terça-feira, 14 de outubro de 2008

A reunião secreta do PS

Reina um grande mau estar no seio do grupo parlamentar do PS, obrigado a acatar a disciplina de voto na discussão sobre o casamento dos homossexuais.
José Sócrates, temendo alguma falta de empenho dos seus deputados nas campanhas eleitorais que se aproximam, e receando a perda de votos à esquerda que não compensem os que espera conquistar à direita, decidiu convocar, logo no sábado, uma reunião com os deputados socialistas.
Rodeada de grande secretismo, a reunião esteve para se realizar no sótão da casa de um membro da Opus Dei, mas Alberto Martins impôs que tivesse lugar na sede do partido, no Largo do Rato, alegando que, como ninguém lá vai, seria mais fácil iludir os jornalistas.
A estratégia teria resultado em pleno, não fora uma inesperada coincidência. Um jovem jornalista (estagiário) madeirense, de visita ao “Contenente”, demandou o Largo do Rato à procura da sede do PSD e, quando viu Sócrates a entrar no edifício, apressou-se a telefonar para AJJ, para dar a “grande cacha” ao Jornal da Madeira: “Os líderes do PS e do PSD estão a reunir-se em segredo, neste sábado”.
Foi assim, graças à desorientação geográfica e alguma precipitação de um jovem madeirense, que se ficou a saber da reunião, sendo-me possível adiantar aos leitores do CR o que de mais relevante lá se passou.
O tema da reunião era “Como conquistar votos à esquerda, depois da barracada de ontem?”
Embora o número de deputados presentes, fosse ainda inferior aos que votaram a disciplina de voto na questão dos casamentos entre homossexuais, a reunião foi animada.
Poupo-vos os pormenores, fazendo apenas referência ao facto mais relevante.
Ocorreu quando Alberto Martins, num resquício de revivalismo juvenil, sugeriu que fosse alterado o símbolo do PS, devolvendo-lhe a cor vermelha. E apresentou logo esta hipótese, que estudara durante a noite: A ideia não desagradou a Sócrates, que pôs a proposta à discussão. O primeiro a intervir foi Manuel Alegre, que reconheceu que a ideia não seria má, desde que por baixo do símbolo aparecesse a frase:
“ Tomates já não temos. Queres ketch up? Vota PS”

17 comentários:

  1. Ah, então foi por causa dos tomates que ficarm com medo dos homossexuais?

    Seria tomate a mais para a salada?

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  2. Carlos,
    Aqui vai uma contribuiçãozita param o Dicionário do Rochedo: Ketchup. Um condimento muito usado pelos AMERICANOS, para disfarçar o sabor que a comida não tem. Nas panelas do Estado Português, serve para dar cor a cozinhados mal amanhados.

    P.S. Com as coisas como estão e pelo caminho que lhes adivinhamos, só mesmo o seu bom humor nos vale nesta manhã de 3ª feira.

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  3. O Manuel Alegre estudou pela cartilha do Publicitário Alexandre O'Neill ;)

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  4. Eh eh eh, genial!

    E porque não corrê-los à tomatada?

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  5. Acho que me enganei e que esta é uma daquelas conversas óptimas que o Carlos tem com o Papalagui! Só pode ser.

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  6. Corre-los à tomatada... Acho óptima ideia. Até posso contribuir com uns kg do legume...

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  7. Ketchup? É demasiado sofisticado. Se virmos bem, é um chutney de tomate. Óptimo com as spare ribs. Depois dou-te a receita :}

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  8. Genial....o que me ri com a foto e o comentario final do Manuel Alegre.
    Beijinho

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  9. Patti: aquilo já não é salada nenhuma, é um saco de gatos bem nutridos.

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  10. Si: obrigado pelo precioso contributo. Amanhã, será publicado, ok?

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  11. Gi: Em minha opinião, o MA não chega aso calcanhares do grande O'Neill

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  12. maloud: chutney é um pitéu fabuloso. Fico à espera.

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  13. Bom, tenho tanto para dizer sobre isto... O que este PS merecia... Melhor calar-me porque se abro a torneira, sai inundação.
    Beijos

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  14. Podemos espremê-los e fica sumo.
    Mas será que lhes dói?
    Beijinhos

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