quinta-feira, 6 de março de 2008

Moisés estava "pedrado"

É este o título de uma notícia que me deixou embasbacado. Um estudo, agora divulgado em Israel, concluiu que os Dez Mandamentos não foram fruto da inspiração divina, mas sim do efeito de drogas. De acordo com o investigador israelita, Moisés teria ingerido alucinogéneos extraídos da casca de uma acácia, quando gravou os Mandamentos numa pedra do Monte Sinai.
Ao que parece, os líderes religiosos israelitas estão indignados, o que me aprece normal.
Olmert deverá estar de consciência tranquila. Provando-se que o 6º Mandamento (“ Não Matarás”) não resultou da inspiração divina, mas sim de uma “pedrada” de Moisés, sentir-se-á mais legitimado para continuar a chacina dos Palestinianos e confiante para se apresentar diante de Deus no dia do Juízo Final.
Poderá sempre alegar, em sua defesa, que acreditou no investigador e considerou as ordens para “não matar”, ou “não cobiçar as coisas alheias”, ideias malucas de um toxicodependente.
Que Deus me perdoe!

O conflito latino-americano explicado aos ingénuos

Qualquer pessoa minimamente informada, sabe que o poderio bélico da Colômbia é muito superior ao da Venezuela e do Equador juntos, o que desaconselharia a reacção populista de Chavez ordenando ao seu Ministro da Defesa, perante as câmaras, que deslocasse 10 batalhões para a fronteira da Colômbia. Aparentemente, o líder venezuelano estaria a imolar-se, caso decidisse avançar para a luta armada. Escrevo “aparentemente”, porque esse é o olhar de um europeu que desconhece a realidade latino-americana.
Conheço com alguma profundidade vários países latino-americanos e vivi na Argentina tempo suficiente para poder perceber que uma análise como a que descrevi é superficial.
Um Atlântico imenso separa a mentalidade e a cultura sul-americana da europeia, que se reflecte no “modus vivendi” e no “modus operandi”.
Isso mesmo fica bem patente se analisarmos, por exemplo, a forma como a OEA procura sanar o conflito entre o Equador e a Colômbia e a postura adoptada pela União Europeia em relação ao conflito dos Balcãs.
Reservarei para outros posts uma breve análise sobre as diferenças entre europeus e sul-americanos. Por agora, apenas pretendo chamar a atenção dos leitores para um pormenor que a muitos terá escapado e que reforça a minha opinião acerca do envolvimento dos EUA na operação desencadeada pela Colômbia em território equatoriano.
Quando no dia 1 de Março Uribe entrou no Equador, violou a Carta das Nações Unidas e a Carta da OEA, mas apressou-se a justificar as sua decisão, com a necessidade de a Colômbia se defender dos terroristas da FARC, e invocou a “paridade” com a decisão de Bush invadir o Iraque.
Curiosamente, três dias depois, os EUA bombardearam território da Somália, justificando-se com a necessidade de atacar um grupo terrorista aliado à Al-Qaeda. Mas há mais...
Para além de argumentar possuir provas de que a Venezuela está a financiar as FARC, Uribe garante que os terroristas colombianos estão a fabricar bombas com urânio enriquecido. A OEA já desmentiu esta possibilidade e garante que as FARC se limitam a comercializar o urânio a nível internacional.
Finalmente, Uribe invocou o facto de as FARC constarem das listas de organizações terroristas do departamento de estado norte-americano, o que pelos vistos constitui uma nova regra de direito internacional.
Admito que para alguns, esse facto seja suficiente para fazer tábua rasa da Carta das Nações Unidas, mas alerto para o perigo de tais raciocínios apaixonados.
Imagine-se, por exemplo, que Espanha invade Portugal, invocando o argumento de que a ETA está a operar em Portugal; que a França lança uma ofensiva contra a Itália, porque o movimento separatista da Córsega está a comandar as suas acções a partir da Sardenha; que a Turquia ataca a Alemanha, acusando-a de albergar separatistas curdos; e que a China invade Taiwan para atacar um movimento nacionalista que desencadeia uma acção terrorista durante os jogos Olímpicos de Pequim.
Teríamos o mundo a ferro e fogo com a complacência de algumas mentes brilhantes que seguem a doutrina de Bush com a mesma reverência com que os árabes respeitam o Corão.
Vão mas é pentear macacos!

Rochedo das Memórias 21- Do "Livro Vermelho" ao "Financial Times"

Um ano depois de Gandhi ter sido assassinado a Alemanha partiu-se em dois. Bons e maus dividem-se na pátria que serviu de berço ao catalisador de uma guerra sangrenta. Adenauer e Wilhelm Pieck são os capitães das duas equipas.
Quando a década termina, o mapa do mundo tinha-se alterado profundamente. Na longínqua China, Mao derrota Chang Kai-Check e proclama a República Popular da China. Por todo o mundo há jovens seguidores de Mao e Portugal não é excepção, mas na idade adulta os jovens portugueses que desfilaram com a bandeira numa mão e o Livro Vermelho na outra, acabarão por se render, anos depois do 25 de Abril de 1974, ao canto delicodoce do capitalismo liberal e trocam o Livro Vermelho pela leitura do Financial Times.
Entrementes, vão engrossar as fileiras dos partidos do Centrão. Um deles tornou-se célebre por vir a ser escolhido para comandar os destinos da União Europeia e estampa um sorriso nos lábios quando lhe falam dos seus devaneios maoistas. Mas mais uma vez me estou a adiantar ao curso da História...
Voltemos pois a 1949, para assinalar que a URSS faz explodir a sua primeira bomba atómica, mas que não é isso que provoca A Morte de Um Caixeiro Viajante num teatro em Nova Iorque. Por cá, a farsa continua, com a atribuição do título de Doutor Honoris Causa a Franco, pela Universidade de Coimbra.
Nada melhor para encerrar uma década em que Portugal se afasta definitivamente da Europa, vê vetada a sua entrada na ONU, mas é admitido na Nato, porque quando toca à “traulitada” não se olha aos regimes políticos e todos se tornam amigos.

Onde encontrar gasolina mais barata?

Se vai viajar e pretende saber onde encontrar a gasolina mais barata, tem agora à sua disposição um site que lhe fornece informações preciosas e muito actualizadas sobre os preços dos combustíveis em todos os postos de abastecimento do País.Bem, não será ainda em todos, mas com a afinação do projecto espera-se que isso venha a acontecer dentro de algum tempo.
Para que o projecto funcione em pleno, será necessária a cooperação dos automobilistas, que podem fornecer informações para o site, depois de efectuarem o seu registo.
Para mais esclarecimentos sobre este “site de utilidade publica”, vá a Mais Gasolina. Registe-se, colabore e todos ficamos a ganhar.