quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Dicas de fim de semana

Este fim-de –semana, desculpem lá, mas por falta de tempo isto vai mesmo em termos de Roteiro . Apenas sugestões, sem comentários:
Leituras- O século Chinês – Federico Rampaldi e O português que nos pariu – Angela Dutra Meneses
Filmes- Festa do Cinema francês ( Lisboa, Porto, Évora, Coimbra e Almada)
Artes- CCB ( colecção Berardo)
Lazeres- Noites de Tango do Opera Vila Galé ( Alcântara)

A passo de caracol

É véspera de fim-de-semana prolongado e devia estar bem disposto. Não estou... acordei a lembrar-me que tenho que fazer uma entrevista em Linda-a-Velha ao fim da tarde e temo o pior no regresso, quando tiver que enfrentar a Segunda Circular. Já imagino as filas compactas de camiões mastodônticos a atravancar o trânsito, tornando imprestáveis os radares que proíbem que se circule a mais de 80kms/hora.
Em vésperas de fim-de-semana, Lisboa faz-me lembrar Bombaim. Não só pelo trânsito caótico, mas também pelo inusitado número de camionetas fazendo cargas e descargas perante o ar impávido da polícia. Acrescente-se um número indeterminado de automobilistas parados em segunda fila de “pisca-pisca” ligado e temos o inferninho. A “tolerância zero” prometida por António Costa não durou nem uma semana ( mas disso falarei noutra altura), é o regabofe total nas artérias de Lisboa. As pessoas lamentam-se com falta de dinheiro, mas não dispensam o automóvel para ir comprar uma aspirina , um sabonete ou um molho de bróculos a escassos metros de casa ou do emprego.
Lisboa é - a seguir a Roma e Atenas- a capital mais incivilizada, indisciplinada e caótica de toda a União Europeia. A mim, cidadão auto-mobilizado que utiliza diariamente os transportes públicos e gosta de caminhar, ter que pegar num carro num dia destes faz-me perder anos de vida. Como querem que esteja bem disposto?

Um autarca à moda das ilhas

O Tribunal Administrativo do Porto considerou ferida de ilegalidade a concessão do teatro Rivoli a Filipe La Feria. Rui Rio riu-se e disse que não havia concessão, que La Féria era seu convidado! Conclusão: a decisão do tribunal não tem qualquer efeito prático.
Bem fiz eu em ter deixado o curso de Direito a meio e optar por outra área. Pena que não possa fazer o mesmo em relação a Rui Rio. Talvez o trocasse por João Jardim, que também se marimba para a Justiça, mas tem um sorriso cínico menos irritante...
A Democracia às vezes é uma chatice!

Quem tem medo de Hugo Chavez?

Ao ler o que alguns comentadores escrevem sobre Hugo Chavez, fico com a impressão que o presidente venezuelano é o diabo em pessoa. Depois, leio que a Galp assinou um acordo petrolífero com a Venezuela e que um site venezuelano afirma, sem qualquer rebuço, que “Portugal é um país socialista”.
Aliviado, rio baixinho e pergunto-me: quem tem medo de Hugo Chavez?

O jornalismo de sarjeta explicado aos distraídos (3)

Um árbitro assinala um penalty inexistente a favor do SLB, confessa o erro e os desportivos fazem-lhe grandes elogios e multiplicam-se em justificações.
Um árbitro assinala ( bem) um livre contra o Sporting, no Dragão, escrevem-se milhões de caracteres pondo em causa a decisão e as próprias Leis do futebol.
Um árbitro erra no derby ( só uma vez, não foram duas...) e mantém-se em silêncio. Um treinador faz afirmações pouco abonatórias em relação ao juiz e é visto com compreensão. Pinto da Costa abre a boca e as referências ao “Apito Dourado” multiplicam-se até à exaustão.
Lição 3: Se um desportivo não faz o jornalismo, três desportivos lançam a confusão

Eu gosto é do Verão...

Hoje cheguei a casa um pouco mais cedo do que o habitual. O dia tinha estado soalheiro, mas o fim de tarde tornou-se plúmbeo, ameaçando chuva. Tive que acender a luz da sala antes do jantar. Foi então que me apercebi que o Verão me estava a dizer o último adeus do ano.
É assim todos os anos. Um dia, o Verão obriga-me a regressar a casa mais cedo para se despedir desta maneira triste que me deixa em estado de profunda melancolia. Para me alegrar trauteio aquela música “ eu gosto é do Verão, de passear com a prancha na mão...”,mas o verão já não me ouve. Se o quiser encontrar tenho que o procurar noutras paragens. É o que vou fazer dentro de semanas. Espero que esteja lá à minha espera.