
Se o caso Maddie fosse tema de seriado americano, ou de filme do “Dirty Harry”, certamente que um dia destes haveria um polícia a desenterrar o processo e a descobrir toda a verdade. Não é que não tenha esperança em saber um dia o lado B de toda esta história, mas duvido é que ela venha a ser divulgada graças à acção de um polícia inconformado. Na vida real as coisas resolvem-se com mais "subtileza", porque valores mais altos se levantam .E por aqui me fico...
O que de mais preocupante ressalta em volta do desaparecimento de Maddie, não é o ( para mim aparente) falhanço da PJ. Verdadeiramente preocupante é perceber, dia a dia, que vivo num país onde o acesso à justiça está condicionado por outros valores, a saúde é vista como um luxo sóao alcance de alguns, a educação está refém das estatísticas, o ambiente e a cultura são peças decorativas descartáveis nas opções governativas.
O caso Maddie é mais uma peça desconchavada no cenário de uma justiça que surge aos olhos dos cidadãos mutilada na sua essência: a descoberta da verdade. Vejam-se, por exemplo, os recursos ( financeiros, técnicos e humanos) postos à disposição de uma equipa de élites para desvendar os casos de corrupção desportiva. E nem invoco o argumento de que haveria coisas muito mais importantes a desvendar pela justiça do que a pretensa corrupção no futebol, com epicentro a Norte. Limito-me a constatar que a tão badalada operação “Furacão” está prestes a ser reduzida a pó; que ainda não sabemos se a mãe de Joana é realmente culpada do desaparecimento da filha; que o caso Esmeralda se arrasta há tempos sem fim, pondo em causa o futuro da criança; que não se vislumbram grandes sucessos no processo Casa Pia; que naquele “processo exemplar” do Apito Dourado, que serviria de exemplo ao país, não houve um único condenado por corrupção, mas sim por delitos menores ( de que não estavam inicialmente acusados, sublinhe-se...) que são tão comezinhos em Portugal, como beber um copo de água numa tarde de estio.
Sinto-me a viver num país à espera de alguém que do alto do poder que a União Europeia lhe conferiu, pronuncie um dia o fatídico e decisivo despacho: “Arquive-se! Portugal é um caso sem solução à vista.”
O que de mais preocupante ressalta em volta do desaparecimento de Maddie, não é o ( para mim aparente) falhanço da PJ. Verdadeiramente preocupante é perceber, dia a dia, que vivo num país onde o acesso à justiça está condicionado por outros valores, a saúde é vista como um luxo sóao alcance de alguns, a educação está refém das estatísticas, o ambiente e a cultura são peças decorativas descartáveis nas opções governativas.
O caso Maddie é mais uma peça desconchavada no cenário de uma justiça que surge aos olhos dos cidadãos mutilada na sua essência: a descoberta da verdade. Vejam-se, por exemplo, os recursos ( financeiros, técnicos e humanos) postos à disposição de uma equipa de élites para desvendar os casos de corrupção desportiva. E nem invoco o argumento de que haveria coisas muito mais importantes a desvendar pela justiça do que a pretensa corrupção no futebol, com epicentro a Norte. Limito-me a constatar que a tão badalada operação “Furacão” está prestes a ser reduzida a pó; que ainda não sabemos se a mãe de Joana é realmente culpada do desaparecimento da filha; que o caso Esmeralda se arrasta há tempos sem fim, pondo em causa o futuro da criança; que não se vislumbram grandes sucessos no processo Casa Pia; que naquele “processo exemplar” do Apito Dourado, que serviria de exemplo ao país, não houve um único condenado por corrupção, mas sim por delitos menores ( de que não estavam inicialmente acusados, sublinhe-se...) que são tão comezinhos em Portugal, como beber um copo de água numa tarde de estio.
Sinto-me a viver num país à espera de alguém que do alto do poder que a União Europeia lhe conferiu, pronuncie um dia o fatídico e decisivo despacho: “Arquive-se! Portugal é um caso sem solução à vista.”

