Repórteres de Verão
O Verão não traz apenas calor, férias e praia. Traz também incêndios e, com eles, notícias espantosas veiculadas por repórteres televisivos dotados de grande imaginação. Os jornais das 20 horas, da última terça- feira, foram pródigos em surpresas. Na RTP , uma ofegante ( apesar de estar parada) repórter dava notícias de um incêndio a lavrar na serra de Aire. Depois de enaltecer a acção dos bombeiros, invocou a providência divina que, aliada ao esforço dos bombeiros, “impediu que as chamas entrassem no distrito de Ourém”.
Desculpe lá, Ana Rita Freitas, mas essa de Ourém ter sido promovida a distrito deve ter sido milagre dos pastorinhos, ainda ufanos com a beatificação!
Melhor ainda esteve a TVI. Numa notícia sobre o incêndio em Castilla La Mancha ( imediatamente traduzido para Castela a Mancha!!!!) uma voz off , masculina, afirmava de forma peremptória, mas levemente emocionada: “Próximo de Guadalajara , as chamas fizeram 11 mortos, todos voluntários...” .
Eu já sabia que em Espanha há gente para tudo, mas voluntários para a morte é que nunca me ocorrera!
Admito que as intervenções destes dois repórteres tenham sido fortemente influencidas pela conferência que Mark Kramer proferiu há dias na Escola Superior de Comunicação Social. Advogando que a crise do jornalismo de imprensa- sentida em todo o mundo- pode ser ultrapassada com uma forma de escrever que esteja mais perto dos leitores, Kramer defendeu a ideia de um jornalismo narrativo que “prenda” os leitores à notícia. .
Caramba, senhores repórteres, também não é preciso exagerar! Jornalismo narrativo não é sinónimo de “criativo” ou “inventivo”! Por isso, o melhor mesmo, é reconduzir Ourém à sua condição de concelho e esclarecer os espectadores de que os 11 mortos de Guadalajara eram efectivamente voluntários, mas apenas enquanto bombeiros! Tanto quanto julgo saber, voluntários para a morte, apenas alguns radicais da Al –Qaeda ou organizações similares. Pelo menos para já!....
( Em 2005, foi assim. Este ano, como será?)
quarta-feira, 16 de julho de 2008
Pelo país dos blogs(20)
" ...Se eu tiver vontade de chorar, faz com que chore um dilúvio, mas que tenha saído de casa sem pintar os olhos.Para cada dia triste, dá-me uma montra com sapatos lindos.
Já que nunca pedi milagres, faz com que as minhas rugas sejam bem discretas.
Dá-me saúde, tempo livre e silêncio...
E que nunca falte perfume na minha carteira"...
Um pequeníssimo excerto da oração de uma mulher que só pode estar muito bem com ela própria e com a vida.
Vale a pena ler o resto em " Um Quarto de Fadas"
Já que nunca pedi milagres, faz com que as minhas rugas sejam bem discretas.
Dá-me saúde, tempo livre e silêncio...
E que nunca falte perfume na minha carteira"...
Um pequeníssimo excerto da oração de uma mulher que só pode estar muito bem com ela própria e com a vida.
Vale a pena ler o resto em " Um Quarto de Fadas"
Nuclear? Não, obrigado!
O mais importante da declaração de Vítor Constãncio não foi dizer que a crise ainda vai piorar, ou que o Governo não deve proceder a uma actualização de salários para compensar a perda de poder de compra dos portugueses. O que mais me arrepiou, foi a (quse) indiferença do Governador do Banco de Portugal ao afirmar que se deve ponderar a opção pela energia nuclear.
Constâncio junta a sua voz a Berlusconni e a alguns empresários que defendem o nuclear como solução para crise energética. É mais um a querer atirar-nos para um beco sem saída, onde acabaremos inevitavelmenet chamuscados.
Mais do que uma leviandade, a declaração de Constâncio confirma que há cada vez mais gente a pretender deixar aos filhos um planeta inabitável.
Constâncio junta a sua voz a Berlusconni e a alguns empresários que defendem o nuclear como solução para crise energética. É mais um a querer atirar-nos para um beco sem saída, onde acabaremos inevitavelmenet chamuscados.
Mais do que uma leviandade, a declaração de Constâncio confirma que há cada vez mais gente a pretender deixar aos filhos um planeta inabitável.
Previsões acertadas
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