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segunda-feira, 3 de março de 2008
A vitória de Medvedev
Dimitry Medvedev venceu, sem qualquer surpresa, as eleições de ontem na Rússia. A margem confortável da sua vitória (69,2%) correspondeu também ao esperado, merecendo no entanto uma referência a forte afluência às urnas ( próxima dos 70%). Se alguma surpresa houve, neste domingo na Rússia, foi o resultado obtido pelo Partido Comunista (18,5%) e o reforço das suas posições nas grandes cidades. Com este “score”,o PC russo dinamitou todas as sondagens, ultrapassando largamente Jirinovsky - que não chegou aos 10 por cento.
A vitória de Medvedev poderá vir a constituir uma dor de cabeça para a União Europeia, conhecida que é a sua posição seguidista em relação a Putin.
Ao suspender a participação da Rússia no tratado sobre armas convencionais na Europa, ao opôr-se à independência do Kosovo, ou ao engrossar a voz contra o escudo anti-míssil que os EUA querem colocar na Europa, ou em relação à entrada na NATO de países que estiveram na órbita soviética desde a segunda Guerra Mundial, Putin distanciou-se das posições americana e europeia e lançou um sério aviso de que está pronto a regressar ao tempo da Guerra Fria, se isso for necessário, para devolver à Rússia o protagonismo perdido.
Ao eleger Medvedev com larga maioria, os russos parecem ter querido manifestar a sua concordância com a política do ex-KGB, manifestando a sua fé na recuperação do orgulho e o brilho perdidos, como razão fundamental para lhe conferirem o seu voto.
Adivinha-se um endurecimento da posição russa no braço de ferro com os EUA e com a UE. As primeitas palavras de Medvedev são claras: continuará a seguir a política externa traçada por Putin. Resta saber, se o novo líder russo se revelará, ou não, mais intransigente e menos paciente do que o seu antecessor.
A vitória de Medvedev poderá vir a constituir uma dor de cabeça para a União Europeia, conhecida que é a sua posição seguidista em relação a Putin.
Ao suspender a participação da Rússia no tratado sobre armas convencionais na Europa, ao opôr-se à independência do Kosovo, ou ao engrossar a voz contra o escudo anti-míssil que os EUA querem colocar na Europa, ou em relação à entrada na NATO de países que estiveram na órbita soviética desde a segunda Guerra Mundial, Putin distanciou-se das posições americana e europeia e lançou um sério aviso de que está pronto a regressar ao tempo da Guerra Fria, se isso for necessário, para devolver à Rússia o protagonismo perdido.
Ao eleger Medvedev com larga maioria, os russos parecem ter querido manifestar a sua concordância com a política do ex-KGB, manifestando a sua fé na recuperação do orgulho e o brilho perdidos, como razão fundamental para lhe conferirem o seu voto.
Adivinha-se um endurecimento da posição russa no braço de ferro com os EUA e com a UE. As primeitas palavras de Medvedev são claras: continuará a seguir a política externa traçada por Putin. Resta saber, se o novo líder russo se revelará, ou não, mais intransigente e menos paciente do que o seu antecessor.
Continua a chacina na faixa de Gaza
Israel continua a sua ofensiva na faixa de Gaza, ceifando a vida a centenas de civis inocentes. Custa aceitar que um povo que foi vítima de um dos maiores genocídios da História se comporte desta forma; é penoso observar o silêncio cúmplice da UE e o apoio dos EUA; é preocupante ver o secretário-geral da ONU comportar-se como Pilatos, condenando ambas as partes, mas deixando a decisão para o povo. E neste caso concreto, sabemos quem é o povo e de que lado está.
Israel- com o apoio explícito de Bush - continua a fazer letra morte dos acordos que vai assinando, continua a gozar de impunidade na cena internacional, mas pode vir um dia em que sinta o “efeito boomerang” da chacina que está a perpetrar no Médio Oriente. Nesse dia, porém, não serão apenas os israelitas que se deverão preocupar, porque a ira dos seus adversários derramar-se-á também sobre aqueles que foram seus aliados nesta chacina. Poder-se-á argumentar que a última ofensiva de Israel terá merecido a reprovação ( envergonhada) dos países ocidentais, mas não chegam palavras ( que muitas vezes soam a falso) para aliviar o sofrimento do povo palestiniano.
Israel- com o apoio explícito de Bush - continua a fazer letra morte dos acordos que vai assinando, continua a gozar de impunidade na cena internacional, mas pode vir um dia em que sinta o “efeito boomerang” da chacina que está a perpetrar no Médio Oriente. Nesse dia, porém, não serão apenas os israelitas que se deverão preocupar, porque a ira dos seus adversários derramar-se-á também sobre aqueles que foram seus aliados nesta chacina. Poder-se-á argumentar que a última ofensiva de Israel terá merecido a reprovação ( envergonhada) dos países ocidentais, mas não chegam palavras ( que muitas vezes soam a falso) para aliviar o sofrimento do povo palestiniano.
Rochedo das Memórias18- A Guerra entre "bons" e maus"
É verdade que hoje em dia ainda não sabemos com clareza quem são os bons e os maus, porque a história ainda não terminou. Nem se espera que acabe tão depressa, apesar dos esforços que ambas as partes fazem em terminar com tudo rapidamente. Como espero não assistir “in loco” ao epílogo, aguardo que algum dos leitores mais jovens tenha a amabilidade de me comunicar quando nos encontramos lá no “assento etéreo”, ao lado do Camões. Juro que estou curioso de saber o resultado final, porque depois de estar prevista uma goleada fácil dos propagandistas da democracia, a verdade é que a reacção forte dos totalitários está a pôr em risco a vitória folgada que o árbitro Bush anunciou ao mundo, com pompa e circunstância, quando invadiu o Iraque em 2003 .Entretanto, em Fevereiro de 2008, será possível ver no Google Video, mas não nas salas de cinema, um documentário de um jornalista australiano que desmascara a bonomia de Bush. Em “A Guerra Contra a Democracia”, John Pilger irá avisar-nos que a democracia exportada por aqueles que sempre foram conhecidos como “bons”, não passa de um embuste e um ataque obsceno à própria democracia. Na frente deste pelotão de fusilamento estão algumas multinacionais e instituições financeiras que. “à pala” da globalização, pretendem ocupar todos os territórios que não se submetam à sua lei do lucro fácil, assente numa despudorada exploração do valor do trabalho e no ataque às liberdades individuais, mitigado- e justificado- pela necessidade de nos protegerem dos inimigos da democracia.
Quem parecia ter uma ideia do final era Georges Orwell, que satirizava o bloco comunista, com O Triunfo dos Porcos, (1945) enquanto o mundo ocidental procurava aliviar os horrores da Guerra e as mulheres recebiam com alvoroço a notícia da invenção da tupperware e do micro-ondas, cuja comercialização se iniciaria três anos mais tarde (1948).
Seis décadas depois parece começar a vislumbrar-se uma reacção dos “maus” que podem ter em Medvedev, Hugo Chavez e mesmo Jintao ( por agora muito conciliador, porque o Ocidente se acocorou perante a miragem de um mercado indesprezível) os líderes da recusa ao conformismo.
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