Foto roubada ao kremlinemlouresDo outro lado do Mundo, na China, a Revolução Cultural avança, mas em sentido contrário ao do mundo Ocidental. O exército e a juventude colocam-se ao lado de
Mao Tse Tung ( ou Zedong, em versão moderna...) na “revolução cultural e proletária” . A fórmula foi
“sui generis”: encerramento das escolas e universidades em toda a China e formação de grupos de “guardas vermelhos”. O resultado foi deslumbrante ( pelo menos para
Durão Barroso e alguns extremosos militantes de extrema esquerda, acantonados no
MRPP e satélites, que depois do 25 de Abril copiaram o modelo, "escaqueirando"a Faculdade de Direito e defendendo os valores e princípios do
Livro Vermelho): destruição de monumentos emblemáticos da milenar cultura chinesa, combate ao Confucionismo e “
limpeza geral dos vestígios do pensamento burguês capitalista”. O
“Livro Vermelho” tornou-se na verdade absoluta e indiscutível e algumas das suas citações serviram para decorar fábricas e edifícios onde a fotografia do grande líder ( Mao Zedong- não Durão Barroso, que é apenas líder da União Europeia) emergia omnipresente e veneranda. Graças a Deus e à URSS – cuja invasão Mao temia- o
Exército de Libertação Popular acordou com o grande timoneiro o fim da revolução Cultural em 1968. Infelizmente, em 1975,
Durão Barroso – apesar de temer que os comunistas tomassem o poder em Portugal- ainda não devia conhecer o desastre das políticas maoistas, caso contrário, talvez tivesse sido mais contido nas sua manifestações de apreço ao grande líder.
Anos mais tarde, terá de ser
Cohn Bendit a explicar a um
Durão Barroso já investido no cargo de Presidente da Comissão Europeia:
“ o seu problema foi ter percebido mal o Mao Tse Tung”.
Durão Barroso reagirá com aquele sorriso amarelo que todos lhe conhecemos e refugiar-se-á nos braços de
Sócrates para trocarem aquela frase de amor que ficará eternamente gravada na nossa História:
“Foi porreiro, pá!”
Voltemos a 1966 e ao
País de Gales, onde cerca de 150 pessoas (a maioria delas crianças) morrem, sepultadas num monte de resíduos de uma mina de carvão. Os ambientalistas representam ainda uma minoria e o
Greenpeace é uma força em embrião. A sua criação, no Canadá, só se dará em 1971,mas os sinais de degradação ambiental são já preocupantes e disso mesmo se dá testemunho no livro
"Limites para o Crescimento".Por cá a vida está má e, neste ano, já se aproxima de um milhão, o número de portugueses que emigram para a Europa. Entre eles vão muitos jovens que fogem da guerra em África.
Salazar não mostra sinais de grande preocupação. Reabre o
Tarrafal e incita os portugueses a comemorar o êxito dos
“Magriços” que, comandados por Eusébio, alcançam o 3º lugar no Mundial de Futebol em Inglaterra. Mais contido, não festeja a inauguração da ponte sobre o Tejo, baptizada com o seu nome. Parece que a terá achado muito cara e... com pouca utilidade!
Distraído a fazer contas, nem deve ter dado importância ao aviso que
Gunther Grass lhe enviara em forma de livro:
“ Os plebeus ensaiam a revolta”...