Recebo uma mensagem da TMN no telemóvel, informando-me que a partir de 1 de Abril, as chamadas para o número de apoio ao cliente da banda larga vão passar a ser pagas. Não me espanto com o despudor da TMN. O serviço de banda larga é fracote e está muitas vezes em baixo, levando muitos consumidores a ligar para o número de apoio. Foi o que aconteceu comigo que, durante 10 dias, estive sem acesso ao serviço por culpa da TMN e gastei horas a telefonar, encontrando ( quase) sempre pela frente pessoas incompetentes incapazes de resolver o problema, que s me faziam esperar longuíssimos minutos e no final só me diziam “tente mais tarde”. Vou ter de pagar para ouvir estas respostas parvas?
O mais espantoso, porém, é que apesar de ter estado esse tempo todo sem possibilidade de aceder ao serviço, a TMN teve o topete de me cobrar o mês inteiro. Apresentei reclamação ( via telefone, e-mail e por escrito) e até agora não obtive qualquer resposta.- a pesar de a ocorrência se ter verificado entre 25 de Janeiro e 5 de Fevereiro.
Quando for grande quero ter uma empresa assim. Pelo menos posso roubar sem ir parar ao xilindró, que isto dos assaltos por esticão é muito arriscado e já não dá nem para as solas dos sapatos!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Apitó comboio!
O “Apito Dourado” lá continua à velocidade do comboio da linha do Tua. Ontem, foi ouvida a testemunha que desencadeou a abertura do processo. Esperavam-se revelações bombásticas, mas o ex-árbitro Mendes tinha poucas coisas para revelar. Afinal, foi ele que pediu a Valentim Loureiro para ser recebido, porque pretendia reclamar, pessoalmente, contra a classificação que lhe fora atribuída num jogo anterior. Valentim ter-lhe-á perguntado se estava preparado para arbitrar o jogo da jornada seguinte entre o Gondomar e outro clube qualquer. Estaria aqui a marosca toda? Pelas afirmações do sr. Mendes, parece que não, já que como ele confessou, nunca lhe foi pedido para favorecer o Gondomar, nem recebeu qualquer prebenda, além das que estava habituado a receber noutros jogos. No entanto “como não sou burro, percebi que era preciso beneficiar o Gondomar” afirmou.
Ficámos então a saber que as queixas relevantes que terá feito, se resumem a meras suposições ( pelos vistos suficientes para abrir um processo) resultantes do facto de "não se considerar burro".
Hoje deveria ter sido ouvida a Santa da Ladeira, perdão a Carolina Salgado, mas baldou-se por razões que ainda não consegui apurar. Más línguas dizem que terá vindo a Lisboa aconselhar-se com os seus “lideres espirituais”, ( o “Barbas” não faz parte do grupo) e tentar saber, junto de Maria José Morgado, qual a hipótese de vir a ser beatificada pelo contributo das suas declarações para acabar com a corrupção no futebol português.
Fonte fidedigna disse-me que a “Vidente do Monte da Virgem” (Carolina Salgado) irá também contactar uma conhecida jornalista, para lhe escrever o tal segundo livro que anda a prometer há meses e no qual a “ghostwriter” ( não a Carolina, mas a jornalista) deverá desvendar novos casos bombásticos. Cada capítulo será escrito após um repasto no “Eleven”, onde não faltarão os cogumelos mágicos que assegurarão o enredo.
Ficámos então a saber que as queixas relevantes que terá feito, se resumem a meras suposições ( pelos vistos suficientes para abrir um processo) resultantes do facto de "não se considerar burro".
Hoje deveria ter sido ouvida a Santa da Ladeira, perdão a Carolina Salgado, mas baldou-se por razões que ainda não consegui apurar. Más línguas dizem que terá vindo a Lisboa aconselhar-se com os seus “lideres espirituais”, ( o “Barbas” não faz parte do grupo) e tentar saber, junto de Maria José Morgado, qual a hipótese de vir a ser beatificada pelo contributo das suas declarações para acabar com a corrupção no futebol português.
