sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sabem o que é jornalismo?

Quando os jornalistas confundem um parecer (não vinculativo) com a ratificação de uma decisão tomada por um órgão, das duas uma: ou as escolas de jornalismo andam a formar imbecis, ou há muita má-fé da parte de quem escreve.

Sou admirador confesso do Professor Freitas do Amaral, de quem fui aluno na Faculdade de Direito, pelo que respeito a sua opinião. No entanto, o não menos respeitável Professor Marcelo Rebelo de Sousa é de opinião contrária à de Freitas do Amaral e considera as decisões da reunião do CJ "inexistentes". Respeito igualmente a sua opinião, embora uma me convenha mais do que outra.

Alguns jornalistas, inebriados com o parecer que favorece as suas cores clubísticas, esqueceram o fundamental. Quem vai decidir , em última instância, é o Tribunal Administrativo. O resto, são apenas pareceres. A diferença é que Freitas do Amaral foi pago ( até vai publicar um livro tão desvanecido está com a qualidade do seu próprio parecer) e Marcelo Rebelo de Sousa deu o parecer à borla.

Quando os jornalistas não entendem ( ou não querem entender) isto, o jornalismo não se recomenda. É apenas opinião. E opinião, cada um tem a que quer. Para isso existem os blogs e as colunas de opinião. Os jornais devem dar notícias. Os jornalistas devem garantir que elas seja isentas, verídicas e fundamentadas. Não misturem tudo, faz favor!

Sugestões para uma noite de Verão (2)



Porque se chama ao Verão “silly season”? A tentativa de dar resposta a esta questão pode ser encontrada no exercício que lhes proponho:
Os concorrentes agrupam-se em duas equipas com um máximo de 3 jogadores de cada lado.
Os jogadores de cada equipa vão elencando, numa folha de papel, casos ocorridos durante o Verão que sejam dignos de ser considerados típicos da “silly season” (Atenção! Não vale recorrer aos posts deste blog).
A equipa vencedora será a que conseguir enumerar mais casos. Para aguçar a imaginação, será também escolhido um vencedor individual, a quem será atribuído o “Prémio Pateta”. Para ganhar este prestigiado prémio, o vencedor terá que ser escolhido entre todos os jogadores, como o que apresentou o caso mais original .
A título meramente exemplificativo, aqui lhes deixo uma foto que tirei na Plaza Dorrego ( Buenos Aires) e que explica como um turista também pode ser, a troco de um punhado de pesos, protagonista da “silly season”.




Bom fim de semana e divirtam-se!

Post parvo e só para adultos!


(Não aconselhável a pessoas sensíveis)

Ano passado, a DECO lançou uma campanha denominada “Vamos acabar com os pontos negros”.
Por razões que adiante explicarei, achei mal.
Um destes dias li no “Metro” que Manuel João Ramos,ex- vereador da CML e presidente da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M) discorda da definição de pontos negros adoptada pela DGV, porque “não é ética e sacrifica vidas humanas”.
Estou de acordo. A definição da DGV é um pouco sádica e, pessoalmente, também tenho sido vítima de uns pontos negros que nada têm a ver com aqueles de que falam a extinta DGV e a DECO.
Os pontos negros de que falo não matam, mas doem. Não estão nas estradas, mas sim nas minhas costas. Mas se doem, porque não estarei eu de acordo com a campanha da DECO?
É simples. Tenho tirado, ao longo da vida, alguns benefícios dessa característica da minha pele. Quando ainda era jovem e as miúdas me diziam “Ena, tantos pontos negros!”, confesso que me sentia envergonhado e a minha vontade era desaparecer. Cheguei a confessar a um médico o incómodo que me causavam no relacionamento com as miúdas, mas ele explicou-me que nada havia a fazer, porque a sua profusão se devia às características da minha pele sul-americanizada.
Quando “amadureci” ( eu tenho sempre esta mania de que já sou um homem maduro, não liguem!) comecei a perceber que algumas mulheres adoram pontos negros.
Depois de... ( bem vocês sabem do que estou a falar) muitas namoradas em permanência ou apenas de passagem mostravam-se encantadas com a possibilidade de passar alguns minutos a espremer- me os pontos negros. “Deixa-me espremer !Deixa lá! É só um, vá!” E eu, naquele estado de modorra em que o corpo e a mente se aquietam depois daquilo que vocês sabem, lá ia na cantiga! Claro que atrás de um vinha outro e a coisa só parava quando eu, desperto do torpor, acabava por me impôr e punha fim à “reinação”.
Houve uma altura da minha vida em que cheguei a desconfiar que a minha característica de pele passava de boca em boca e comecei mesmo a imaginar quando uma namorada de ocasião ia com uma amiga à casa de banho e me deixavam a sós, a conversa que se travava entre elas
“ Não me digas ! Se ele tem assim tantos, deixa-me só dar uma voltinha! Vá lá, é só um bocadinho... eu prometo que não espremo todos...”
As coisas podiam não se passar exactamente assim, mas a verdade é que a avaliar pelas situações em que depois de uma ida à casa de banho, as amigas das minhas "namoradas" passavam umas horas a escrutinar as minhas costas, me levaram a imaginar que assim fosse.
O reverso da medalha foi começar a pensar que as mulheres saíam comigo pelo supremo prazer de me aliviarem as costas de uns quantos pontos negros.
Isso não impediu que algumas vezes me tivesse sentido tentado a exibir despudoradamente as minhas costas a algumas mulheres que eu gostava que fossem minhas namoradas. Contive-me sempre, mas perdi a hipótese de confirmar o sucesso da estratégia.
Pronto, esta CENA é parva, mas que querem? É este Verão do Porto que me põe assim!

Dia de Inverno com propostas de Verão

Embora o tempo pelo Porto esteja mais parecido com um dia de Inverno, não me esqueci que hoje é dia de "Sugestões para uma noite de Verão". Até já!