quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Patroa demite o “inho”,mas arrepende-se...

Uma senhora da socialite portuense, agastada com a frequência com que a empregada doméstica utilizava o diminutivo “inho” disse-lhe por um destes dias:
- Acabe lá com o “inho”, mulher ! Estou farta de a ouvir dizer “é só um minutinho, vou ali fazer um recadinho, o jantar está prontinho”...
- Está bem, minha senhora. Agora posso ir à mercearia?
- Que é que vai lá fazer?
- Vou comprar 100 gramas de touço!

A demissão do Gerúndio

Depois da demissão do coordenador da PJ de Portimão, chegou a vez do Gerúndio. Demissão com pompa e circunstância, diga-se, pois teve direito a Decreto!
O autor da “execução gerúndia” foi o governador de Brasília, alegando razões de falta de produtividade dos seus assessores que sempre respondiam “ estou fazendo, providenciando, estudando, preparando” quando lhes pedia alguma coisa.
Em Portugal, para aumentar a produtividade, optou-se por demitir o aumento dos salários reais. Já lá vão sete anos mas, ao que consta, os resultados não são muito animadores.

Perguntar não ofende...

Encanita-me que num restaurante- e até em alguns hotéis...- me perguntem se quero factura. Não deviam perguntar, deviam apresentá-la e ponto final. Mas em Portugal ninguém pede factura, porque isso de nada lhe serve, excepto correr o risco de ser mal atendido quando lá voltar.
Seria uma boa ideia que o Governo permitisse a inclusão de facturas, até um determinado montante, para efeitos de desconto do IRS. Como não o faz, toda a gente se está marimbando para o assunto. É pena, porque o Estado poderia arrecadar uma boa maquia com a fuga aos impostos que indirectamente avaliza na hotelaria e turismo. Assim, ninguém pede factura nos restaurantes, excepto aqueles que têm que prestar contas às suas empresas. São as únicas que beneficiam desta modorra conformista. A quem é que interessa que assim seja?

O jornalismo de sarjeta explicado aos distraídos (2)

Dois dias depois do derby, o desportivo volta a atacar. Nova foto de primeira página e, no interior, a conversa à sobremesa. Mas a “chamada de capa” é que era o prato forte. A frase de um dos convivas ( LFV, obviamente) “ Sporting e Benfica andam a ser prejudicados em favor de outra equipa” ( o FC Porto, claro...) .
Compreende-se que seja preciso manter viva a chama das vendas, mas não é preciso exagerar, caramba! O FC Porto vai à frente com 7 e 8 pontos de avanço sobre os rivais da Segunda Circular, não rezam as crónicas de um único erro de arbitragem favorável ao Dragão esta temporada ( bem pelo contrário... basta lembrar a Supertaça!) mas não houve melhor ideia naquele desportivo do que pegar numa frase do novo Papa para piscar o olho aos leitores.
Lição nº 2- No jornalismo não chega ser isento. Também é preciso parecer.

Ena, tanto ruído!

Estou a ficar cansado do alarido que vai na blogosfera, na sequência da vitória de Luís Filipe Meneses.Eu, que até me estava a divertir com a reacção das élites laranjas e o papel serôdio do Professor Marcelo, ( não havia necessidade de pôr em causa a sua credibilidade por 163 cms, professor!) já começo a estar farto.
Não se podem calar um bocadinho? Rir demais também cansa!...