
Em 1951,
Vincent Minelli anda com
"Um Americano em Paris" , mas é
Marlon Brando quem chega ao estrelato a bordo de
"Um Eléctrico Chamado Desejo". Que melhor alegoria para anunciar a chegada da
"whishfull civilization"?Nesse ano têm início as emissões regulares de televisão a cores nos EUA, existindo já uma dezena de canais a invadir os lares americanos. Começa o embaraço da escolha.
A publicidade e a televisão celebram um casamento de conveniência. Em troca da exibição dos seus anúncios, a publicidade paga transmissões directas e patrocina programas (especialmente concursos). Acaba por se descobrir que alguns são "viciados" pelas próprias empresas, que fazem batota quando pretendem que um determinado concorrente não seja eliminado.
O automóvel é o sonho de qualquer cidadão e os japoneses são os primeiros a contrariar a hegemonia americana na produção, tornando-se em poucos anos o maior fabricante do mundo. Em
Inglaterra (1951) nasce um invento que irá revolucionar a vida do ser humano: o
UNIVAC- um computador de reduzidas dimensões, capaz de ler 7200 dígitos por segundo.
No ano em que os EUA testam a Bomba de Hidrogénio,
"O Comboio Apitou Três Vezes" mas
"Singing in the Rain" é o maior sucesso de bilheteiras (1952).
O Mundo assiste, estupefacto, à revelação de uma bela dinamarquesa, (
Christine Jorgensen) que afinal nascera americana e filho varão. A sua irresistível atracção pelas bonecas, porém, levou-a a rumar à
Dinamarca para aí mudar de sexo.
Mas não é este facto que leva o
Papa Pio XII a escandalizar-se. A Igreja está mais preocupada com os ritmos do
rock 'n roll e sai a terreiro para acusar as danças modernas de levarem os católicos ao pecado. Trata-se de um
remake à condenação que a Igreja fizera do
Tango, quando a dança argentina entrou na Europa, mas os católicos fazem ouvidos de mercador e continuam a dançar furiosamente o novo ritmo, ao som das
rockstars.