
Imagine o seguinte cenário:
Um restaurante ( em qualquer ponto do país) afamado pela sua gastronomia e também pelos preços que pratica - caros!!!)
Na altura de tomar café, é-lhe apresentada uma vasta lista daquela bebida, com marcas de proveniências várias. Opta por uma chávena de Sagris da Papua , cujo preço é de 3€.
Recorde-se então de uma viagem que fez ano passado àquele país e da visita a algumas plantações de café, na zona de Madang, onde constatou as condições precárias em que trabalham os nativos que andam na apanha do café e soube que auferem a fabulosa quantia de 3 cêntimos à hora ( repito: TRÊS)!
Fazendo rapidamente as contas, chega à conclusão que um trabalhador da apanha do café na Papua Nova Guiné teria que trabalhar 100 horas para pagar um café naquele restaurante. Apesar de tudo, constata que a situação já é melhor, porque em 1992, o mesmo trabalhador precisava de 164 horas de trabalho. Se for optimista, conclui: vantagens da globalização!
O exercício que lhe proponho, para uma noite destas, é o seguinte:
Discuta com os seus amigos o verdadeiro significado da globalização, procurando ponderar vantagens e inconvenientes. De passagem, mostre que é uma pessoa bem informada sobre o assunto e fale-lhes de algumas marcas prestigiadas, com fábricas no Vietname, cujos trabalhadores vivem em condições sub-humanas; dos trabalhadores que certas empresas americanas, muito reputadas internacionalmente, recrutam na China e mantêm como escravos nas suas instalações na ilha de Guam; do trabalho infantil que enche as montras das lojas com produtos que consumimos com prazer, indiferentes à miséria de quem os produz. Finalmente, fale aos seus interlocutores da experiência mundial do Comércio Justo.
Exercício alternativo: se considerar este exercício muito puxado, proponho que pegue nos suplementos de Verão de alguns jornais, ou leia a “Caras” . Sempre é um exercício mais sedutor e menos exigente!
Um restaurante ( em qualquer ponto do país) afamado pela sua gastronomia e também pelos preços que pratica - caros!!!)
Na altura de tomar café, é-lhe apresentada uma vasta lista daquela bebida, com marcas de proveniências várias. Opta por uma chávena de Sagris da Papua , cujo preço é de 3€.
Recorde-se então de uma viagem que fez ano passado àquele país e da visita a algumas plantações de café, na zona de Madang, onde constatou as condições precárias em que trabalham os nativos que andam na apanha do café e soube que auferem a fabulosa quantia de 3 cêntimos à hora ( repito: TRÊS)!
Fazendo rapidamente as contas, chega à conclusão que um trabalhador da apanha do café na Papua Nova Guiné teria que trabalhar 100 horas para pagar um café naquele restaurante. Apesar de tudo, constata que a situação já é melhor, porque em 1992, o mesmo trabalhador precisava de 164 horas de trabalho. Se for optimista, conclui: vantagens da globalização!
O exercício que lhe proponho, para uma noite destas, é o seguinte:
Discuta com os seus amigos o verdadeiro significado da globalização, procurando ponderar vantagens e inconvenientes. De passagem, mostre que é uma pessoa bem informada sobre o assunto e fale-lhes de algumas marcas prestigiadas, com fábricas no Vietname, cujos trabalhadores vivem em condições sub-humanas; dos trabalhadores que certas empresas americanas, muito reputadas internacionalmente, recrutam na China e mantêm como escravos nas suas instalações na ilha de Guam; do trabalho infantil que enche as montras das lojas com produtos que consumimos com prazer, indiferentes à miséria de quem os produz. Finalmente, fale aos seus interlocutores da experiência mundial do Comércio Justo.
Exercício alternativo: se considerar este exercício muito puxado, proponho que pegue nos suplementos de Verão de alguns jornais, ou leia a “Caras” . Sempre é um exercício mais sedutor e menos exigente!
