Por muito que me atazinem, continuo a ser acérrimo defensor da televisão pública e vou aos arames quando ouço a dupla Meneses/Balsemão encarniçar-se pelo facto de a RTP " ter direito" a publicidade.
Para além de uma programação mais equilibrada, há pequenas coisas que marcam a diferença entre a RTP e as privadas.
Hoje, os noticiários da noite foram mais um exemplo. Enquanto a TVI abria com a demissão de Camacho e permanecia 8 minutos à volta de uma notícia requentada, a SIC cometeu a proeza de "gastar" quase meia hora à volta do Benfica, como se nada de mais importante se passasse no País. Até cerca das 20h30m os espectadores da SIC devem ter pensado que nada se passava de importante no país e no mundo. (Não creio que seja esta a SIC renovada de Nuno Santos, creio que algo estranho à sua vontade se estará a passar para as bandas de Carnaxide...)
Na verdade havia coisas bem mais importantes, como provou a a RTP, ao abrir o Telejornal com a notícia do aumento dos preços do petróleo e fprosseguir com notícias realmente importantes sobre o que se vai passando em Portugal e no mundo.
O tema SLB só surgiu na 13ª notícia ( azar!!!) com a indicação do sucessor de Camacho e não ocupou mais do que três minutos, porque na realidade a demisssão já não era notícia.
Mas não é so em canal aberto que a RTP vai dando lições à concorrência. Como escreve Pedro Correia, no Corta-fitas , também no cabo a RTP-N deu ontem uma lição à SIC-Notícias.
Não vi uma nem outra, mas fiquei a perceber que enquanto a RTP-N dava especial destaque às eleições em Espanha, a SIC-Notícias perdia-se durante mais de uma hora com Rui Santos a analisa a crise no SLB.
Recuso-me a aceitar que estamos de regresso ao país dos 3 Efes, com o futebol ( de que não escondo gostar muito, porque não sofro dos complexos de Pacheco Pereira)a pautar a agenda informativa das televisões actualidade informativa.
Apesar de reconhecer , por vezes, alguma tendência da RTP para alinhar nas posições do Governo, prefiro uma RTP assim, do que uma SIC e uma TVI que reduzem a sua programação em horário nobre a telenovelas de gosto duvidoso. E não me venham dizer que é disso que o povo gosta, porque a RTP já demonstrou com séries como as do António Barreto e de Joaquim Furtado, por exemplo, que é possível obter boas audiências com programação que não seja retirada do "caixote do lixo".
segunda-feira, 10 de março de 2008
Rochedo das Memórias 22- "Knock, Knock, who's there?"
Se é verdade que a sociedade de consumo existiu praticamente desde o início do século XX, o certo é que os anos 50 marcam uma viragem decisiva, ao delinear os traços que haveriam de caracterizar a sua versão "hard core". É no início da década que ela nos começa a bater à porta com insistência.A publicidade, o marketing e as técnicas de venda assumem um papel preponderante logo no início da década. Os vendedores são profissionais bem pagos, muitas vezes disputados pelas empresas a peso de ouro. As vendas porta a porta transformam-se numa praga, mas também numa fonte de rendimentos para muitos jovens. Produtos de cosmética, livros e mesmo produtos para o lar são vendidos desta forma, em prestações mais ou menos suaves.
Aproveitando o facto de as pessoas terem mais dinheiro na mão e uma grande apetência para mudar de ares uma vez por ano, o turismo dá os primeiros passos como indústria de futuro e as viagens organizadas, tendo como destino priveligiados as praias francesas, espanholas e italianas, levam à criação de uma moda de praia onde os óculos escuros são indispensáveis. As contas já podem ser pagas, por alguns, com o cartão de crédito.
As questões de segurança também começam a ser preocupantes e Ralph Nader desencadeia a luta pela defesa dos consumidores.
Venha o senhor que se segue...
É com alguma satisfação que constato que tinha razão quando escrevi há dias isto:
Bush diverte-se no quintal da América
O carniceiro-palhaço - que por desdita para o mundo inteiro ocupa a Casa Branca - não estará satisfeito com o epílogo, mas eu vou poder aterrar dentro de dias em Ezeiza mais tranquilo.
Bush, porém, não perdeu tempo a manifestar o seu desagrado e descarregou a bílis a nível interno, vetando a proposta do Congresso americano para acabar com a tortura nas prisões americanas. Haverá, certamente, muitos a pensar que fez bem. Problema deles. Por mim fico satisfeito ao pensar que dentro de alguns meses, Bush passará à História como o pior Presidente americano de sempre e alguém ( muito provavelmente Mc Cain) restituirá à América o seu lugar no mundo.
Resta esperar que o pirómano-presidente não tenha reservada alguma surpresa desagradável para o mundo, até final do seu mandato. Não creio, pois um novo incêndio pode significar a entrega da Casa Branca, em bandeja de prata, ao candidato dos democratas.
Bush diverte-se no quintal da América
O carniceiro-palhaço - que por desdita para o mundo inteiro ocupa a Casa Branca - não estará satisfeito com o epílogo, mas eu vou poder aterrar dentro de dias em Ezeiza mais tranquilo.
Bush, porém, não perdeu tempo a manifestar o seu desagrado e descarregou a bílis a nível interno, vetando a proposta do Congresso americano para acabar com a tortura nas prisões americanas. Haverá, certamente, muitos a pensar que fez bem. Problema deles. Por mim fico satisfeito ao pensar que dentro de alguns meses, Bush passará à História como o pior Presidente americano de sempre e alguém ( muito provavelmente Mc Cain) restituirá à América o seu lugar no mundo.
Resta esperar que o pirómano-presidente não tenha reservada alguma surpresa desagradável para o mundo, até final do seu mandato. Não creio, pois um novo incêndio pode significar a entrega da Casa Branca, em bandeja de prata, ao candidato dos democratas.
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