quarta-feira, 25 de junho de 2008
A pedrada do dia*
A D. Manuela deve andar a precisar de ler o “Rochedo das Memórias”! Já se esqueceu que foi ela quem iniciou a saga persecutória contra os funcionários públicos e lhes congelou os salários? Um dia destes ainda vem insurgir-se contra quem chamou aos jovens “geração rasca” ( eu sei que o original não lhe pertence, mas ela utilizou-o).
A líder do PSD disse que as obras públicas programadas pelo Governo são “um colossal erro político”.
Não disse quais- a D. Manuela primeiro diz as coisas e só depois pensa nelas- mas basta lembrar que Durão Barroso disse um dia que “ nem mais um quilómetro de estrada, nem aeroporto, nem TGV enquanto houver uma criança em listas de espera” e depois foi o que se viu. Não só voltou atrás, como se pirou para a UE, deixando o país entregue a um “naïf” que passou o tempo todo a queixar-se de ser mal tratado na incubadora.
Todos sabemos que o objectivo de Manuela Ferreira Leite não é ser líder do PSD , nem roubar o lugar a Sócrates, mas sim colocar-se na linha de sucessão de Cavaco. Mas, para isso, não lhe basta ser um Durão Barroso de saias.
* sem raiva, mas com memória
Pelo país dos blogs ( 14)
"... O "directo" do dr. Vale e Azevedo valeu seguramente por cinquenta colóquios e cem perorações inúteis sobre a justiça portuguesa porque a revelou. Não se viu nos seus olhos nem ressumou da sua boca qualquer sinal de impotência. Pelo contrário, os dois responsáveis pela justiça em Portugal - um político e o outro pela investigação - é que pareciam dois incrédulos amadores postos em sentido pela luxuosa "vítima". A culpa é dele?"
Leiam o resto In " Portugal dos Pequeninos" ( com link na coluna da direita). Assino por baixo.
Não à Indiferença!
Há coisas que revoltam e nos deixam desesperados pela impotência em lutar contra elas. Não é este o caso.
Cada um de nós pode fazer alguma coisa. Cada um de nós tem obrigação de denunciar esta situação. Cada um de nós tem o dever de perguntar, a quem de direito, a razão porque acontecem estas coisas. Cada um de nós tem o dever de exigir das seguradoras respeito e tratamento igual para todos os cidadãos. Cada um de nós tem o dever de exigir ao Estado que obrigue as seguradoras a serem empresas de bem. Nenhum de nós pode ficar indiferente!
Por isso, pergunto: para que servem os relatórios de responsabilidade social, em empresas com este tipo de comportamento?Adenda: parabéns ao Corta-fitas que, mais uma vez, mostrou que a blogoesfera ( ou o blogobairro, como preferirem) também é um espaço de soliadriedade.
The good, the bad, and the ugly
Rochedo das Memórias 59- O último conto de Fadas
1997:Assim se reescreve um conto de fadas. Era uma vez uma princesa que trocou o seu príncipe encantado por um plebeu... e não foram felizes para sempre! Sob um túnel de Paris encontraram a morte e o povo saiu à rua para a chorar. Diana entra na lenda pela porta errada dos contos de fadas. Dando a volta ao argumento, que desta vez não teve um final feliz.
Meses antes Hong- Kong voltara a ser da China. O "El Niño" passou o ano a fazer das suas, ateando fogos aqui e provocando inundações acolá.
No final do ano, em Santiago do Chile, reúnem-se organizações de consumidores de todo o Mundo para o último Congresso do século. Não faz sentido falar de globalização, quando as assimetrias entre os consumidores dos países ricos e pobres são gritantes. Em debate estão os grandes desafios do século XXI: os info excluídos, os alimentos transgénicos, o consumo ético, o acesso à justiça., o crédito ao consumo e o consumo sustentável.
No mundo da música elas é que mandam. São as "Spice Girls". A Internacional consumista é injusta... já ninguém se lembra das "Doce".
Na televisão, a SIC distribui os Globos de Ouro, mas quem os leva para casa é a RTP. Para que servem as audiometrias?
O sudeste asiático abala as Bolsas ocidentais, mas em Portugal ninguém se importa e as acções da EDP são disputadas quase a murro.
O café das manhãs de sábado sabe melhor, agora que apareceu o DNA, um suplemento do Diário de Notícias que é um prazer ler e saborear.
A sociedade de consumo tem um novo produto para venda: a máquina fotográfica digital. Adeus álbuns de fotografias, olá disquette! E a festa faz-se numa nova catedral. Chama-se Colombo e reclama ser o maior da Europa. Dança-se a "Valsa Lenta" em "Jardins Proibidos". O que nos está a fazer falta é "Um Paciente Inglês"...
