segunda-feira, 8 de outubro de 2007

O jornalismo de sarjeta explicado aos distraídos (4)

Um diário que resiste a retirar o caso Maddie da sua agenda, lança como tema de capa “o passado amoroso de Kate Mc Cann”. Não havendo novidades, atrai-se os leitores para a vida privada dos protagonistas, recorrendo a uma “investigação”(?) sobre o seu passado amoroso. Não há melhores formas de vender jornais, ou a imaginação é escassa?
Lição 4: Jornalismo de investigação é procurar descobrir novos dados sobre uma notícia, não é tentar denegrir um dos protagonistas, vasculhando o seu passado.

Qual é a tua, ó meo?

Um cidadão vai a um balcão da PT para saber informações acerca do serviço meo. Ao fim de uma hora dizem-lhe que a sua área de residência está coberta pelo serviço e entregam-lhe uma proposta de adesão.
Dias mais tarde, com a proposta devidamente preenchida, o cidadão dirige-se novamente ao balcão da PT. Sai de lá duas horas depois com tudo devidamente tratado e um kit informativo sobre o serviço que acabou de contratar. Vai feliz, porque finalmente vai ter acesso a mais de 40 canais e um conjunto de serviços atraentes,- que inclui Internet grátis por tempo ilimitado e ligações para a rede PT gratuitas- a um preço bastante convidativo. E tudo isto sem fios, nem buracos em casa. O único senão é a instalação demorar entre um e dois meses, mas para quem esperou tantos anos para poder ter estes serviços em casa sem fios, o prazo até não parece exagerado.
Uma semana depois , o cidadão recebe em casa uma carta do meo. Ainda antes de abrir já imagina a “lenga-lenga” do costume. Parabéns pela adesão, reconhecimento pela preferência dada, e pela confiança depositada no serviço , blá, blá, blá e ( secreta esperança) o anúncio de que afinal o serviço será activado mais cedo do que o previsto.
Aberta a carta, surpresa: os agradecimentos vêm lá, mas logo de seguida apresentam as desculpas. Motivo: afinal , o serviço a que o cidadão aderiu não lhe poderá ser instalado em casa, porque a área de residência não está coberta. Ou seja: duas semanas antes, o cidadão fora informado do contrário, dispôs-se a perder mais umas horas para confirmar a adesão e só uma semana depois de o ter feito é que lhe é dito que afinal a sua área de residência não reúne ainda condições para a instalação do serviço.
Das duas uma: ou os funcionários são incompetentes e dão informações erradas aos aderentes, ou então o meo anda a fazer prospecção de mercado à custa de cidadãos incautos. Seja qual for a situação, uma coisa é certa: meo, nunca mais! E prometo, daqui para a frente, fazer publicidade negativa a esse serviço. Se é esta a nova PT que a publicidade anuncia,não quero saber de uma empresa que me trata assim!
Creio que não terei sido a única vítima, pelo que me interrogo: que diria a imprensa se tamanha prova de incompetência e irresponsabilidade fosse dada por um serviço público?