Os gémeos Kaczynski, que dirigem a seu bel prazer os destinos da Polónia, continuam a mostrar à saciedade que a única coisa que pretendem da Europa é o dinheiro que lhes entra nos cofres de mão beijada. A última decisão "parola" do clã, foi votar contra a decisão do Conselho da Europa que proclamou o dia 10 de Outubro como "Dia contra a pena de morte".
Este país ultracatólico, defensor exacerbado da "pureza moral", onde uma estação de rádio ( sugestivamente chamada Radio Maria) faz a apologia do regime e dos "bons costumes" apelando à perseguição dos homossexuais e dos ex-comunistas, está deslocado do contexto europeu e dá razão àqueles que defendem uma “Europa a duas velocidades”.
Há uma diferença gritante entre “os Quinze” e a maioria dos 12 últimos Estados a aderir à União Europeia. Recorrendo a um plebeísmo, diria mesmo que a maioria não cumpria os “critérios mínimos” para a adesão, ou seja, se a admissão à UE fosse feita pelos parâmetros de exigência dos Jogos Olímpicos, muitos dos 12 países não tinham sido admitidos. Sabemos que a admissão em pacote dos países do Leste Europeu assentou numa estratégia política, resta saber se a Europa vai ganhar ou perder com isso. Não só em coesão, mas também no cumprimento dos objectivos para 2010 ( “tornar-se o espaço económico omais competitivo do mundo”).
Não são apenas as práticas políticas que fazem da Polónia um país descontextualizado do espaço europeu. É também o desemprego a rondar os 30%, o atraso estrutural, a aversão aos princípios democráticos e um povo desinteressado pelo seu futuro ( nas últimas eleições, a abstenção atingiu os 62%!) que não se revê na Europa.
A coroar tudo isto, um par de gémeos "jarretas" cujas práticas fazem inveja a Hugo Chavez.
Gostaria é que alguém me explicasse porque é que se critica tanto o presidente venezuelano e existe um silêncio cúmplice quando se fala da Polónia e dos irmãos Kaca... qualquer coisa!
Este país ultracatólico, defensor exacerbado da "pureza moral", onde uma estação de rádio ( sugestivamente chamada Radio Maria) faz a apologia do regime e dos "bons costumes" apelando à perseguição dos homossexuais e dos ex-comunistas, está deslocado do contexto europeu e dá razão àqueles que defendem uma “Europa a duas velocidades”.
Há uma diferença gritante entre “os Quinze” e a maioria dos 12 últimos Estados a aderir à União Europeia. Recorrendo a um plebeísmo, diria mesmo que a maioria não cumpria os “critérios mínimos” para a adesão, ou seja, se a admissão à UE fosse feita pelos parâmetros de exigência dos Jogos Olímpicos, muitos dos 12 países não tinham sido admitidos. Sabemos que a admissão em pacote dos países do Leste Europeu assentou numa estratégia política, resta saber se a Europa vai ganhar ou perder com isso. Não só em coesão, mas também no cumprimento dos objectivos para 2010 ( “tornar-se o espaço económico omais competitivo do mundo”).
Não são apenas as práticas políticas que fazem da Polónia um país descontextualizado do espaço europeu. É também o desemprego a rondar os 30%, o atraso estrutural, a aversão aos princípios democráticos e um povo desinteressado pelo seu futuro ( nas últimas eleições, a abstenção atingiu os 62%!) que não se revê na Europa.
A coroar tudo isto, um par de gémeos "jarretas" cujas práticas fazem inveja a Hugo Chavez.
Gostaria é que alguém me explicasse porque é que se critica tanto o presidente venezuelano e existe um silêncio cúmplice quando se fala da Polónia e dos irmãos Kaca... qualquer coisa!
