sexta-feira, 4 de abril de 2008

Mais novidades de Abril

A partir da próxima semana vou ter companhia aqui no Rochedo. Sem dia nem hora certa, aqui estará o Sebastião.
Há quem afiance que é um pouco chato, porque só gosta de escrever sobre consumo e ambiente, mas como todos os mochos está convencido que é só sabedoria e gosta de dar lições.De uma coisa podem ter a certeza. O Sebastião vai trazer algumas curiosidades interessantes e vou tentar convencê-lo a ser mais variado na escolha dos sesu temas.
Pelo menos para alguns que gostam de me visitar aqui no Rochedo, acredito que se vai tornar popular

Pensamento ecológico

Eu compreendo as preocupações dos ambientalistas sobre as implicações do aeroporto de Alcochete e da ponte Chelas/Barreiro na vida do maçarico de bico-direito e de outra espécies ameaçadas, mas há que ver a questão também pelo lado positivo, caramba!
Afinal, os patos-bravos sempre vão lucrar com tudo isso.
Adenda: Ler também isto

Do Tibete a Guantanamo só há silêncios cúmplices

Afinal, os resquícios maoistas não explicam tudo quanto à posição evasiva de Durão Barroso em relação ao Tibete. O Presidente da Comissão Europeia é agora acusado, pela REPRIEVE, de ter ter autorizado a passagem por águas territoriais portuguesas e atracagem nos portos de Lisboa e Porto, de um navio-prisão americano que se dirigia para Guantanamo.
Sinceramente, não me espanta que um primeiro-ministro português ( neste caso é Durão, mas Sócrates agiria do mesmo modo) tenha sido cúmplice em práticas de violação de direitos humanos e se remeta ao silêncio quando é acusado por organizações internacionais. Num e noutro caso já me habituei a um estilo de governação à portuguesa que tem muito de cinismo, pouco de democrático e um enorme desrespeito pelo ser humano.
Preocupa-me, porém, - e muito!- que esse mesmo primeiro-ministro seja presidente da Comissão Europeia, porque isso revela que esse estilo de governação deixou de ser tipicamente afro-português e passou a ser comum a toda a Europa.
Provavelmente, é a isso que chama Terceira Via!

Conversas com o Papalagui (28)

- Então o Governo vai introduzir a semana de 50 horas na Função Pública?
- Tem lógica...
- Não te estou a perceber, Papalagui!
- Assim tem mais uma justificação para autorizar a abertura dos hipermercados ao domingo.

Pelo país dos blogs (5)

Governo da incompetência ou da maldade?
Só quem sofre com a doença de Diabetes pode dar valor à última medida accionada pelo Governo socretino. Lamentável e vergonhosamente as "inteligências" governantes decidiram que os diabéticos deixavam de poder contar com a comparticipação na compra das tiras-teste, algo da maior importância para o controlo do açúcar no sangue.Só quem sofre de Diabetes sabe quanto custa viver sem poder comer o que lhe apetece, sem poder beber do que gostava, de ver os outros comer um doce, um bolo, um gelado ou um chocolate e ter de virar a cara para o lado rejeitando liminarmente tais produtos alimentares. A Diabetes é uma das doenças mais destrutivas do tecido humano e esse facto, mais que conhecido, nem vale a pena ser agora equacionado. O nosso veemente protesto vai directamente para os Ministros que não tiveram competência ou disponibilidade para atender a uma chamada de atenção antiga no sentido de não deixarem cair em saco roto a assinatura importantíssima das portarias correspondentes à prorrogação da comparticipação sobre as tiras-teste.Desde o passado dia 1 deste mês que milhares de portugueses estão impedidos de comprar as tiras-teste comparticipadas e para que tenham uma ideia da dificuldade que foi criada aos doentes, a maioria de parcos recursos económicos, dizer-vos que uma caixa que anteriormente era paga por pouco mais de 3 euros, agora custa 30. E é este o Governo que José Sócrates diz que tudo faz para incrementar melhorias sociais? O nosso repúdio a gente desta...
NOTA: Não se esqueçam de votar em gentalha deste calibre em próximas eleições...
João Severino em Pau para toda a obra

( Não só recomendo, como aconselho que não percam as imagens do meio dia e do chá das cinco, que diariamente o João comenta com muito humor)

Rochedo das Memórias 33- De Mao a Durão Barroso

Foto roubada ao kremlinemloures
Do outro lado do Mundo, na China, a Revolução Cultural avança, mas em sentido contrário ao do mundo Ocidental. O exército e a juventude colocam-se ao lado de Mao Tse Tung ( ou Zedong, em versão moderna...) na “revolução cultural e proletária” . A fórmula foi “sui generis”: encerramento das escolas e universidades em toda a China e formação de grupos de “guardas vermelhos”. O resultado foi deslumbrante ( pelo menos para Durão Barroso e alguns extremosos militantes de extrema esquerda, acantonados no MRPP e satélites, que depois do 25 de Abril copiaram o modelo, "escaqueirando"a Faculdade de Direito e defendendo os valores e princípios do Livro Vermelho): destruição de monumentos emblemáticos da milenar cultura chinesa, combate ao Confucionismo e “limpeza geral dos vestígios do pensamento burguês capitalista”. O “Livro Vermelho” tornou-se na verdade absoluta e indiscutível e algumas das suas citações serviram para decorar fábricas e edifícios onde a fotografia do grande líder ( Mao Zedong- não Durão Barroso, que é apenas líder da União Europeia) emergia omnipresente e veneranda. Graças a Deus e à URSS – cuja invasão Mao temia- o Exército de Libertação Popular acordou com o grande timoneiro o fim da revolução Cultural em 1968. Infelizmente, em 1975, Durão Barroso – apesar de temer que os comunistas tomassem o poder em Portugal- ainda não devia conhecer o desastre das políticas maoistas, caso contrário, talvez tivesse sido mais contido nas sua manifestações de apreço ao grande líder.
Anos mais tarde, terá de ser Cohn Bendit a explicar a um Durão Barroso já investido no cargo de Presidente da Comissão Europeia: “ o seu problema foi ter percebido mal o Mao Tse Tung”. Durão Barroso reagirá com aquele sorriso amarelo que todos lhe conhecemos e refugiar-se-á nos braços de Sócrates para trocarem aquela frase de amor que ficará eternamente gravada na nossa História: “Foi porreiro, pá!”
Voltemos a 1966 e ao País de Gales, onde cerca de 150 pessoas (a maioria delas crianças) morrem, sepultadas num monte de resíduos de uma mina de carvão. Os ambientalistas representam ainda uma minoria e o Greenpeace é uma força em embrião. A sua criação, no Canadá, só se dará em 1971,mas os sinais de degradação ambiental são já preocupantes e disso mesmo se dá testemunho no livro "Limites para o Crescimento".
Por cá a vida está má e, neste ano, já se aproxima de um milhão, o número de portugueses que emigram para a Europa. Entre eles vão muitos jovens que fogem da guerra em África.
Salazar não mostra sinais de grande preocupação. Reabre o Tarrafal e incita os portugueses a comemorar o êxito dos “Magriços” que, comandados por Eusébio, alcançam o 3º lugar no Mundial de Futebol em Inglaterra. Mais contido, não festeja a inauguração da ponte sobre o Tejo, baptizada com o seu nome. Parece que a terá achado muito cara e... com pouca utilidade!
Distraído a fazer contas, nem deve ter dado importância ao aviso que Gunther Grass lhe enviara em forma de livro: “ Os plebeus ensaiam a revolta”...