sexta-feira, 11 de julho de 2008

Discursos de Salazar (2)- O estado da Nação


Portugueses!
Realizou-se ontem na Assembleia Nacional ( que os bolcheviques baptizaram de Assembleia da República) o debate sobre o Estado da Nação. Não compreendo, nem aceito muito bem, a necessidade de fazer esses debates. No meu tempo eu sabia sempre como estava a Nação, não precisava de discutir isso com os portugueses. Estes governantes, agora, são muito inseguros...
Claro que a Nação não está grande coisa. Está mesmo muito pior do que no meu tempo, por culpa do Marcelo que não fez nada do que eu lhe disse e deixou que os comunistas tomassem conta do país.
Não fosse aquela maldita cadeira que a Pulquéria debicou até ao tutano, provocando a minha queda ( eu sempre avisei a Maria que galinhas só nos jardins de S. Bento, mas ela era teimosa como um diabo e não me dava ouvidos...) e Angola ainda seria nossa. Perdemos as nossas colónias e fomos meter-nos com os europeus que não são gente nada recomendável, desde que os meus amigos Hitler, Mussolini e o trolaró do Franco deixaram o poder. Neles, podíamos confiar, mas estes são gente sem pulso e firmeza, que se deixou embalar pelo canto seráfico da democracia. O resultado está à vista...
A justiça é um pandemónio ( quando é que no meu tempo o Vale e Azevedo tinha fugido para Londres? E acham que os pais daquela menina que desapareceu no Algarve estariam agora a rir-se da polícia portuguesa se eu ainda mandasse em Portugal? A PIDE haveria de descobrir a verdade); a educação nem se fala! Quem os mandou pôr mulheres a dirigir o Ministério da Educação? As mulheres devem ficar em casa a aprender as artes digníssimas da costura e da culinária, a tratar dos filhos e a confortar os maridos que chegam a casa cansados depois de cumprirem o seu dever de servir o país. O dever delas para com a Pátria é garantir que os homens estejam sempre felizes e bem tratados, para melhor servirem Portugal.
O que mais me impressionou foi ouvir falar de pobreza. No meu tempo isso não existia. Havia sempre um caldito e um bocadito de pão seco com toucinho para todos. Mas também me quer parecer – e digo-o porque como os portugueses sabem, sempre fui um homem justo- que os portugueses estão mas é mal habituados. Já viram tantos automóveis? E para que é que precisam de andar com os telefones na mão? Não lhes chega terem telefone em casa? Isto para já não falar daqueles jovens que andam sempre com uns fios agarrados à cabeça . Parece que andam a fazer electroencefalogramas como os epilépticos. Que falta lhes faz a boa educação da Mocidade Portuguesa!
Bem, mas a verdade é que a Nação já esteve pior. Desde que está lá este rapaz, o Sócrates, as coisas andam melhor. Apesar de ser ainda novito, o rapaz tem pulso, tem convicções e é firme. Malha nos trabalhadores e enaltece os patrões. Gosto dele. Dizem que ele é socialista, mas eu não acredito. Era lá possível um socialista pôr os marçanos na ordem e dignificar o trabalho digno de quem lhes dá de comer empregando-os nas suas fábricas e empresas!

O actual sr.Primeiro Ministro, sem ter a escola da humildade que eu sempre cultivei, é um homem bem formado que até poderia refundar a União Nacional, se para tal lhe não faltasse a formação de base da Mocidade Portuguesa. Claro que para o fazer, teria que se desenvencilhar daquela senhora Ferreira Leite, porque a política, como já disse, não é lugar apropriado para as mulheres.
Eu sei que há muitos portugueses - instigados pelos comunistas e pelos jornais ( que falta faz a Censura!!!)- que andam por aí a dizer que o meu sucessor é aquele fedelho do Portas. São calúnias, para me denegrir! Acham que eu gostava de ver o país entregue àquele miúdo que gastou um dinheirão a lavar os dentes? E o dinheiro que ele gasta naquelas fatiotas? Chegavam-lhe muito bem dois pares de ceroulas. Eu não gosto de quem desperdiça dinheiro. Por isso é que aprecio o dr. Teixeira dos Santos... está a mostrar aos portugueses que o trabalho dignifica, cultiva o espírito e salva as almas. Os portugueses não devem exigir grandes salários, mas sim estar agradecidos por ter dinheiro para uma sopinha diária e para pagar as contribuições- esse sim , o dever de qualquer patriota.
Os portugueses reclamam muito da saúde. Sem razão, diga-se. Os portugueses não podem exigir esse luxo de terem sempre um médico à sua disposição quando estão doentes. Vou, por isso, dar um conselho ao engº Sócrates ( não é nome para um sr. Primeiro –Ministro, por mim chamavam-se todos Antónios...): dê-lhes com a PIDE ! Aqueles homens generosos e amantes da Pátria tratam da saúde dos portugueses num instante!



A Bem da Nação

Dicionário do Rochedo (2)

Arrumador ( ver tb moedinhas)- Indivíduo que anda à procura de condutores, para os obrigar a estacionar o carro num local onde o condutor não quer, ou que já enxergou antes de ver o moedinhas.
O nome destes arrumadores deriva de moeda, objecto que o condutor é obrigado a dar-lhe, em troca da garantia de que o seu carro não será riscado.
Trata-se de um negócio próspero, a avaliar pelo número de “moedinhas” que já usam telemóvel e MP3 ou i-pod

Conversas com o Papalagui (29)

- Então um grupo de cidadãos californianos decidiu propôr e submeter a referendo a atribuição do nome de George Bush a uma ETAR?
- Ah sim! E qual a razão?
- Diz que é para os americanos nunca se esquecerem da porcaria que ele fez.
- Acho mal! Deviam atribuir o nome do Bush mas era a um aterro para lixos e resíduos tóxicos.

Joseph Blatter, tenha pudor!

Este senhor, presidente da FIFA, dirige um organismo que ignora as leis dos Estados e impõe as suas próprias regras aos membros, ameaçando-os de expulsão caso recorram aos tribunais civis.

Blatter, como todos os dirigentes da FIFA - e também da UEFA- vive como um nababo à custa dos clubes que são obrigados a alimentar-lhe os vícios, recebendo como moeda de troca a ususrpação dos seus direitos.

A FIFA é uma espécie de Estado dentro dos Estados, impondo-lhes as regras na área do futebol e recusando-se a aceitar qualquer desvio às leis que criou.

Pois este homem teve a desfaçatez de acusar o Manchester United de estar a tratar Cristiano Ronaldo como um escravo, pela simples razão de o clube pretender que o jogador cumpra um contrato que assinou de livre vontade. Mais: o clube deixa-o sair mediante o cumprimento dos termos acordados entre as duas partes.

Sr. Blatter: tenha pudor, olhe para dentro do organismo que dirige e seja capaz de reconhecer que, se há escravatura no futebol, o senhor é o principal responsável pela sua existência. Caso seja necessário, coloco-me desde já à sua disposição para lhe mostrar meia dúzia de mercados de escravos a céu aberto que existem por essa Europa fora. Aqui em Lisboa, perto de minha casa, também há um. Basta o senhor qurer dar-se ao incómodo de se levantar às cinco da manhã, terei muito gosto em levá-lo até lá e mostrar-lhe como funciona. E já agora leve consigo o Cristiano Ronaldo, que manifestou total concordância com a sua afirmação.

Sabem que mais? Tenham pudor!