Ana Gabriela Freitas proferiu uma sentença extraordinária! Para justificar a condenação de meia dúzia de ciganos, não se coibiu de tecer apreciações a toda a etnia cigana, rotiulando-a de gente
" com pouca higiene... subsidiodependente.... e traiçoeira".Não pensem que
AGF é o nome da minha empregada de limpeza, da empregada da tasca da esquina, da senhora que vende castanhas e gelados aqui no Saldanha, ou de uma analfabeta. Não!
Ana Gabriela de Freitas é
juíza em Felgueiras e lavrou em sentença estas palavras, olvidando uma das mais elementares regras da urbanidade.
Não satisfeita, AGF ainda escreveu esta pérola: não se vislumbra "
a menor razão para acolher a rábula da 'perseguição e vitimização dos ciganos, coitadinhos!".Imaginam o que me aconteceria se aqui escrevesse que
AGF é pateta e generalizasse a afirmação a todos os juízes deste país?
Mas a juíza
AGF tem outras singularidades, como defender em Tribunal que não era seguro afirmar que
Fátima Felgueiras tivesse fugido para o Brasil.
O caso de
Ana Gabriela de Freitas não é unico. Quem tiver tempo e pachorra de percorrer algumas comarcas deste país a ler sentenças de alguns juízes, vai pasmar! Não haverá quem acabe com a impunidade de algumas cabeças deformadas investidas na missão de julgar?
É que ser juiz em Portugal, hoje, não é prestigiante, tão extenso é o rol de situações caricatas. E uma justiça desprestigiada e desrespeitada, nunca pode exercer a sua função com dignidade e elevação.
Se nos tribunais as coisas se passam assim, quem se admira que a justiça desportiva seja vista como uma pirraça de putos, em luta pelos cromos dos seus jogadores de eleição?
Em tempo: Fui na conversa e meti o pé na argola. Afinal, a sentença referia-se exclusivamente aos arguidos e não a toda a comunidade cigana. Que eu me engane, é como o outro... agora que vários jornais e rádios tenham dado notícia, sem comprovarem o que estavam a escrever, é que não me passava pela cabeça. Outros tempos.... Assim sendo, e para que conste, AGF não violou o DL 111/2000, pelo que este post deixou de ter sentido. Poderia tê-lo retirado "de fininho", mas achei "de mais homenzinho" dar a mão à palmatória e pedir desculp aos leitores por os ter induzido em erro.