Pronto, já está! O Tratado foi assinado ao fim da manhã em Lisboa . Já muito se escreveu e falou sobre ele , embora poucos conheçam o seu conteúdo. Confesso a minha ignorância: nunca o li, nem vou ler! Acredito, no entanto, naqueles que defendem que se trata de um “arranjinho feito à pressa” para fingir que a Europa está unida. Todos sabemos que não está. Não esteve na questão do Iraque, não está em relação à Rússia e não estará quando a questão do Kosovo for finalmente colocada em cima da mesa.
O Tratado é complexo, ilegível e incompreensível. Provavelmente, só aqueles que o aprovaram terão uma opinião fundamentada sobre ele. Por isso, reitero o que já aqui escrevi: não vale a pena sujeitar a referendo um documento que ninguém percebe.
Pretender que se dê voz aos cidadãos sobre o assunto, como defende o meu amigo Pedro Correia hoje no Corta-fitas, é criar a falsa ilusão de que o resultado seria diferente do somatório dos votos do Centrão ( o europeu e não apenas o nosso, feito de rosa e laranja).
Na senda do Arnaldo Gonçalves no seu livro “ A Europa à procura do Futuro- Da Convenção de Filadélfia ao Tratado de Lisboa” , concedo (e considero mesmo que poderia significar um passo em frente...) que teria sido mais vantajoso se em vez do Tratado a Europa tivesse uma Constituição cuja aprovação dependeria dos votos de 2/3 dos países, representando 4/5 da população.
Esta pretensão de que a Europa pode construir o seu caminho sempre unida e a uma só voz é completamente irrealista e chega quase a parecer pueril.( E na verdade, a Europa está a precisar mais de um pediatra que a ajude a crescer de forma saudável, do que de um neuro-cirurgião.)
Penso que se avizinham tempos difíceis para os europeus. Lentamente, vão-se diminuindo os direitos e reduzindo a participação dos cidadãos nos destinos da Europa, sempre em nome de um difuso interesse comum, que assenta no primado da economia sobre tudo o resto
Como europeísta convicto, lamento que assim seja, mas hoje por hoje ( perdoem-me ...) saboreio, com um misto de patriotismo bacoco, o facto de o Tratado que vai reger a Europa nos próximos anos, levar aposto o nome de Lisboa.
O Tratado é complexo, ilegível e incompreensível. Provavelmente, só aqueles que o aprovaram terão uma opinião fundamentada sobre ele. Por isso, reitero o que já aqui escrevi: não vale a pena sujeitar a referendo um documento que ninguém percebe.
Pretender que se dê voz aos cidadãos sobre o assunto, como defende o meu amigo Pedro Correia hoje no Corta-fitas, é criar a falsa ilusão de que o resultado seria diferente do somatório dos votos do Centrão ( o europeu e não apenas o nosso, feito de rosa e laranja).
Na senda do Arnaldo Gonçalves no seu livro “ A Europa à procura do Futuro- Da Convenção de Filadélfia ao Tratado de Lisboa” , concedo (e considero mesmo que poderia significar um passo em frente...) que teria sido mais vantajoso se em vez do Tratado a Europa tivesse uma Constituição cuja aprovação dependeria dos votos de 2/3 dos países, representando 4/5 da população.
Esta pretensão de que a Europa pode construir o seu caminho sempre unida e a uma só voz é completamente irrealista e chega quase a parecer pueril.( E na verdade, a Europa está a precisar mais de um pediatra que a ajude a crescer de forma saudável, do que de um neuro-cirurgião.)
Penso que se avizinham tempos difíceis para os europeus. Lentamente, vão-se diminuindo os direitos e reduzindo a participação dos cidadãos nos destinos da Europa, sempre em nome de um difuso interesse comum, que assenta no primado da economia sobre tudo o resto
Como europeísta convicto, lamento que assim seja, mas hoje por hoje ( perdoem-me ...) saboreio, com um misto de patriotismo bacoco, o facto de o Tratado que vai reger a Europa nos próximos anos, levar aposto o nome de Lisboa.