.
As razões avançadas por João Villalobos no Corta-fitas parecem-me, por isso, merecer alguma atenção
Até às 20 horas, a especulação vai crescer mas, em minha opinião, " a montanha vai parir um rato". A ver vamos

Dicionário do Rochedo (11)

Concorrência- Na sociedade libero- global, esta palavra adquiriu um novo significado. Em economês significa grandes benefícios para os consumidores, que poderão adquirir produtos e serviços a preços mais baixos, graças ao milagre da regulação. Como o milagre não aconteceu e já Sain Simon contara, a concorrência degenerou em novos monopólios, cada vez mais fortalecidos a que se juntou a especulação. O resultado está à vista: produtos alimentares , petróleo, serviços públicos essenciais e tudo o resto estão mais caros, enquanto os salários - esses sim- encolheram.