Fonte fidedigna disse-me que a “Vidente do Monte da Virgem” (Carolina Salgado) irá também contactar uma conhecida jornalista, para lhe escrever o tal segundo livro que anda a prometer há meses e no qual a “ghostwriter” ( não a Carolina, mas a jornalista) deverá desvendar novos casos bombásticos. Cada capítulo será escrito após um repasto no “Eleven”, onde não faltarão os cogumelos mágicos que assegurarão o enredo.
Ainda o Kosovo
A propósito da "desunião europeia" em relação à independência do Kosovo, vale a pena ler a insuspeita e lúcida análise do Pedro Correia no Corta-fitas
E não se pode exterminá-lo?
Luis Filipe Meneses anunciou ontem, na SIC, que desmantelará a RTP com uma assinatura, proibindo a publicidade no canal público. Mais uma vez LFM comportou-se como um Cátaro, ao pretender insinuar que a publicidade na RTP faz mal aos outros canais. LFM esquece que a RTP é o único canal de televisão em sinal aberto que merece ser visto, porque nos proporciona algo mais do que telenovelas em horário nobre. Ameaça destruí- la, na tentativa de captar votos, mas esquece que a solução – aumento da contribuição do Estado- significa que o custo da leviandade terá que ser suportado pelos portugueses.
O que vale é que LFM não pode ser levado a sério. Já afirmou que desmantelaria o Estado em seis meses, depois voltou atrás e acabou a apoiar a manifestação da função pública. Não haverá uma alma caridosa interessada em desmantelar LFM e restituir ao PSD alguma credibilidade?
Este país precisa de ter alguém, na oposição, que faça um combate sério e não se limite a folclore e fogachadas.
O que vale é que LFM não pode ser levado a sério. Já afirmou que desmantelaria o Estado em seis meses, depois voltou atrás e acabou a apoiar a manifestação da função pública. Não haverá uma alma caridosa interessada em desmantelar LFM e restituir ao PSD alguma credibilidade?
Este país precisa de ter alguém, na oposição, que faça um combate sério e não se limite a folclore e fogachadas.
RTP dá tiro no pé
A RTP gastou uma pipa de massa com a nova versão de Vila Faia. A promoção tem sido intensa. Depois de tudo isto, atiram com a série para as 19 horas de sábado? Anda por lá gente que, ou não é deste mundo, ou faz a programação de acordo com os horários familiares, ou então não sabe o que anda a fazer!
Rochedo das Memórias 16- "Nós por cá todos bem..."
A manifestação organizada pela União Nacional no Terreiro do Paço ( Abril de 1940) para celebrar os 52 anos de Salazar, é elucidativa de que por cá tudo estava bem. A Legião Portuguesa era da mesma opinião, por isso faz uma outra manifestação, em Julho, para celebrar a invasão da URSS pela Alemanha. Para a encenação ficar completa e o Estado Novo sair reforçado, faltava que o coreógrafo António Ferro terminasse o seu trabalho: a Exposição do Mundo Português. Inaugurada com pompa e circunstância em 23 de Junho de 1940, a mostra era o retrato do misticismo com que o Estado Novo procurava reconstruir a nossa história. Prova disso, é que não existia qualquer referência ao período entre 1820 e 1926. Como se esse século liberal pura e simplesmente tivesse sido varrido da História, Ferro e Salazar depositaram-no no caixote do lixo da memória. Os portugueses, porém, estavam orgulhosos e acorreram em massa a Belém para assistir “in loco” a esta encenação "para exportação" do Estado Novo. Felizmente para Salazar, o analfabetismo dos portugueses aumentava e as vozes que se levantaram foram rapidamente silenciadas. A Bem da Nação!Dois anos mais tarde ( 1942) enquanto Hitler e os seus acólitos se entretinham a lançar fogo de artifício sobre Inglaterra, testando as capacidades do V2, o conflito pegava fogo aos Estados Unidos, e em Portugal se começava a assistir a alguma agitação social devido à escassez de produtos essenciaias, Salazar assina com Franco o Pacto Ibérico. António Lopes Ribeiro assinala o momento com a estreia de O Pátio das Cantigas . O cinema português inicia nesse ano, aliás, um período de oiro. Pese embora muitos desses filmes ainda hoje nos fazerem salivar de saudade dos grandes humoristas como António Silva, Vasco Santana ou Ribeirinho, a verdade é que outros houve que mais não foram do que propaganda ao regime. Ferro foi acérrimo opositor da “comédia portuguesa” -chegou a chamar-lhe cancro nacional- e entusiasmado defensor dos filmes históricos que fizessem ecoar bem alto os nobres princípios do salazarismo. Não se deveria ter maçado tanto a zurzir na comédia porque, apesar de ser uma crítica de costumes, ela enaltecia a máxima Deus Pátria e Família, sustentáculo da ditadura.
