terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Não havia necessidade...

Já aqui escrevi que sou leitor habitual dos gratuitos e exprimi a opinião sobre o espaço que lhes reservo nas minhas leituras diárias. Servem-me de aperitivo para a meia dúzia de jornais que leio diariamente, entre a imprensa portuguesa, espanhola, francesa, inglesa e latino-americana.
Sou de opinião que os gratuitos não precisam de apimentar as primeiras páginas para serem lidos, devendo antes ganhar o seu espaço pela credibilidade que possam angariar junto do público.Ao ler os gratuitos de hoje, porém, fiquei a perceber que devo estar errado e que mesmo nos gratuitos, o título sensacionalista que só diz meia verdade ou opta pelo acessório, em vez do essencial, "faz carreira".
Atente-se na forma como três dos gratuitos abordaram a notícia do julgamento do processo que Pinto da Costa interpôs contra o Estado
Metro: Na secção de Desporto, a uma coluna com o ante- título "Apito Dourado" e o título "Julgamento que opõe Pinto da Costa ao Estado começa hoje"
Meia Hora: Na secção "Portugal", a três colunas ( baixas) com o ante-título "Apito Dourado" e o título "Pinto da Costa pede 50 mil euros ao Estado"
Global notícias: Chamada de 1ª página com o título: "Carolina Salgado em Tribunal contra Pinto da Costa". Nas páginas interiores ( secção "País") com ante-título "Apito Dourado" e o título "Carolina chamada a depôr contra Pinto da Costa".
Os leitores farão o seu juízo sobre esta forma de fazer jornalismo. Buscar para título ( e chamada de capa) uma testemunha em vez do autor do processo é, no mínimo, descabelado! Não havia necessidade de um gratuito proceder assim....

Ciclone tropical na ordem dos Advogados

A vitória de António Marinho Pinto - que o Prof Marcelo apelidara numa das suas homilias dominicais de "advogado dos descamisados" - é uma pedrada no charco da pasmaceira situacionista há anos reinante na Ordem dos Advogados. Não lhe auguro, porém, vida fácil. A eleição de José António Barreiros para o principal órgão da Ordem pode não ser um bom prenúncio...
Tenho grande apreço por Marinho Pinto (que teve uma fugaz passagem por Macau), como advogado e como jornalista. Frontal, "empenhado na verdade", lutador e de uma grande verticalidade.
A forma deselegante como Marcelo Rebelo de Sousa tentou denegrir a sua imagem só o enobrece e fortalece a ideia de que o Professor perdeu definitivamente a compostura e está a perder a credibilidade!

Para perguntas estúpidas...

Ontem no "Prós e Contras" passaram três horas a discutir o que é preciso fazer para nascerem mais crianças em Portugal. Não era preciso tanto tempo, bastava procurar na discografia do Pedro Abrunhosa e encontravam lá a resposta. Talvez...

Ele lá sabe...

Li nos jornais e ouvi na rádio, que Camacho terá dito (ontem) em conferência de imprensa, que queria o Benfica a “jogar à Porto”. O Homem lá sabe, mas é preciso ter coragem para dizer isto a Luís Filipe Vieira.
Será que Camacho se lembra o que aconteceu ao último treinador do Benfica que fez afirmação idêntica?