Muito se falou durante a Cimeira UE/Africa sobre direitos humanos. Na Europa somos todos muito civilizados e respeitadores dos direitos humanos, mas em África ( e na América Latina e na Ásia ) , para alguns só existem tiranetes. Um bom exemplo é o que se segue:
Um indiano é preso num país que desconhece e cuja língua não domina, sem saber porquê. Permanece no “conforto” de uma cela , sem saber de que é acusado, durante 14 meses.
Um dia, pelas nove horas da noite, um guarda abre-lhe a porta da prisão e diz-lhe que está livre. Sem mais explicações.
O homem - sem conhecer nada do país que lhe proporcionou tão bizarro acolhimento- deambula sem eira nem beira, aconchegando-se ao relento. Engana a fome com a amargura que lhe vai na alma: de acordo com a sua religião, a filha não poderá casar, porque o pai esteve preso.
A notícia chega à comunicação social, depois de o homem ter sido recolhido por uma instituição de apoio a imigrantes. Os jornalistas questionam as autoridades, no intuito de saber o que se terá passado. Como resposta, o silêncio.
Onde se passou isto? Na Líbia de um ex-terrorista “reciclado”? , No Zimbabwe do ditador Mugabe? Na China de Jin Tao, esse país que os lídimos defensores da Democracia trazem sempre na ponta da língua , para exemplificar um país onde se cometem as maiores atrocidades? Na Venezuela de Chavez, que os "grandes defensores dos direitos humanos" apelidam de asqueroso ditador ?
Nada disso! A cena passou-se em Portugal, esse país campeão dos Direitos Humanos que até conseguiu, durante a presidência da UE, consagrar o dia 10 de Outubro como “Dia Mundial Contra a Pena de Morte”.
Percebe-se... por cá preferimos torturar as pessoas aos bocadinhos até que morram por si próprias. E sempre fica mais barato, pois não é preciso gastar balas, nem energia na cadeira eléctrica.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
O Banco da Revolta
Já alguém escreveu que a Economia “ é a ciência que se caracteriza por antecipar previsões feitas por especialistas que são sempre contrariadas por outros especialistas”. O FMI segue à risca esta máxima (lembre-se que Portugal também tem sido alvo de sucessivos cenários dantescos traçados pelo FMI cuja vertente comum tem sido o erro sistemático, seguido de correcções que apenas confirmam as anteriormente avançadas pelos Governos e por outras instâncias internacionais), com desprezo total pelos problemas que não sejam de raiz económica e com a agravante de se comportar como uma espécie de agiota encartado.Os latino-americanos, que durante décadas estiveram sob o jugo das medidas ultra-liberais do FMI, estão cansados das suas receitas draconianas e dos seus erros constantes de análise, da sua insensibilidade face à pobreza e do endeusamento da Economia na sua forma de actuação.
Com as contas saldadas e de cabeça erguida, Argentina, ( outro caso exemplar de sucesso que contrariou os presságios agoirentos do FMI) Bolívia, Venezuela e Equador decidiram dar um pontapé no traseiro dos magnatas do FMI e criar o Banco do Sul , que pretende promover os seus próprios fundos regionais e adoptar regras menos penosas , tornando-se uma alternativa mais justa para os países daquela região do globo.
Depois de muitas dúvidas e reticências, Lula da Silva acabou por confirmar no último domingo, que o Brasil irá aderir
Sem o Brasil o Banco do Sul poderia ser um fracasso total e um revés para os mentores da iniciativa. Mas a inversa também seria verdadeira. Poderia o país com maior desenvolvimento da América do Sul ignorar a iniciativa dos seus vizinhos?
Um Banco centrado na realidade latino-americana é crucial para o desenvolvimento dos países da Região e para o incremento do Mercosur, realidade económica e mercantil em que o Brasil é uma das potências mais interessadas.
Apesar de pressionado pelos Estados Unidos para não aderir, Lula terá sopesado as consequências de ficar de fora evitando assim colocar o Brasil numa posição de fragilidade no diálogo ibero-americano, que não deixaria de ter reflexos na sua economia.
E afinal até é fácil
Vital Moreira no Causa Nossa diz que não percebe a razão porque não se torna a factura obrigatória, sem necessidade de ser o consumidor a pedi-la
Eu também não percebo e ando a dizer o mesmo há 10 anos. E até já propus uma solução eficaz... Permitir aos consumidores descontar em sede de IRS uma percentagem sobre o montante das facturas. Enquanto asim não for, os consumidores não estão para se chatear
Eu também não percebo e ando a dizer o mesmo há 10 anos. E até já propus uma solução eficaz... Permitir aos consumidores descontar em sede de IRS uma percentagem sobre o montante das facturas. Enquanto asim não for, os consumidores não estão para se chatear
O Tratado Europeu
Com pompa e circunstância será assinado, no próximo dia 13 , nos Jerónimos o novo Tratado Europeu, orgulho da Presidência portuguesa e de José Sócrates. Ontem no "Prós e Contras", ficou bem claro que as críticas de Mário Soares fazem todo o sentido. Mas rerforço a ideia ao ler o que Miguel Portas escreveu sobre o Tratado:
"Entretanto, saiba @ leitor(a) que os 27 têm 1 Tratado para assinar; 13 Protocolos que são anexados ao sistema de Tratados; e ainda 43 Declarações relativas a disposições do tratado de lisboa, 7 outras sobre os Protocolos e ainda 15 que seguem anexas à Acta Final da papelada…"
Perante isto, e sabendo que o Centrão está de acordo quanto ao essencial, insistir na necessidade de um referendo é contribuir para fazer um plebiscito à governação de Sócrates.
E essa pode ser mesmo a tentação do nosso Primeiro -Ministro, para reforçar a sua imagem...
"Entretanto, saiba @ leitor(a) que os 27 têm 1 Tratado para assinar; 13 Protocolos que são anexados ao sistema de Tratados; e ainda 43 Declarações relativas a disposições do tratado de lisboa, 7 outras sobre os Protocolos e ainda 15 que seguem anexas à Acta Final da papelada…"
Perante isto, e sabendo que o Centrão está de acordo quanto ao essencial, insistir na necessidade de um referendo é contribuir para fazer um plebiscito à governação de Sócrates.
E essa pode ser mesmo a tentação do nosso Primeiro -Ministro, para reforçar a sua imagem...
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