quarta-feira, 30 de julho de 2008

Pelo país dos blogs (22)

A Blue fez ontem um post sobre as atrocidades na Colômbia que merece a pena ser lido. É mais uma voz a juntar a sua indignação às atrocidades de Uribe e da sua polícia, que tem dizimado milhares de sindicalistas e opositores ao regime colombiano.
É curioso que com tanta gente na blogosfera a criticar Chavez - que não consta ter matado ou mandado matar os seus opositores - acusando-o de ditador, louco e outros epítetos similares, sejam muito poucas as vozes na bologosfera a denunciar o que se passa na Colômbia.
O mesmo se pode dizer em relação à comunicação social que, por razões aparentemente insondáveis, se remete a um cobarde silêncio.
No dia em que Chavez, Lula, ou Morales, prenderem alguns opositores, multiplicar-se-ão os posts críticos da blogogaita bushiana, a imprensa fará chamadas de primeira página e a restante comunicação social abrirá os seus espaços noticiosos com a notícia.
Em Portugal, deve ser politicamente incorrecto criticar Uribe, esse paladino da liberdade que libertou Ingrid Bettencourt ( que estranhamente também não diz uma palavra sobre o assunto) e mais 3 reféns americanos a troco- ao que consta na imprensa internacional, mas que também é tabu na comunicação social portuguesa- de 20 milhões de dólares para os cofres da FARC.
Na impossibilidade de transcrever um excerto do post da Blue, aqui fica o link. para o Bluevelvet( o título do post: O Reverso da Medalha)
Vale a pena ler, pois é o excerto de um relatório da Amnistia Internacional sobre o regime sanguinário de Uribe que a comunicação social e alguma blogosfera insistem em apresentar como democrático.

A Revelação: sim, já fui corrompido!

Então, foi assim que tudo se passou...
Eu estava há pouco tempo em Espanha e conhecera-a num fim de semana em Granada, através de amigos comuns. Deixei-me seduzir por aqueles olhos verdes que me faziam lembrar o mar do Guincho em fim de semana de Outono e arranjei um pretexto para a ir visitar na semana seguinte a Córdoba.
Fomos jantar a um restaurante no centro histórico. Ela sugeriu que pedíssemos de entrada umas amêijoas. Não me apetecia muito amêijoas, naquele dia, mas ao fixá-la nos olhos em busca de uma alternativa, não resisti àquele verde olhar doce, emoldurado por longos cabelos negros, formando um conjunto que me cheirava a maresia. Não tive, pois, coragem para contrariar a sugestão, apesar de ter fortes argumentos para o fazer.
Comemos as amêijoas, dividimos um prato qualquer de carne que já não me lembro, ela comeu uma daquelas sobremesas supercalóricas e tomámos café.
Depois de paga a conta e termos acertado “vamos até lá casa beber um whiskey enquanto vês a minha colecção de selos”, levantei-me. Sem perceber muito bem como, fui violentamente atacado. O estômago fechou-se num aperto e devo ter deixado escapar um esgar de dor ou de vergonha, quando percebi que umas algemas me tolhiam os movimentos, impedindo-me de ir a qualquer sítio. Ela olhou para mim atónita, enquanto me via correr para a casa de banho.
A colecção de selos teve que esperar e o whiskey aproveitou para envelhecer um pouco mais no bar da sala. Em vez disso, tive que ir a correr para a farmácia, onde me receitaram alguns medicamentos para que a coisa passasse.
Dois dias depois, quando cheguei ao trabalho, fui interpelado pelos colegas:
- Então porque é que não vieste trabalhar ontem?
Imaginam os leitores o desconforto que senti naquele momento? Mas lá engoli em seco e respondi, em nome da verdade, que tinha sido corrompido... Poderia ter dito que tivera uma intoxicação alimentar, mas isso seria faltar à verdade, pois eu não ingerira nenhum produto tóxico, mas sim um produto alimentar corrupto. Ou seja, comera um produto ( no caso concreto amêijoas - e lembro que basta uma para nos corromper) que entrara em decomposição ou continha germes próprios de produtos podres. Se o produto estivesse crú, teria detectado facilmente o problema, mas como o comi já cozinhado não observei qualquer anormalidade e só passadas cerca de duas horas os meus intestinos me avisaram, com estrépito, que fora corrompido de forma vil.
Por isso, não se assustem, mas por favor nunca “obriguem” ninguém a comer amêijoas em Agosto num restaurante em Córdoba. E nada de inventar desculpas e dizer que a culpa foi do Califa...

Adivinhações

Ao tentar encontrar resposta para o deafio que a Patti me lançou hoje, fiz uma descoberta.

Escrevi isto no dia 20 de Novembro de 2007. Até pareço bruxo!

Aditamento: Patti, o desafio que me lançou não é de resposta fácil, mas amanhã apresentarei a solução