Apesar daquele ar austero, a comédia também seria do agrado de Salazar, caso contrário, talvez não tivesse extinto o Serviço Nacional de Propaganda, para o substituir pelo SNI ( Serviço Nacional de Informação) . As funções eram idênticas, mas o nome tinha muito mais piada, porque falar em informação num Estado Novo que utilizava despudoradamente a Censura, só podia dar vontade de rir. Maior gargalhada estava porém reservada para 1945. Terminada a guerra, assinada a carta de fundação da ONU, Salazar anuncia ao país e ao mundo, com grande espavento, que realizará eleições “ tão livres como as da livre Inglaterra”. Esqueceu-se, porém, de dizer que a sua promessa só seria concretizada ( e contra a sua vontade expressa) 30 anos depois, em 25 de Abril de 1975.
Todos sabemos que os portugueses não primam pela pontualidade, mas 30 anos (e ainda por cima só porque uma cadeira resolveu acelerar o processo) convenhamos que é atraso demasiado. Com esta falta de pontualidade no cumprimento de promessas- que haverá de fazer escola na classe política portuguesa, até aos dias de hoje- , como é que não haveríamos de estar tão atrasados em relação à Europa?
A Primavera no Palácio do Tempo
Todos os anos, em Fevereiro, há um dia quente e límpido em que a Primavera se anuncia. Espreita à porta do Palácio do Tempo como que a dizer ao Inverno “despacha-te que o teu reinado está a acabar e eu já estou pronta a entrar em cena” e depois desaparece até Abril. Nesse dia costumo abençoar a minha condição de “free lancer” , meter um dia de férias e ir até ao rochedo, passar o dia com a Primavera, para lhe dar as boas vindas e dizer “até breve. Venha depressa que já sentimos a sua falta”.Este ano esse dia foi ontem. Um trabalho para entregar até ao fim do dia e uma reportagem nos subúrbios, não me permitiram mais do que um acenar ao rochedo onde ela costuma estar à minha espera. Ainda atirei de longe um “Bemvinda sejas, até breve”, mas creio que as palavras se perderam no asfalto da estrada do Guincho.
Espero que a Primavera compreenda e me perdoe tê-la trocado por trabalho e alguns euros, mas a vida está tão difícil, que não me deixou outra hipótese. Quando ela voltar ( espero que volte, mas sei que ela anda zangada com os terráqueos que a têm tratado mal e não lhe têm dado qualquer importância. Enfiam-se em gabinetes sem janelas, preocupados apenas com o trabalho e nem se apercebem da sua presença. Por isso tem andado tão arredia nos últimos anos...) vou explicar-lhe tudo direitinho e pedir-lhe desculpa por não ter comparecido no dia em que ela assomou à porta do Palácio do Tempo para nos saudar
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